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Após morte de estudante, UFRGS diz que não muda atendimento médico

Zilmar da Rosa Pereira, de 49 anos, sofreu um mal súbito e morreu ainda em sala de aula | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21 Nícolas Pasinato Um estudante de Engenharia Química morreu, na tarde de segunda-feira (19), no Campus do Vale, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), bairro Agronomia, em Porto Alegre. Zilmar passou mal [...]

Zilmar da Rosa Pereira, de 49 anos, sofreu um mal súbito e morreu ainda em sala de aula | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Nícolas Pasinato

Um estudante de Engenharia Química morreu, na tarde de segunda-feira (19), no Campus do Vale, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), bairro Agronomia, em Porto Alegre. Zilmar passou mal em função de um edema pulmonar, que resultou num infarto fulminante, de acordo com a sua filha Natasha, que concedeu entrevista ao Correio do Povo.

O estudante de engenharia ambiental Cristiano Rocha Born, que estava presente na aula da disciplina de Física I onde o aluno passou mal, informou que demorou cerca de 40 min para Zilmar receber atendimento do  Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A primeira iniciativa dos estudantes e do professor, porém, foi a de buscar socorro no ambulatório da universidade, mas o local estava fechado. Enquanto aguardavam a chegada do Samu, Born contou que os alunos colocaram Zilmar de lado para não engolir a língua.

“Quando o Samu chegou ele já estava em óbito. Vimos ele morrer na nossa frente e não pudemos fazer nada”, lamenta Born. O estudante espera uma atitude imediata da instituição frente à casos de emergência como o de ontem. Ele alertou também para o fato da sinalização dos prédios serem ‘apagadas e falhas’, o que dificultou a chegada da ambulância até o local.

Por meio da assessoria de imprensa, a universidade disse, no entanto, que não tomará nenhuma medida extra em relação a atendimentos médicos. Segundo a instituição, foi seguido o que é recomendado pelo Ministério da Saúde em um caso de gravidade, que é o de acionar, de pronto, o serviço do Samu. Diferente do que Born informou, a UFRGS disse que o período até a chegada do Samu foi de 20 min.

A universidade não confirmou que o ambulatório estava fechado na hora em que os alunos foram pedir ajuda, apenas informou que o local fica aberto até às 18h (o caso ocorreu em torno das 17h45min) e serve para “primeiros atendimentos e promoção da saúde e que não é dotado de equipamentos para procedimentos de urgência médica”.

NOTA DA IMPRENSA ASSUFRGS

A Assessoria de Imprensa(AI) da ASSUFRGS,  em contato com a Assessoria de Comunicação da UFRGS, solicitou no dia 20, dia posterior ao ocorrido, entrevista com urgência, e contato telefônico com a Administração da UFRGS, foi feito contato com a PROGESP, porém fomos encaminhados a AI DA UFRGS e até a presente publicação desta matéria na grande mídia, a AI da ASSUFRGS, não havia obtido nenhum retorno.

Confira nota divulgada pela UFRGS:

Nota de pesar

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul está profundamente consternada com o falecimento do estudante Zilmar da Rosa Pereira, ocorrido ontem, 19, no Campus do Vale. Ressalta que, imediatamente ao ocorrido, servidores da instituição, percebendo a gravidade do fato, acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu.

Infelizmente, mesmo com a prolongada tentativa de reanimação, o estudante veio a falecer, devido à gravidade do caso. Esclarece, também, que no local funciona um ambulatório para primeiros atendimentos e promoção da saúde, mas que não é dotado de equipamentos para procedimentos de urgência médica. Em situações desta natureza, procede conforme recomendação do Ministério da Saúde, que é acionar o Samu. Mais uma vez, a Universidade salienta a solidariedade à família do aluno.

http://www.sul21.com.br/jornal/2012/11/apos-morte-de-estudante-ufrgs-diz-que-nao-mudara-atendimento-medico/

6 comentários para "Após morte de estudante, UFRGS diz que não muda atendimento médico"

  1. Luci Mari novembro 21st, 2012 17:13 pm Responder

    Temos que abrir novos concursos para servidores da saúde e reformular todo um atendimento para emergência para que não ocorram essas tragédias com frequência no interior de nossa universidade!

  2. Bernadete Menezes novembro 22nd, 2012 01:58 am Responder

    É uma vergonha a UFRGS não ter um atendimento decente que pudesse ter garantido a vida deste estudante. A Assufrgs por diversas vezes solicitou uma ambulância para o Campus do Vale, com equipamentos de emergência e nunca fomos atendidos. Na maioria das vezes quem faz este tipo de atendimento são nossos colegas da segurança, que nos disseram que devido não haver atendimento no Vale eles levam até o hospital da PUC. Muitas vezes – devido a velocidade – são multados e quem paga a multa é o segurança e não a universidade. Um absurdo. Estamos solicitando reunião com o reitor para – novamente – pedirmos uma ambulância para o Vale. Quantos terão que morrer até que a Administração da Ufrgs garanta para sua comunidade o mínimo de atendimento?

  3. Luci Mari novembro 22nd, 2012 18:18 pm Responder

    CADÊ O SERVIDOR RICARDO DUTRA (AUX DE ENFERMAGEM) DO AMBULATÓRIO DO CAMPUS DO VALE? LIGUEI PRA FALAR COM ELE LÁ E NINGUÉM SABE, A RECEPCIONISTA DISSE QUE ELE ESTÁ NO CENTRO MAS ONDE EM QUE SETOR DA UNIVERSIDADE! SERÁ QUE A CORDA REBENTA DO LADO MAIS FRACO SEMPRE?
    LUCI/CONSELHO DE DELEGADOS DO DAS NA ASSUFRGS.

  4. magda novembro 23rd, 2012 11:15 am Responder

    Parece que o Reitor, graduado em Medicina, não ficou muito sensibilizado, administra uma instituição que nem socorro de emergencia existe.
    Lamentável, Vossa Magnificência.

  5. simone novembro 23rd, 2012 12:04 pm Responder

    Por favor, os que leem isso,nos ajudem a conseguir um médico para ficar de plantão no ambulatorio do campus do vale. As pessoas passam mal lá, perdem documentos, dinheiro e ninguém ajuda! Pura verdade o que os colegas estão dizendo!

  6. Grasiela novembro 26th, 2012 18:17 pm Responder

    Acho que os servidores e estudantes deveriam realizar protestos para que o Campus do Vale, Agronomia e Veterinária, por ser muito afastado dos principais hospitais emergencias, tivesse um serviço móvel (comum aos três campi)), ou ao menos, equipar cada ambulatório com equipamentos de emergencias.
    É uma vergonha a falta de respeito à saúde e vida de toda a comunidade Universitária!

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