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Ato promovido pelo ANDES-SN em defesa do emprego reúne 400 pessoas em Pelotas

Cerca de 400 trabalhadores participaram do ato em defesa dos empregos, dos salários e dos direitos, promovido pelo ANDES-SN, com o apoio da Conlutas e do MST, no final da tarde de quinta-feira (12/2), em Pelotas (RS). A passeata, que percorreu as principais ruas do centro da cidade e se concentrou em frente ao Mercado [...]

Cerca de 400 trabalhadores participaram do ato em defesa dos empregos, dos salários e dos direitos, promovido pelo ANDES-SN, com o apoio da Conlutas e do MST, no final da tarde de quinta-feira (12/2), em Pelotas (RS). A passeata, que percorreu as principais ruas do centro da cidade e se concentrou em frente ao Mercado Municipal, chamou a atenção da população, que apoiou o protesto contra o arrocho imposto aos trabalhadores brasileiros, em função da crise econômica mundial.

“Nós não vamos pagar nada” dizia o mote do ato público, que imputava a conta da crise financeira internacional aos grandes empresários e banqueiros. “Essa crise que se abateu sobre o mundo todo foi provocada pelo capital internacional, que sempre prejudicou os trabalhadores. Mas os governos, ao invés de responsabilizar os grandes empresários e os grandes banqueiros, ainda repassa recursos públicos para ajudá-los. E os trabalhadores, mais uma vez, têm que arcar com o prejuízo”, enunciou o presidente da Associação de Docentes da Universidade Federal de Pelotas – ADUFPel, Sérgio Barum Cassal.

O presidente do Diretório Central dos Estudantes –DCE da UFPel, Juan Badia, parabenizou o ANDES-SN pela organização do ato e disse que os estudantes estão solidários aos trabalhadores. “Nós conhecemos e admiramos o histórico de lutas do ANDES-SN em defesa da educação pública e estamos com vocês na luta contra os banqueiros e contra esse governo que prefere ajudá-los do que investir na educação”, afirmou.

O assentado Adilson da Rosa, representando o MST, afirmou que o movimento também é solidário a essa luta, e também comunga da posição de que não são os trabalhadores que devem pagar a conta da crise financeira. “Nós, assim como o ANDES-SN, também lutamos pela melhoria da educação pública e também somos vítimas de perseguições de governos. Ontem, recebemos a triste notícia de que, com ajuda do Ministério Público do Rio Grande do Sul, nossa governadora, a Ieda Crusyus, conseguiu cassar nossa escola itinerante, que há 13 anos garantia educação as crianças que estão nos nossos acampamentos”, disse.

Representando a Conlutas, Atnagoras Teixeira Lopes, elogiou a postura do ANDES-SN de transformar o Congresso, que é um momento de elaboração teórica, em atividade prática. Ele também elogiou a organização do protesto, chamando a atenção dos presentes para a necessidade e urgência da unificação internacional da luta dos trabalhadores. “A brutalidade desta crise não deixa espaço para corporativismos. Enquanto fazemos este ato, trabalhadores se desesperam ao receber suas cartas de demissão”, resumiu.

Atinágoras lembrou que, unidos, os trabalhadores conseguiram avançar na luta. “Só nos últimos dois dias, foram três grandes protestos contra a crise. Em São Paulo, o ato contra as demissões reuniu 1,5 mil trabalhadores. No Rio de Janeiro, foram 600 mil”, quantificou. Ele lembrou também que a Conlutas foi a única central sindical que não aceitou negociar redução de salários e direitos com os patrões. “Em Congonhas (MG), a Vale do Rio Doce foi obrigada a retirar a proposta de redução de 45% dos salários. Mas sabemos que isso implicará em retaliações do patronato”.

O presidente do ANDES-SN, Ciro Correia, lembrou que a convicção de que todos merecem viver em uma sociedade includente sempre pautou as ações do Sindicato Nacional docente. “Nossa categoria, como outras também, tem dado sua contribuição em prol da classe trabalhadora. É por isso que defendemos que não podemos, mesmo em nome de uma crise grave, sonegar, mais uma vez, os direitos básicos dos trabalhadores”, afirmou. Ciro lembrou que os efeitos da crise sobre a educação brasileira serão perversos. “Programas estão sendo cortados pelo Ministério da Educação – MEC, que, agora, propõe educação alijeirada, educação pela metade, educação à distância, como se isso fosse possível”.

Fonte: Najla Passos/ANDES-SN

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