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Ato em São Paulo reivindica aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e política de cotas

Entidades sindicais e do movimento social fazem uma manifestação nesta segunda-feira (11), na Praça Ramos de Azevedo, em São Paulo, para coletar assinaturas pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial.

Entidades sindicais e do movimento social fazem uma manifestação nesta segunda-feira (11), na Praça Ramos de Azevedo, em São Paulo, para coletar assinaturas pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial.

O ato também pretende chamar a atenção para a aprovação do Projeto de Lei 73/99, que trata sobre a instituição do sistema especial de reserva de vagas para estudantes indígenas e negros de escolas públicas nas instituições públicas de ensino superior, as chamadas cotas.

"Vamos começar a detonar no Brasil todo a coleta de assinaturas. Nosso objetivo é colher um milhão de assinaturas para poder pressionar o Congresso a votar favorável ao Estatuto e ao PL", disse Neide Aparecida Fonseca, diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e presidente do Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial (Inspir).

"Acho que o impacto do debate do sistema de cotas é muito bom para despertar a sociedade dessa falsa democracia racial. Penso que a sociedade brasileira tem que tomar uma providência em relação à discriminação, que sobrevive desde o início do nosso país. Não é possível que metade da população fique discriminada, alijada de todo o processo social e evolução da sociedade", afirma Fonseca

Para a presidente do Inspir, a aprovação do sistema de cotas na educação é apenas uma parte do movimento nacional por políticas de ações afirmativas para as populações negra e indígena, que também prevê metas para a inclusão no mercado de trabalho e projetos diferenciados e específicos, como o atendimento a pacientes de anemia falciforme, doença que atinge principalmente os negros.

As assinaturas vão ser coletadas durante a manifestação na Praça Ramos, que será realizada das 10h às 16h, e também nos sites da Contraf e do Inspir e em diferentes locais como igrejas, favelas e sindicatos. A intenção é que no dia 20 de novembro, data tradicional de manifestações promovidas pelo movimento negro, todas as assinaturas coletadas devem ser entregues ao presidente da República e ao Congresso Nacional.

Fonte: Agência CU

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