Início > Notícias > Assufrgs reune-se com técnico-administrativos da UFSCPA para discutir condenação de Reitora
Assufrgs reune-se com técnico-administrativos da UFSCPA para discutir condenação de Reitora

  No período da tarde da quarta (04/maio), os servidores juntamente com a Coordenação da ASSUFRGS seguiram até o prédio da Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), onde estiveram reunidos com os colegas Técnico-Administrativos da UFCSPA, Assessoria Jurídica da ASSUFRGS, e também com os representantes dos estudantes (DCE) onde avaliaram e exemplificaram as situações ocasionadas, [...]

 

No período da tarde da quarta (04/maio), os servidores juntamente com a Coordenação da ASSUFRGS seguiram até o prédio da Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), onde estiveram reunidos com os colegas Técnico-Administrativos da UFCSPA, Assessoria Jurídica da ASSUFRGS, e também com os representantes dos estudantes (DCE) onde avaliaram e exemplificaram as situações ocasionadas, após a condenação da Reitoria Miriam da Costa Oliveira, executada pela Justiça Federal no Rio Grande do Sul, condenada a oito anos, cinco meses e 10 dias de prisão em regime semiaberto por fraude em licitações na época em que ela era Pró-Diretora de Desenvolvimento Institucional da instituição. O prejuízo aos cofres públicos teria chegado a quase R$ 100 mil.

Além disso, foi condenado à mesma pena o então diretor da FFMCPA (Fundação Faculdade de Ciências Médicas de Porto Alegre), Jorge Hetzel. Segundo o MPF-RS (Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul), Miriam teria contratado 47 vezes Paulo Roberto Pedott, com dispensa de licitação, para prestar serviços de publicidade para a universidade. Ele foi condenado a seis anos e quatro meses de detenção em semiaberto.

Os servidores técnico-administrativos envolvidos no caso da UFCSPA, foram absolvidos na sentença judicial, e estiveram presentes na reunião, onde contaram exatamente como funcionava os trâmites das compras e licitações da UFCSPA, naquela época os servidores acusados e hoje, absolvidos são: Vilsavil Soares Goulart, Levi Pereira Campos e Isabel Cristina de Moura Winter, estiveram presentes na reunião e Maria Elena Amaro Heerdt, não se fez presente.

Os Alunos pedem o afastamento imediato da Reitora. E os mesmos afirmam que as Moções de Apoio à Miriam são um desrespeito a comunidade universitária porque após tornar-se pública e de conhecimento geral a condenação da mesma à mais de 8 anos de detenção, por dispensa irregular de licitação em 47 oportunidades e direcionamento de licitação em duas, rapidamente os estudantes da UFCSPA demonstraram sua indignação através das redes sociais e pelos corredores da Universidade, repercurtindo em toda mídia local e nacional.

Em assembleia geral, quase 500 alunos aprovaram a campanha pelo afastamento imediato de Miriam. Essa campanha começou na sexta-feira, dia 29 de abril, com um ato nas escadarias da UFCSPA e entrega da carta à Reitoria exigindo o afastamento.
Os alunos informaram que na contramão desse movimento democrático, na semana passada, o CONSUN aprovou, de forma arbitrária, porque não estava representando os interesses da comunidade acadêmica, uma moção de apoio à Miriam.

A Assessoria Jurídica da ASSUFRGS quando indagada sobre as questões sobre o Assédio Moral ocorrido na UFCSPA, com os servidores em estágio probatório, respondeu dizendo: que o mesmo pode ser considerado como um Assédio Moral coletivo.


Na reunião ficou acertado que na próxima segunda-feira, dia 9 de maio, será realizada uma Assembleia Geral, entre os Servidores Técnico-Administrativos da UFCSPA, para análise das seguintes propostas discutidas na reunião.

  • Discussão e deliberação da posição dos técnico-administrativos em relação à condenação da Reitora;
  • A retirada do sítio da UFCSPA das Manifestações de Apoio à Reitora;
  • Que os representantes técnico-administrativos retirem formalmente seu aval à moção de apoio elaborada pelo CONSUN; 
  • A inclusão da absolvição dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFCSPA, no site,

  • A construção de uma Moção de Apoio aos Servidores envolvidos e inocentados no processo da reitora;

  • Que haja manifestação da Assessoria Jurídica da ASSUFRGS contra o assédio moral coletivo sofrido pelos servidores;

  • Nota de repúdio à conduta da Reitora.

Leia a íntegra da decisão judicial da Reitora Miriam.

http://www.trf4.jus.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.php?local=jfrs&documento=6683666&DocComposto=151436&Sequencia=10&hash=6fd3b283cc4e6adc0e367a4fc4aefa0d

Texto e Fotos: Raquel Carlucho – Jornalista ASSUFRGS

Veja também