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Aposentados comparecem em massa no debate e decidem que vão lutar pelo reposicionamento

Clique aqui e veja as fotos do debate Com a entrada em vigor do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-administrativos (PCCTAE), quem se  aposentou teve descontado o tempo de trabalho em que não estavam no serviço público e com isto foram reposicionados para baixo na tabela de vencimentos, entre outras perdas. Áurea Ferreira estava no [...]

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Com a entrada em vigor do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-administrativos (PCCTAE), quem se  aposentou teve descontado o tempo de trabalho em que não estavam no serviço público e com isto foram reposicionados para baixo na tabela de vencimentos, entre outras perdas.

Áurea Ferreira estava no último nível de referência do Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos (PUCRCE), ao se aposentar em 2003, com 30 anos de universidade e mais 10 de trabalho fora, com a mudança na carreira, seu nível retrocedeu para o meio da tabela. “Eu ganhava como nível superior e fiquei recebendo a metade. Hoje um assistente administrativo ganha mais do que eu”, relatou.

Santa Ilse da Silva, também se aposentou em 2003, com 22 anos de universidade, disse que era C4 e se aposentou como A3. “Quando trabalhava aqui nunca ganhei como porteira e depois que me aposentei foi pior e ainda. O tempo, que trabalhei fora não foi contabilizado e perdi um monte de coisas”, explicou.

Casos como estes existem aos montes na UFRGS e em todas as universidades brasileiras. Pelo número de pessoas que compareceram ao debate na segunda-feira (13) na Faculdade de Direito deu para sentir o clima de indignação e o tamanho da injustiça que os aposentados estão passando.

A aposentada Iara parafraseando um jurista famoso, disse que o momento da aposentadoria é como um retrato. “Quando você se aposenta você tem que continuar recebendo pelo resto de sua vida aquilo que você ganha naquele momento”. Iara sugeriu que fosse feito uma grande mobilização junto aos membros do Consun.

No início da reunião, o coordenador da Assufrgs, Silvio Corrêa, fez um relato da situação na UFRGS. Em que o pedido de reposicionamento foi encaminhado ao Consun, mas foi rejeitado sem que fosse discutido o mérito. Enquanto isto em outras universidades como a UFSM, a Federal do Paraná e na Fluminense do Rio, os conselhos universitários não só acataram a solicitação como também já pagaram, inclusive os retroativos "Na hora de mudar o plano de carreira o pessoal foi favorável agora na hora de corrigir uma falha que ocorreu no plano, aí tudo fica difícil", observou.

Segundo Sílvio, alguns servidores e até algumas lideranças custaram a reconhecer este equivoco que aconteceu com a mudança do Plano de Carreira, mas hoje isto já mudou. “Inclusive a Fasubra tinha dificuldade em encaminhar esta discussão”, ressaltou. No entanto, conforme relato do Luiz Francisco Martins Alvez (Chiquinho), que foi da direção da Fasubra, e neste final de semana participou da Plenária Nacional, relatou que hoje não existe força política no país que não reconheça a necessidade do reposicionamento dos aposentados. “E isto é o resultado do trabalho e da organização dos aposentados. A Fasubra além de definir como uma das lutas deste ano, já deixou marcado para setembro, uma Plenária só para discutir o plano de carreira e o reposicionamento”.

Aposentados unidos…
Mas os presentes na reunião decidiram que a mobilização na UFRGS começa na segunda-feira (dia 20/7) com uma reunião no auditório da Assufrgs, às 14 horas. Neste dia, deverá estar pronto um dossiê, com dados, informações e os pareceres de outras universidades, para os aposentados entregar aos membros do Consun e convênce-los sobre a injustiça que ocorreu na mudança de Plano de Carreira.

A Assufrgs vai reencaminhar a proposta de reenquadramento para o Consun e os aposentados irão realizar grandes mobilizações na universidade e desenvolver estratégias de convencimento dos conselheiros.

Todos estavam convencidos que o caminho para mudar esta situação é através da mobilização.
Dona Áurea disse que quando se aposentou e viu que tinha perdido, foi atrás e procurou auxílio, mas não conseguiu nada. “Mas agora vou pressionar porque quem fez este plano não se deu conta que iria prejudicar muita gente”. Concluiu.

A reunião iniciou no auditório da faculdade de Direito mas teve que ser transferida para uma sala de aula, por causa da ameça de curto circuíto na instalção eletrica do auditório. Na coordenação dos trabalhos estavam Salete Wiggers, Eudira da Luz e os coordenadores da Assufrgs Sílvio Correa, como debatedor, e Bernadete Menezes.

A debatedora seria a relatora do projeto que foi aprovado no Consun da UFSM, Loiva Chansis, mas não conseguiu vôo que chegasse a tempo para o debate.

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