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Bancários de bancos privados decidem entram em greve por tempo indeterminado

Bancários de bancos privados decidiram em assembléia na terça-feira, 07, na Casa dos Bancários, seguir a indicação do Comando Nacional e entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, dia 08.

Bancários de bancos privados decidiram em assembléia na terça-feira, 07, na Casa dos Bancários, seguir a indicação do Comando Nacional e entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, dia 08.

Os banrisulenses optaram por um estado de greve logo depois da assembléia e aprovaram a paralisação de suas atividades por 24h na sexta-feira, dia 10. Já a maioria dos funcionários do Banco do Brasil decidiu continuar trabalhando normalmente, enquanto os empregados da Caixa permanecem de braços cruzados.

Banrisul

Os empregados do Banrisul voltam a se reunir em assembléia na quinta-feira, 09, às 18h30, na Casa dos Bancários, para organizar e deliberar a atividade de sexta. Os empregados da Caixa se reúnem às 16h, na Casa dos Bancários, para avaliação do movimento, iniciado no dia 30 de setembro, logo após a paralisação de 24h realizada em todo o território nacional.

Durante a assembléia do Banrisul, o secretário-geral do SindBancários, Fábio Soares Alves, e a diretora Lourdes Rossoni deram um breve relato sobre os últimos acontecimentos, especialmente o cancelamento da negociação em cima da hora nesta terça-feira. “A atitude de retaliação da diretoria é de quem não tem resposta para as demandas”, destacou Fábio.

Banco do Brasil

O diretor do SindBancários, Ronaldo Zeni, afirmou na assembléia do BB, que a direção do banco não tem apresentado propostas satisfatórias às demandas específicas da categoria, o que exige a mobilização do funcionalismo.

Apesar de todas as manifestações em defesa da deflagração da greve, a decisão foi majoritariamente contrária à adesão ao movimento. Os participantes, na sua maioria gestores do banco, mandados para a assembléia pela superintendência estadual do BB, rejeitaram a orientação do Comando Nacional, deixando, assim, de fortalecer a luta da categoria para melhorar os salários e as condições de trabalho. Com essa postura, eles impediram a participação de muitos funcionários do BB na greve para arrancar uma proposta digna para todos.

Proposta insuficiente

Depois de sete reuniões entre o Comando Nacional e a Fenaban ao longo do mês de setembro, os bancários rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 7,5% apresentada pelos banqueiros.

O índice é insuficiente e não atende às expectativas da categoria. Os bancos, que obtiveram lucros acima de R$ 16,5 bilhões no primeiro semestre de 2008, têm condições de oferecer um índice melhor de reajuste.

Os banqueiros também querem manter a forma de cálculo da PLR do ano passado, com o reajuste de 7,5%. O pagamento seria de 80% do salário mais um valor fixo de R$ 943,85, limitado a R$ 6.263,00. Entretanto, a aplicação do cálculo do adicional da PLR representará valores inferiores ao do ano passado, o que é inaceitável diante dos lucros astronômicos dos bancos.

A Fenaban reiterou o ataque a direitos dos bancários, propondo a redução do vale-transporte, a diminuição do período de concessão do auxílio-creche/babá para 71 meses e alterações que prejudicam os trabalhadores no período de estabilidade pré-aposentadoria.

Não há nova reunião de negociação agendada entre Comando e Fenaban. Por isso, a participação na greve é fundamental para arrancar uma proposta que atenda as reivindicações da categoria.

As principais reivindicações dos bancários são:

- Aumento de 13,23%, sendo 5% de aumento real.

- Valorização dos pisos salariais.

- PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários, mais R$ 3.500 para todos.

- Vale-refeição de R$ 17,50.

- Cesta-alimentação e auxílio-creche no valor do salário mínimo (R$ 415,00) cada.

- Fim das metas abusivas e do assédio moral.

- Mais segurança nas agências.

- Mais contratações.

Por Imprensa/SindBancários

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