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Assembleia dos servidores estaduais mostra unidade na luta contra a destruição do RS

Os servidores públicos gaúchos deram, na manhã desta terça-feira (10), mais uma demonstração de unidade. Mais de mil pessoas reuniram-se em assembleia unificada no centro de eventos do parque harmonia, em Porto Alegre.Após a assembleia unificada, os servidores se deslocaram em passeata até a praça da Matriz, no centro da capital gaúcha, onde, em vigília [...]

Os servidores públicos gaúchos deram, na manhã desta terça-feira (10), mais uma demonstração de unidade. Mais de mil pessoas reuniram-se em assembleia unificada no centro de eventos do parque harmonia, em Porto Alegre.

Após a assembleia unificada, os servidores se deslocaram em passeata até a praça da Matriz, no centro da capital gaúcha, onde, em vigília e nas galerias do plenário da Assembleia Legislativa, acompanharam a votação do veto da governadora ao projeto que anistiou os dias de greve e de paralisações realizadas no ano passado. Por falta de quorum, o veto não foi votado.

Para a diretora da Federação dos Bancários do RS, Denise Falkenberg Corrêa, as políticas de destruição do estado, praticadas pelo governo Yeda, precisam ser combatidas. "Seu modelo de governar precisa ser jogado no lixo da história para que ninguém mais venha a tê-lo como referência. É um governo que não dialoga com a sociedade e que mentiu ao dizer que não venderia o patrimônio público, pois acabou vendendo 48% do Banrisul."

Erico Corrêa, presidente do Sindicaixa, afirma que nada está assustando mais o governo Yeda do que a unidade construída pelos servidores públicos. O Rio Grande do Sul, mais uma vez, está servindo de laboratório para iniciativas que visam terminar com o serviço público de qualidade, entregando para empresas da iniciativa privada os serviços de saúde, educação, saneamento e segurança. "É uma política azeitada para destruir os serviços públicos, e para isso é preciso destruir a organização dos servidores públicos. Nós podemos chegar ao final destas quatro anos de governo estropiados, mas não vamos nos entregar, até mesmo porque a nossa guerra é a guerra do bem."

Para o presidente da UGEIRM/Sindicato, Isaac Ortiz, o governo Yeda é autoritário, antidemocrático, que não permite manifestações contrárias. É um governo que em tempos passados estaria mandando prender e fazer outras atrocidades com os trabalhadores. "O governo ofereceu cargos e estradas em troca da nossa degola. Temos um governo tão incompetente politicamente, mas competente para reunir uma quadrilha de amigos. É um governo cruel e perverso para os servidores e para a sociedade."

"Os ataques que temos recebido nos propiciou superar divergências em nome da unidade", destacou Cláudio Augustin, presidente do Sindsepe-RS. O déficit zero é passado para os gaúchos como uma coisa boa, mas ele é ruim, pois significa que o estado não está investindo nada nas áreas sociais. Como consequência, observamos uma queda acentuada nas condições de vida do povo. "A função do estado não é gerar lucro, é proporcionar à população serviços públicos de qualidade. Para o governo Yeda, minar a nossa mobilização é uma forma de ter facilitado as condições para a implantação de suas políticas nefastas."

Segundo Alberto Ledur, da direção do Simpe-RS, o ano de 2009 é tido como marco na organização dos servidores públicos do Rio Grande do Sul, "pois conseguimos unificar diversas lutas pontuais numa luta de todos." Ledur lembrou que essa unidade é importante para a lua coletiva dos servidores.

Já David Barros, do Sindiágua, criticou o governo por não investir em políticas públicas em detrimento da política de terceirização, o que facilita o desperdício de recursos públicos. Para ele, a água tem função social e, portanto, a Corsan não deve visar lucro. "A Corsan está abrindo suas portas para a privatização."

Para o dirigente do Semapi, Paulo Sérgio Mendes Filho, os servidores das fundações e autarquias estão sentindo na pele as mesmas dificuldades que os companheiros das demais categorias. "Estamos com dificuldades para garantir um atendimento com a qualidade que a população merece, mas isso não é por nossa culpa, é por causa das políticas adotadas pelo governo Yeda." Com o mentiroso discurso do déficit zero, o governo mostra a sua verdadeira face da destruição dos serviços públicos.

Valter Assis Macedo, coordenador geral do Sindjus-RS, enfatizou a necessidade de a luta contra as políticas de destruição dos serviços públicos praticadas pelo governo Yeda ser de todas as categorias. "Os ataques que hoje atingem de forma mais direta os servidores da saúde, da educação e da segurança, mais tarde atingirão todos". "A governadora tenta nos colocar contra a sociedade e por isso a nossa unidade é importante e a campanha que estamos desenvolvendo é fundamental."

"Nossa unidade começou a ser construída no final do ano passado, avançou durante o período de férias e cresceu ainda mais neste momento", declarou a dirigente do Sindet, Maria Goretti. Segundo ela, no Detran, os exames para a habilitação devem ser feitos por servidores concursados, acabando com os desvios de recursos, com a corrupção.

A presidente do CPERS/Sindicato, Rejane de Oliveira, destacou o orgulho dos servidores com a realização da primeira assembleia unificada organizada pelo Fórum dos Servidores Públicos do RS, uma assembléia que mostra a unidade construída por dez categorias, que, somadas, atingem mais de 80% do conjunto de servidores. "Quando o Fórum se reúne tem luta, tem debate, tem gente com coragem para enfrentar um projeto em curso no estado que se nega a ser garantidor dos direitos do povo." Afirmou ainda que não é possível um governo falar em déficit zero quando não cumpre seus deveres e não paga as suas dívidas.

Veja a pauta aprovada pela assembleia unificada:

1. Fortalecer a luta em defesa do patrimônio e serviços públicos.

2. Mobilizar os servidores e a sociedade gaúcha para exigir do governo os recursos necessários para investir em educação, saúde, segurança, fundações públicas, agricultura familiar e políticas sociais.

3. Realizar campanhas unitárias na defesa dos planos de carreira, cargos e salários e dos direitos dos servidores públicos.

4. Unificar as campanhas salariais para derrotar a política de arrocho salarial do governo.

5. Construir um movimento conjunto dos servidores para organizar atos públicos, paralisações e greve.

6. Continuar fazendo a denúncia da política de destruição do estado aplicada pelo governo Yeda. Explicar para a sociedade gaúcha por que "Ela não pode continuar/Fora Yeda".

Outras propostas deverão ser agregadas durante os debates realizados pelo Fóurm dos Servidores Públicos Estaduais do RS.

Fonte: CPERS/Sindicato

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