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Assufrgs leva sua solidariedade à greve da Educação

A segunda-feira (24) foi de intensa movimentação em busca de um acordo com o Piratini para negociar um acordo de greve. A posição do governo, no entanto, se mantém irredutível. Para ele, é ponto de honra punir os trabalhadores que aderiram à paralisação em defesa dos seus direitos e da escola pública. No interior, diversas [...]

A segunda-feira (24) foi de intensa movimentação em busca de um acordo com o Piratini para negociar um acordo de greve. A posição do governo, no entanto, se mantém irredutível. Para ele, é ponto de honra punir os trabalhadores que aderiram à paralisação em defesa dos seus direitos e da escola pública. No interior, diversas regiões manifestações aconteceram. Em todas foi exigida a negociação, pois a educação tem uma característica específica: é a única que recupera os dias parados.

Os movimentos do Comando de Greve começaram pela manhã numa reunião articulada pelo deputado estadual Paulo Borges, do DEM, no Plenarinho da Assembléia Legislativa. Para o parlamentar, o governo comete um erro primário ao não conversar com o magistério, uma constante neste governo. O encontro discutiu as implicações da greve para os municípios do litoral norte, principalmente na economia.

Segundo o ex-prefeito de Santo Antônio da Patrulha e ex-presidente da Associação dos Prefeitos do Litoral, 95% dos veranistas do litoral gaúcho são gaúchos, que freqüentam os balneários localizados entre Capão da Canoa e Quintão. Os turistas uruguaios e argentinos preferem as praias localizadas entre Capão e Torres. Um documento foi elaborado e entregue ao governo. O documento pede a reabertura de negociações e o não corte dos dias parados dos educadores.

À tarde, centenas de trabalhadores de outras categorias que apóiam o movimento participaram de um ato público na praça da Matriz. Educadores da região metropolitana também participaram da manifestação. Ao final da atividade, um grupo de sindicalistas foi recebido pelo chefe da Casa Civil José Alberto Wenzel que, no entanto, não deu respostas positivas à categoria.

Nesta quarta-feira 26, à tarde, os trabalhadores em greve realizam um ato público estadual. A concentração começa às 14 horas, em frente ao CPERS/Sindicato (avenida Alberto Bins, 480, no Centro de Porto Alegre). Em seguida, os manifestantes se deslocam até a praça da Matriz para pressionar o governo a negociar com o Comando de Greve.

Fonte: João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato

Cpers denuncia armadilha para ludibriar professores e sociedade

A direção do Cpers Sindicato denuncia, em seu o site, a armadilha utilizada pelo governo do estado ao anunciar o pagamento da gratificação de férias relativo ao período entre 2001 e 2007. Ao condicionar o pagamento ao abandono da ação coletiva impetrada pela entidade, o executivo tenta ludibriar a opinião pública e os professores. Confira:

1/3 de Férias: A verdade sobre os fatos

O Comando de Greve do CPERS/Sindicato vem esclarecer à categoria a tentativa do Governo Yeda de descumprir, mais uma vez, decisão judicial favorável ao Magistértio.
A ação coletiva cobrando o pagamento de 1/3 de férias sobre 60 dias foi ganha pelo Sindicato, com retroatividade a 2001. Em relação a 2008, o governo já pagou. Portanto, o que o governo deveria fazer, mediante a decisão judicial, era pagar imediatamente os atrasados de 2001 a 2007, com juros e correção monetária.

Através de proposta de acordo apresentada ao Judiciário e ao CPERS em julho deste ano, o governo fez sua primeira tentativa de descumprir a decisão judicial. Nesta proposta, o governo se negou a fazer o levantamento individual dos professores com este direito. Além disso, não queria pagar juros e correção monetária, jogando as custas judiciais, de sua responsabilidade já que o Estado perdeu a ação, para os beneficiários.

Todos estes motivos levaram o CPERS/Sindicato, através de seu Conselho Geral, a não aceitar a proposta de acordo.

Depois de cortar os dias parados dos educadores em greve, o governo tenta ludibriar a opinião pública e aos professores. Apresenta uma Proposta Pública de Acordo que é uma verdadeira armadilha, pois reedita a proposta anterior.

ATENÇÃO:

O governo tenta responsabilizar, individualmente, os professores a comprovarem seu direito conquistado. Obriga-os, ainda, a desistir de ação judicial e a assumir os custos advocatícios, que a justiça mandou o Estado pagar.

Esta é mais uma manobra oportunista do Governo na tentativa de enfraquecer o Sindicato, que ousou enfrentá-lo com uma greve pelas reivindicações da categoria, obtendo amplo apoio social.

Não abra mão do seu direito!

Cumpra-se a decisão judicial!

Comando de Greve do CPERS/Sindicato

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