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Assembleia de sócios não aprova chamada extra para o fundo de greve

A Assembleia de sócios, reconhecendo a existência do movimento grevista e a necessidade de recursos financeiros para o mesmo, aprovou a contribuição voluntária e consciente dos membros da categoria filiados ou não a Assufrgs. Próximas Assembleias e atividades deverão arrecadar essas contribuições.

Os servidores técnicos sócios da Assufrgs participaram na tarde desta terça-feira, 08, no RU Centro, de assembleia dos sócios para chamada extra ao fundo de greve. Com 98 votos, não foi aprovada a chamada extra. Os favoráveis à chamada extra ao fundo de greve totalizaram 93 votos. Abstenções zero.

Com o resultado da votação, tendo em vista o encaminhamento proposto pela mesa e referendado pela assembleia, foi aprovada a contribuição espontânea ao fundo de greve. A Assufrgs inicia esta semana campanha de contribuição espontânea.

Foi lido em Assembleia o texto que regulamenta a proposta que obteve a maioria de votos e segue reproduzido abaixo:

1. A Assembleia de sócios, reconhecendo a existẽncia do movimento grevista e a necessidade de recursos financeiros para o mesmo, na lógica de uma nova cultura política de consciência militante que se posicione contrária a simples chamada extra.
2. Indique a Assembleia Geral a proposta de contribuição voluntária e consciente dos membros da categoria, filiados ou não a Assufrgs.
3. Que para tanto seja buscado autorização de desconto a partir de 1% do salário bruto através de formulário específico assinado por cada técnico administrativo da UFRGS, UFCSPA e IFRS.
4. Que os recursos arrecadados e sua destinação sejam gerenciados pelo Comando Local de Greve e a operacionalização pela coordenação do sindicato através de seus coordenadores gerais e financeiros.
5. Que desse fundo sejam prestadas contas públicas a categoria periodicamente e no final do movimento paredista.
6. No sentido de agilizar a constituição desse fundo que as próximas assembleias em sua lista de presença tenham explícita no seu formulário a aceitação ou não da contribuição.

28 comentários para "Assembleia de sócios não aprova chamada extra para o fundo de greve"

  1. Eugenio, o Ogro, OFS abril 9th, 2014 09:14 am Responder

    Paz e bem!
    .
    Lembram da fábula da cigarra e da formiga?
    No nosso caso a cigarra usou
    o dinheiro do Fundo de Greve
    pra ampliar a sede de Garopaba;
    veio o inverno, a greve,
    e faltou comida, a grana,
    veio bater na casa da formiga, os sócios,
    e esta disse não.

    1. Eugenio, o Ogro, OFS abril 9th, 2014 09:15 am Responder

      Aluguns pontos interessantes:
      .
      1 Finalmente foi admitido
      que o Fundo de Greve
      foi usado pra ampliar a Sede de Garopaba.
      .
      2 Mozart, um dos Coordenadores de Finançsa da Gestão passada
      (que dilapidou o fundo de greve),
      afirmou que este uso para as obras
      foi feito sem passar por ele
      ou por seu grupo político — Tribo –.
      .
      2.1 Como na gestão passada
      a Peleia tinha mais da metade da coordenação
      não fica difícil decisões ditatoriais
      sem comunicar quem é minoritário –
      considerando a afirmação do Mozart correta.
      .
      3 Na assembleia alguém
      que defendia a chamada extra
      disse que a prática é o critério da verdade.
      Concordo com ele,
      e a verdade é que
      a gestão passada tomou a decisão temerária
      de cuidar do lazer
      e deixar a luta à descoberto.

  2. Paulo Santos abril 9th, 2014 09:15 am Responder

    Colegas,
    Alguém sabe informar algo referente a racionalização dos cargos ? Quando vão corrigir os erros cometidos na mudança da carreira em 2005. Sabem informar o motivo que levou vigilantes pularem do nivel de apoio com ensino fundamental para a Classe D, onde a exigência de ingresso é ensino médio ou profissionalizante. Complicado entender como outros colegas com cargos que exigem ensino médio para ingresso foram colocados na Classe C. Olhando a tabela percebo que diferenças no salário poderiam superar R$800,00 dependendo do tempo de serviço. Imaginava que a classe sempre seria defendida de forma única, parece que não funciona bem assim. Alguns questionamentos feitos por outros colegas ficaram sem resposta…. nada foi explicado. Será que pessoas que tiveram seus cargos extintos, aposentados ou pensionistas não merecem atenção ?

  3. Alexandre abril 9th, 2014 09:16 am Responder

    Pessoal, faltei à assembleia. Como funciona a doação espontânea? Quero ajudar.

  4. Marina abril 9th, 2014 09:17 am Responder

    Se fazer atividades de greve, tais como acampar 10 dias no CPD, militar pelas ruas, panfletear, fazer mobilização, reunir-se para discutir a realidade e almejar um futuro melhor, viajar a Brasília pra reivindicar, protestar fantasiado contra as burradas do Governo etc., é tão “bom assim” (já que se gasta o fundo de greve com “regalias”), perguntamos por que essa maioria (apenas 5 a mais) não está fazendo a greve? Agora, para alguns, 5 a mais representam “maioria” (pra deflagrar greve pede-se 700 pessoas…) Não vejo “a maioria” se mobilizando nas atividades de greve, ajudando e trocando ideias; só vejo os Contra-tudo-que-diga-respeito-à-greve-2014 nas assembleias fazendo caras de desdenho e esvaziando os recintos. Houve até colegas na assembleia (que não estão em greve) bravando aos colegas “vão trabalhar”. A que nível estamos chegando? Engraçado que há pessoas que não trabalham no dia-a-dia, regularmente, ou fazem corpo mole quando solicitados de algo e, na greve, aparecem cheias de moral. Alguns colegas estão abandonado a causa maior, que é em nome da categoria, para criar um “Case”. Qual o mal em ter usado o fundo de greve para a colônia de férias; isso não é um benefício permanente para a categoria, principalmente aos colegas de menor renda, que podem ser sorteados e usufruir de férias decentes?? Está escrito em algum lugar que é proibido utilizar o fundo de greve em outros fins benéficos aos associados? Será que se tivessem perguntado à época, talvez a maioria não iria aceitar essa aplicação do dinheiro na colônia de férias? Agora, Inês é morta. Vamos fazer o quê? Ficar remoendo, mandar implodir a colônia? Em ano de copa: bola pra frente. Vamos mostrar que podemos juntos terminar bem essa greve truncada. OUTRA: no fim não houve a assembleia geral. Deveria haver uma nesta semana, chamando para as contribuições espontâneas. Há colegas que querem colaborar com sua FG, bolsa ou 1%.

    1. Eugenio, o Ogro, OFS abril 9th, 2014 09:33 am Responder

      Paz e bem!
      .
      Marina escreveu:
      1 “pra deflagrar greve pede-se 700 pessoas…”
      Conforme a notícia do próprio site da AssurgS
      ( http://www.assufrgs.org.br/noticias/assufrgs-aprova-greve-por-tempo-indeterminado/ )
      a greve foi deflagrada com enos da metade disto.
      .
      2 “Qual o mal em ter usado o fundo de greve para a colônia de férias”
      Em si nenhum mal há neste uso,
      mas temos o direito de sermos consultados
      se queremos usar desta forma o Fundo de Greve,
      ou então que se mude o nome para
      FUNDO PARA USO DA COORDENAÇÃO.

      1. Rafa Uhdre abril 9th, 2014 10:55 am Responder

        Quem é Inês?

        1. Eugenio, o Ogro, OFS abril 9th, 2014 12:48 pm Responder

          Rafa:
          Esta é a Inês
          que deu origem ao ditado:
          http://pt.wikipedia.org/wiki/In%C3%AAs_de_Castro

  5. Luci Mari abril 9th, 2014 09:19 am Responder

    Sou solidária com a contribuição espontânea da categoria ir ao sindicato e contribuir com mais um por cento.
    Mas isso é uma liberalidade e não uma imposição autoritária!
    Luci Mari
    Conselho de Delegados do DAS/PROGESP
    Unidade: DAS/PROGESP

    1. Luther Blisset abril 9th, 2014 10:46 am Responder

      Luci, o 1% extra nunca foi “imposição autoritária”. O movimento sempre aprovou em Assembleia o desconto extra de 1% pro fundo de greve, e daí o sócio que não admitia o desconto entrava em contato com a ASSUFRGS pedindo pra ser ressarcido ou não ser descontado. Com a decisão de ontem (empate técnico), será demorado e burocrático arrecadar aquilo que precisamos pra já, sem falar que provavelmente será recolhido bem menos do que de costume.

  6. Luther Blisset abril 9th, 2014 09:20 am Responder

    Parabéns à turma do Kinder Ovo e da cara-de-pau, digo, colher-de-pau pelo tiro-no-pé dado na categoria em nome do “momento educativo”. De fato, foi muito “educativo” mesmo, pois mostrou o quanto estão engajados aqueles que trabalham pra minar a greve por objetivos politiqueiros. Ainda mais educativo seria se esse pessoal viesse a devolver pelo menos o equivalente a um mês dalgum reajuste que porventura venhamos a conquistar. Eita, cinismo e má-consciência!
    Quanto aos que botamos a cara a tapa e lutamos pra construir o movimento paredista, agora teremos também de fazer campanha pra arrecadar fundos…
    SUGIRO que seja feita uma lista desses contribuintes, pra divulgação aqui no ‘site’ da ASSUFRGS, onde conste quem doou o 1% regulamentar (sem mencionar valor) e/ou qualquer valor avulso (especificando quanto).

  7. Eugenio, o Ogro, OFS abril 9th, 2014 09:37 am Responder

    É interessante que quem acusa de cinismo
    não tem a coragem de se mostrar,
    usa um pseudônimo!
    .
    Isto é o que se sabe de Luther Blisset:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Luther_blisset

    1. Luther Blisset abril 9th, 2014 10:49 am Responder

      “Ogro”, só de ler essa palavra já começo a tremer.
      Vamos combinar o seguinte: fica na tua, que eu fico na minha, ok?

      1. Rafa Uhdre abril 9th, 2014 12:02 pm Responder

        Respeite o Eugênio. Nunca se escondeu, nosso pistoleiro solitário.

        1. Eugenio, o Ogro, OFS abril 9th, 2014 12:55 pm Responder

          Rafa:
          Não me escondo
          e se alguém não sabia quem eu era,
          ontem estava de camiseta com Ogro estampado
          e fui um dos primeiros a falar.

  8. Carmen Almeida abril 9th, 2014 10:19 am Responder

    Mas é muita colher de pau, digo, cara de pau o sr. Luther não sei das quantas falar em cinismo! Primeiro te identifica depois faz as tuas considerações.

  9. Luther Blisset abril 9th, 2014 10:36 am Responder

    “[...] na lógica de uma nova cultura política de consciência militante [...]” — essa foi boa; decerto a pérola é da lavra dum dos articuladores do Movimento Contra a Chamada Extra.
    E o texto foi lido pra quem ao final da Assembleia, se quase todo mundo se dispersou logo após a contagem dos votos (lá pelas 16h30)?
    Enfim, é fato inédito o desconto de 1% pro fundo de greve não ser aprovado em Assembleia (sendo que os contrários ao desconto poderiam pedir ressarcimento). Agora inverteu-se a coisa: quem quer contribuir com o fundo tem de se manifestar, e através de formulário, enquanto quem não o quer nem precisa fazer nada, como de resto sempre fizeram — quer dizer, melhor seria se não fizessem nada mesmo, porque muito ajuda quem não atrapalha. Taí um fruto da “nova cultura” do fogo amigo.

    1. Eugenio, o Ogro, OFS abril 9th, 2014 17:26 pm Responder

      Luther Blisset escreveu:
      “Enfim, é fato inédito o desconto de 1% pro fundo de greve não ser aprovado em Assembleia”
      .
      E este ineditismo é por quê?
      .
      Resposta:
      Porque o dinheiro que era pra estar no Fundo de Greve,
      sem consulta à categoria,
      foi parar em Garopaba.
      Este é o fato inédito
      que gerou este outro fato inédito.

  10. sandra de brito stefani abril 9th, 2014 10:42 am Responder

    Votei contra, a chamada extra de fundo de greve, não que seja contra pois sei como se gasta e como funciona fazer uma greve, apesar de estar 4 anos na UFRGS, pois já participei das greves de 2011 e 2012, e participei nos movimentos, em Brasília, no CPD dormindo lá e passando, o dia na luta, mas fui decidida a votar a favor mas quando cheguei lá e vi que quem votou para a deflagração da greve que eram mais de 200 pessoas, e nas outras assembleias, como na de ontem não chegou nem na metade de pessoas, resolvi então votar contra o desconto em massa de todos, eu vou autorizar o desconto , por saber que é importante esse dinheiro para se manter esta greve apesar de ser poucos que estão em greve, provavelmente por não acreditarem que esta seja o melhor momento de se fazer esta greve, pois é deste jeito que eu penso hoje, acho que quem tiver a mesma opinião minha e achar que deve autorizar o desconto deve faze-lo, e que todos fiquem sabendo que a categoria sabe o que quer.

  11. Rejane abril 9th, 2014 13:35 pm Responder

    Igor, a chamada da matéria distorce oq foi votado na assembleia:
    1) votamos a favor ou contra ao fundo de greve obrigatório
    2) a assembleia chamada era p/ autorização do fundo de greve e
    3) a opção contribuição voluntária apenas apareceu em segundo momento entre as propostas.

    Sou favorável a Chamada Extra de Greve, desde que, tivéssemos sido consultados para uso do dinheiro arrecadado no ano de 2013. Não basta chegar numa assembleia e falar: – ah, mas foi usado em Garopaba. O sindicato está com a corda no pescoço e todos sabem disso. Quando da aprovação da obra, foi questionado em assembleia sobre o dinheiro para as lutas, e o grupo, até então majoritário “Peleia” garantiu em alto e bom som que não haveria risco algum. Tudo uma grande mentira!!! Na primeira oportunidade eles mexeram num $$$ importante e da maneira mais leviana possível. Sem o conhecimento da categoria, q é a peça fundamental p/ manutenção deste sindicato.
    - Este era o momento de chamar uma GREVE???
    - Tínhamos verba para tal???
    - As pessoas q aprovaram na assembleia do dia 17/03, estão mesmo em GREVE???
    São tantas dúvidas…ok, caso aprovássemos hj a chamada extra…por quanto tempo este dinheiro ia conseguir manter as atividades???
    Gente, façam as contas do dia 17/ 03 ao dia 08/04…já tiveram que fazer uma chamada extra…que condições tem de se manter uma GREVE destas??? Estou na UFRGS desde 1991, sempre participei das atividades chamadas pelo sindicato, sempre contribui pros fundos de GREVE mas por favor não no goela abaixo. Estou feliz com o resultado, sim apertado mas justo!!!!

    Att.: Rejane Souza

  12. Rosane Souza abril 9th, 2014 17:05 pm Responder

    Eu estou dentro da campanha Chamada Extra Voluntária, venha você também!

  13. Karen abril 9th, 2014 23:30 pm Responder

    minha maior lamentação: os companheiros grevistas da energia e da saúde mantém um piquete de greve com troca de turnos…. se tivéssemos 98 em uma atividade de um turno e 93 no outro turno, nossa greve estaria mais forte e mais respeitável…. Vejo todos tomando café e adorando qdo tem comida na atividade de greve oferecida justamente para aquele LUTADORES DE GREVE INDEPENDENTE DA CORRENTE ou COLETIVO que defendem…. Então só posso lamentar ter visto a categoria ser tão agressiva e impessoal na sua avaliaçaõ e não levar as instâncias necessárias para denúncias sobre o uso ou “mal” uso do tal dinheiro… Cabe urgente a coordenação da ASSUFRGS lavar a roupa suja em casa, pois engraçado sermos contra uma greve justificando essa ser estritamente Política, qdo fazemos uso da palavra ao microfone com a mesma intençaõ: não de defender aa categoria, e os nossos interesses em comum, mas sim de derrubar o “adversário” de pensamento diferente… NOSSO SALARIO É UMA VERGONHA E DESDE DE QUE ENTREI NA UFRGS PRECISEI DE EMPRESTIMOS E NÃO TENHO LUXOS. Seria bonito ver a luta por melhores condições de trabalho e nas instâncias adequadas a averiguaçao conforme define o estatuto. BOA LUTA A TODOS!!!! OREMOS!!!

    1. Rejane Souza abril 10th, 2014 13:09 pm Responder

      Karen, a Greve é uma opção de cada um…sempre que alguém é contra, esta pessoa passa a ser rechaçada e humilhada por estes mesmos a que estais defendendo…lamentavelmente eu ñ estava em POA p/ votar contra na assembleia de deflagração, mesmo que fosse voto vencido…creio que as pessoas que estão tão interessadas na greve é quem são as responsáveis pela sua manutenção…votei contra o fundo d greve e votarei sempre…ñ é pq um grupo resolveu por si fazer greve na marra que nós que ñ concordamos é q teremos q bancar… vou t ser bem sincera…meu salário pode ñ ser o melhor do funcionalismo…mas sabes q dentro das minhas necessidades consigo viver muito bem com ele…acho q antes de fazer greve o povo tá precisando de um curso de gerenciamento salarial. Oq falta é as pessoas aprenderem a lidar com as adversidades. Pra quem está em greve…provem que ela tem fundamento…pois em plena negociação com o governo, as criaturas decidiram que teria greve a qlqr custo…Boa Greve pra vcs!!!

      Att.: Rejane Souza

  14. Renato abril 10th, 2014 10:41 am Responder

    Como se faz para efetuar a contribuição espontânea????? Vamos parar de discutir coisas inúteis e falar sobre o que realmente importa. E ainda não acredito que tem gente respondendo aos questionamentos do Eugênio. Por favor!!!

    Aguardo as orientações!!!

  15. Rejane abril 12th, 2014 19:33 pm Responder

    “O Fundo de Greve é da categoria…”
    12 de abril de 2014 às 07:15
    “O Fundo de Greve é da categoria, para a luta da categoria e de responsabilidade da categoria, quem gerencia esta verba é o sindicato com o consentimento da categoria!”

    O Coletivo TRIBO-POA, vem dialogar com a sua militância, seus simpatizantes e apoiadores (as) sobre a última Assembleia de Sócios chamada pela ASSUFRGS no dia 09/04/2014 realizada no RU Centro, a nossa posição contrária a chamada extra para o Fundo de Greve nesta atividade paredista em curso que envolve a UFRGS, UFCSPA e IFRS/POA.

    Vamos relembrar a nossa história, que tem os seus registros a disposição da categoria em atas na ASSUFRGS!

    Na década de 90 houve uma grande greve da categoria, e não tínhamos recursos financeiros para a nossa atuação nas atividades, até então fazíamos apenas a chamada extra de 1% a mais no desconto da mensalidade do sindicalizado. Por isso surge a ideia de criar o fundo de greve a partir daí, chamamos a atenção da categoria da importância deste bem aplicado em conta própria existente desde 1998, no Banco do Brasil com o nome “FUNDO DE GREVE” desde então. Na intenção de garantir esta reserva foi aprovado em assembleia de sócios que 3% da arrecadação mensal fosse destinada para esta conta e este montante financeiro só poderia ser utilizado para outra finalidade que não fosse atividade de greve com o consentimento dos sindicalizados da ASSUFRGS, através de assembleia que é a instância máxima deliberativa da categoria.

    Para o nosso espanto, fomos informados pela Coordenação de Finanças da ASSUFRGS, que o Fundo de Greve aplicado desde setembro/2012, acumulando uma quantia de R$ 97 mil (noventa e sete mil reais), simplesmente não existia mais para que pudéssemos utilizar nesta greve iniciada no dia 17 de março de 2014. A categoria sindicalizada não foi consultada sobre a possibilidade do empréstimo, tão pouco desconhece quando, como e quem irá devolver esta quantia que não é pouca para os cofres do fundo de greve. Em nossa opinião, as justificativas não foram suficientes e plausíveis ou convincentes para que pudéssemos chegar a um consenso favorável à indicação do comando local de greve/2014 sobre a “chamada extra”.

    Reconhecemos a GREVE como um direito legítimo de luta da classe trabalhadora não devendo ser banalizada, assim como o FUNDO DE GREVE que é o único recurso financeiro para as despesas desta luta que tem gastos muito elevados e deve ser RESPEITADO por quem o gerencia. Por isso nos posicionamos contrários a esta chamada extra. Vemos como falta de respeito que toda a categoria seja ignorada na sua legitimidade.

    Em nosso entendimento jamais devemos permitir a quem quer que seja utilizar de forma indevida o recurso recolhido sem o aval dos sindicalizados.

    Na disposição de contribuir com a luta, concordamos com a resolução da assembleia pela contribuição voluntária e estamos juntos nesta campanha. Convidamos você para contribuir também. A luta não é minha e nem sua, ela é NOSSA!

    Sindicalizados e não sindicalizados podem contribuir através da autorização do desconto em folha, depósito bancário direto na conta do fundo de greve ou pagamento direto na tesouraria da ASSUFRGS.

    Coletivo TRIBO/POA

  16. Rogério Nunes Wolff abril 15th, 2014 14:34 pm Responder

    Minha opinião é de que atualmente existem ferramentas modernas de aferição – leia-se, pesquisa de opinião via Web – que poderiam ser feitas ANTES de deflagrar uma greve. Agrada-me especular se uma Assembleia com 300 pessoas teria representatividade e coragem de votar a favor de uma greve se houvesse uma consulta eletrônica prévia com mil pessoas afirmando que não querem fazer greve. Longe de mim desmerecer o esforço da Assufrgs em prol das melhorias, mas tenho sido contra essas sucessivas greves porque, a meu ver, estão ficando banais, comuns demais, e acabam prejudicando apenas os usuários e os próprios colegas, que também necessitam do serviço. Quando um bancário faz greve, quando um petroleiro faz greve, a empresa sente imediatamente na carne o prejuízo. E embora nosso produto seja necessário para o nosso empreendedor, que é o povo, este não tem poder algum para pressionar o governo a restabelecer a normalidade, e muitas vezes considera que o servidor público reclama de barriga cheia. Talvez eu seja cego, mas cada vez mais tenho a impressão de que nossas greves sequer fazem cócegas ao governo.
    Acredito que, lá no século passado, a forma de decidir por greve unicamente em Assembleia fosse satisfatória, pois era a única possível. Em um mundo moderno, com Internet, insistir em deflagrar uma greve com quórum de apenas 300 pessoas, decidindo sobre a vida de 2500 pessoas e ainda dizer que o cara que não vai à Assembleia tem de se conformar com o resultado é risível e patético. E falo isso porque já ouvi um dirigente da Assufrgs afirmá-lo, isto é, que quem é contra a greve que vá à Assembleia votar contra. A quem serve esse modelo, senão àqueles que se beneficiam com a exposição causada por uma greve? Minha opinião é que não há interesse, por parte dos que estão habituados a esse modelo, em alterá-lo, pois ficaria mais difícil para essas pessoas exercer o poder em nome dos representados, nomeadamente quando da decisão de entrar ou não em greve. Ficaria também mais patente o quanto podem estar distanciados da realidade: talvez a comunidade representada seja bem menos ativista e esteja muito mais ao centro do que desejam os representantes. E, se ficar evidente a dissociação entre as teses dos representantes e o pensamento do representado, o momento seguinte seria o enfraquecimento da posição política do representante. É por isso que sustento que a manutenção do atual modelo, em que uma Assembleia com relativamente poucas pessoas pode decidir pela categoria entrar em greve, é anacrônica e serve apenas para fomentar o projeto pessoal do poder de alguns representantes. É também por isso que não aderirei a qualquer greve que seja decidida por uma minoria, por mais ativa que seja. Demonstração de coragem seria abrir a possibilidade de consulta eletrônica para verificar se a categoria realmente quer a greve.

    1. Leonardo abril 16th, 2014 20:54 pm Responder

      Concordo plenamente! Excelente texto, Rogério! Escreveste exatamente o que penso a respeito disso tudo! Abraço

  17. Eugenio, o Ogro, OFS abril 9th, 2014 09:34 am Responder

    Que bom!
    Refizeram (Igor?)
    a manchete a a matéria.
    Tá muito mais claro agora.

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