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Uma lembrança do Grande Líder Brasileiro: Luiz Carlos Prestes

Por Rui Muniz. “Nenhum dirigente comunista da América Latina tem uma vida tão trágica e portentosa quanto Luiz Carlos Prestes. Herói Militar e político do Brasil, sua verdade e sua legenda ultrapassam há muito tempo as restrições ideológicas. Ele se converteu em uma espécie de encarnação viva dos heróis antigos” Pablo Neruda

http://www.youtube.com/watch?v=BNImLVCIRWw

É desde jeito, o “Velho” que debate, discuti, relembra e apresenta a história do Brasil e do Movimento Operário com uma simplicidade e uma segurança ideológica como nenhum outro brasileiro. É assim que me lembro do Velho Prestes conversar, da última vez que estive com ele:

 

Nós, socialistas, não podemos deixar passar o episódio fascista do ultimo sábado em Porto Alegre. Não se trata aqui apenas de solidariedade aos camaradas do Polo Comunista Luiz Carlos Prestes – PCLCP, mas de defesa dos socialistas de todas as Forças Políticas, de camaradas que tiveram e têm como missão de vida a defesa da classe trabalhadora.

 

Mas, em defesa de nosso grande Camarada Luiz Carlos Prestes, para remontar a vida deste Grande Brasileiro Comunista na humanidade, algumas lembranças do “Velho”:

 

Luiz Carlos Prestes vivenciou a luta operária pelo socialismo desde a Revolução Russa, em 1917, passando pela Revolução da Europa Oriental, a Independência das Colônias Portuguesas na África, em 1970, a Guerra de ocupação sionista em 1948, as Guerras da Coréia e do Vietnã, a Revolução Islâmica do Irã, em 1979, a Guerra do Iraque em 1980, as políticas dos Estados Unidos que nos atingiram como o New Deal, o Big Stick, o Plano Marshal, a Doutrina Trumann, o Macarthismo; viveu atuante na 1ª Guerra Mundial, na 2ª Guerra Mundial.

 

No Brasil, Luiz Carlos Prestes participou e lutou em momentos políticos como no chamado Movimento Tenentista, que se estendeu de 1922 a 1930, na Revolução Constitucionalista, em 1932, na Intentona Comunista, em 1935, na Intentona Integralista, em 1938, no golpe de 1964. Militou durante os governos de Hermes da Fonseca, Venceslau Brás, Delfim Moreira, Epitácio Pessoa, Washington Luís; viveu a Era Vargas, que se estendeu de 1930 a 1945, a 3ª Constituição, em 1934, o Governo Constitucional, o Estado Novo, a 4ª Constituição, em 1937, a criação da CLT, em 1943, o Movimento de Democratização, em 1945, a 5ª Constituição, em 1946, os governos de Eurico Gaspar Dutra, Getúlio Vargas, Café Filho, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, João Goulart e os governos militares que se sucederam a partir de 1964. Sobre forte repressão, foi levado ao exílio, acompanhou a 6ª Constituição, em 1967, e a 7ª Constituição, a do terror, em 1969.

 

Uma frase de Prestes sempre me chamou a atenção: “O critério da verdade é a prática”

 

Luiz Carlos Prestes: 
- Presente!!!

 

Rui Muniz 

Técnico da Faculdade de Agronomia -UFRGS

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