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Caixa Econômica Federal admite estudo para reduzir o rendimento da caderneta de poupança

O rendimento da caderneta de poupança deverá ficar menor após as mudanças que estão em estudo no governo, admitiu a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho. Ela destacou, entretanto, que ainda não estão definidas quais alterações serão feitas e apelou para que a população não fique preocupada. "Essa discussão sobre a poupança [...]

O rendimento da caderneta de poupança deverá ficar menor após as mudanças que estão em estudo no governo, admitiu a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho. Ela destacou, entretanto, que ainda não estão definidas quais alterações serão feitas e apelou para que a população não fique preocupada. "Essa discussão sobre a poupança está sendo conduzida no âmbito do Banco Central e do Ministério da Fazenda e o governo tem sido muito prudente", afirmou.

"Evidentemente que, se há um processo de redução das taxas de juros, essa redução vai ocorrer em todos os setores da economia, mas não há por que as pessoas terem preocupação com relação ao que acontecerá com as cadernetas de poupança porque isso está sendo bastante discutido, e é uma discussão que precisará amadurecer até poder ser divulgada", declarou.

A Caixa Econômica é o principal operador de cadernetas de poupança do País. O banco acumula, no primeiro trimestre deste ano, um saldo de captações em poupança de R$ 95,8 bilhões, o que representa um acréscimo de 21,1% em relação a igual período do ano passado. Com esse saldo, a Caixa Federal tem uma participação de 35,17% no segmento de poupança.

A caderneta de poupança é uma das aplicações mais populares no País, com a garantia em lei de rendimento equivalente à variação da Taxa Referencial (TR) mais 6% ao ano e livre da incidência de qualquer tributo, inclusive Imposto de Renda.

A equipe econômica estuda alterações no rendimento porque teme que, com a redução dos juros básicos da economia, essa aplicação se torne mais atrativa para grandes investidores do que os fundos de investimentos. Os fundos são formados em sua maioria por títulos públicos. Uma queda nas aplicações colocaria em risco a rolagem da dívida pública e financiamento das ações de governo.
Fonte Jornal do Comércio

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