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Assufrgs questiona problemas dos terceirizados junto a Progesp

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Os problemas enfrentados pelos trabalhadores das empresas terceirizadas da UFRGS foram debatidos na quinta-feira (1/10) pela coordenação da Assufrgs com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) e a Gerência de Serviços Terceirizados (Gerte).

Os coordenadores da Assufrgs questionaram a Administração da UFRGS sobre os casos de assédio moral, falta de fornecimento de vales transporte, falta de pagamento de salários, de local adequado para os trabalhadores fazerem suas refeições e também sobre a greve dos trabalhadores da gráfica da UFRGS.

Constrangimentos aos trabalhadores
A coordenadora da Assufrgs, Maribel dos Santos Nunes, presenciou que os trabalhadores estavam almoçando na cozinha da Geo e foram constrangidos a saírem do local e irem comer na rua e na chuva, por exigência de um supervisor. “As trabalhadoras da Multiágil não podiam estar ali, no entanto os trabalhadores da empresa de segurança podiam? Como pode isto? Achamos que deve haver uma forma de padronização no atendimento a estas pessoas”, destacou.

O coordenador Sílvio Corrêa observou que por mais que sejam terceirizadas eles também constroem a universidade como os servidores. “No caso da gráfica temos recebido muitas manifestações de constrangimento psicológico. Nossa preocupação é que estas pessoas não sejam maltratadas. Os gestores das empresas se portam como “capitães do mato”. Por mais que a Progesp e Gerte não tenham ingerência nas empresas, tem que haver uma forma de intervir”, questionou.

O coordenador de Saúde e Segurança do Trabalhador da Assufrgs, Celso Alves, acrescentou que os supervisores são uns “guris” e tratam os mais idosos de uma maneira inadequada. O coordenador Fabiano Porto relatou que as empresas não pagam direito e tem trabalhador que não sabe nem quanto ganha além de não ter vale.

Terceirização é imposição
O pró-Reitor de Gestão de Pessoas, Maurício Viegas, explicou que a terceirização é uma imposição e não uma opção, que gera inúmeros constrangimentos para a administração e, apesar disto, ressaltou que a Universidade procura respeitar todos os direitos dos trabalhadores.

A gerente de Serviços Terceirizados, Maria da Graça Munareto Rodrigues, destacou que a partir da criação da Gerência passou a haver um acompanhamento da execução do serviço, a se exigir o cumprimento da convenção coletiva de trabalho de cada categoria, a exigir o uso de equipamentos de segurança individual e as vacinas conforme o protocolo e o local de trabalho. “A universidade tem rescindido contrato de todas as empresas que não cumprem os protocolos e convenções de trabalho”, afirmou.

No entanto, Graça relatou que no caso das empresas reclamadas já foi feito todo o histórico, onde foi documentado o não pagamento dos vales transporte, a não entrega de uniforme e o processo está tramitando na Procuradoria. “A Gerte não tem este poder de rescindir o contrato, nós apenas preparamos o processo, mas já foi encaminhado para rompimento”. Outro aspecto ressaltado é a auditoria realizada nas empresas, além do pagamento só ser efetivado após a comprovação através das guias de recolhimento como o INSS e RAIS e se a carteira de trabalho está assinada.

Aumento de terceirizados
Maria da Graça explicou que no início eram 500 trabalhadores terceirizados e atualmente são 1800. “Aumentou o número de pessoas para as nossas cozinhas e além disto recebemos inúmeras reclamações trabalhistas por ambiente inadequado, fora das especificações das Normas de Regulamentadoras (NR). Levamos para a PGU que avaliou todos os contratos e a partir disto os trabalhadores das empresas que fornecem vale alimentação não podem comer nas cozinhas”, esclareceu.

Em relação aos trabalhadores da Gráfica, Maria da Graça, relatou que foi oferecido para eles almoçarem no RU, mas eles não aceitaram e ameaçaram com greve. E, além do RU estavam se mobilizando para prover um espaço para estas pessoas. “Além disto a Gerte também negocia com as empresas junto aos bares para que estes atendam estes trabalhadores com um valor adequado.

Sílvio observou que o problema do RU são as filas, que os trabalhadores retornam com atraso do almoço e são descontados no salário e por este motivo não aceitaram. O pró-Reitor Maurício explicou que a solução para os trabalhadores da gráfica é reduzir o número de 11 para 9, e o atendimento da gráfica para que eles possam ser atendidos. Graça também destacou que os trabalhadores das empresas quando esta é contratada passam por um processo de acolhimento e integração com os setores onde irão prestar serviços e nos casos de reclamações a Gerte tem escutado todos os trabalhadores que a procuram. “Se a Assufrgs tiver conhecimento destes problemas nos encaminhem que iremos averiguar”.

Canal aberto
No final do encontro, Maurício disse que estava satisfeito em receber a reivindicação do sindicato e agradeceu a preocupação com esta questão. “Nós gostaríamos que estivéssemos numa situação diferente e o canal (Progesp e Gerte) está aberto para qualquer questão que a Assufrgs quiser encaminhar”.  Para Fabiano foi muito importante este encontro, mas apesar da Assufrgs não representar estes trabalhadores ela se coloca a disposição para intervir junto ao sindicato deles ou a Progesp para encontrar as soluções.

Sílvio conclui observando que este problema é de nível nacional e não é tão fácil de se resolver. “ Terceirização é uma maravilha para quem gosta de trocar pessoas”, finalizou.
Participaram da reunião o pró-Reitor, Maurício Viegas, e a vice, Vânia Pereira, assim como a Gerente de Serviços Terceirizados, Maria da Graça Munareto Rodrigues
Pela Assufrgs estavam os coordenadores Fabiano Pereira, Sílvio Corrêa, Miguel Ribeiro, Maribel Nunes, Celso Alves e Mozarte Simões.

Por Luis Henrique Silveira (texto e fotos)

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