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Bombardeio israelense atinge prédio da ONU em Gaza e deixa feridos

Um prédio da sede da Agência das Nações Unidas de Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNWRA) foi atingido na manhã desta quinta-feira (15) por um bombardeio de Israel na Faixa de Gaza, confirmou a Organização das Nações Unidas (ONU), segundo informações da BBC Brasil. A agência disse que cinco bombas atingiram o prédio, deixando três feridos. [...]

Um prédio da sede da Agência das Nações Unidas de Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNWRA) foi atingido na manhã desta quinta-feira (15) por um bombardeio de Israel na Faixa de Gaza, confirmou a Organização das Nações Unidas (ONU), segundo informações da BBC Brasil. A agência disse que cinco bombas atingiram o prédio, deixando três feridos. As operações da UNWRA estão suspensas em território palestino.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que está em Tel Aviv, disse que está revoltado com o ataque. Ele afirmou que ouviu do ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, que o bombardeio foi um “erro grave”.

O ataque ocorreu depois de uma noite em que a ofensiva israelense sobre a Faixa de Gaza foi intensificada. Segundo informações da BBC, soldados e veículos armados avançaram pelo bairro de Tellilawah, uma área densamente povoada no sudoeste da Cidade de Gaza, e houve conflitos com militantes palestinos. O Exército de Israel confirmou o ataque a 70 alvos no território palestino durante a noite.

O secretário-geral da ONU disse que o sofrimento em Gaza chegou a um “ponto insustentável”. Já o enviado das Nações Unidas para os territórios palestinos, Richard Falk, acusou Israel de crueldade por “trancar” civis em uma zona de conflito, sem permitir a sua saída como refugiados.

O grupo internacional Free Gaza disse que um barco enviado ao território palestino, carregado de medicamentos, foi interceptado por cinco navios da Marinha israelense ainda em águas internacionais e obrigado a voltar para o Chipre, de onde tinha partido nesta quarta-feira(14). O governo israelense nega as acusações, dizendo que elas não têm fundamento.

Segundo fontes dos serviços de saúde de Gaza, pelo menos 1.028 pessoas foram mortas desde o início da ofensiva, há 20 dias, das quais cerca de 30% são crianças. De acordo com o Ministério da Saúde palestino, 4,7 mil pessoas ficaram feridas até agora. Israel afirma que 13 israelenses foram mortos no período, sendo dez soldados e três civis.

Hoje, o principal negociador de paz israelense, Amos Gilad, chega ao Cairo para conversas com o governo egípcio. Ontem representantes do Hamas estiveram no Egito e disseram que houve avanços nas negociações.

Israel pretende ouvir mais detalhes sobre uma proposta dos governos do Egito e dos Estados Unidos para bloquear a fronteira entre Gaza e o Egito e evitar o contrabando de armas. Já o Hamas fez algumas exigências para aceitar o cessar-fogo, entre elas a retirada rápida das forças israeleneses e a reabertura das fronteiras entre Gaza e Israel.

Fonte: Agência Brasil

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