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Categoria se divide entre Marcha em Brasília e debates do Confasubra

Com um atraso de mais de uma hora o debate sobre “Modelo de Estado e Papel dos Trabalhadores do Serviço Público”, realizado na manhã de quarta, iniciou com cerca de 60% do auditório vazio. O motivo foi a realização de Marcha em favor do Salário Mínimo de 420 reais promovido pela Centrais Sindicais. Grande parte da representação dos trabalhadores presentes no Congresso apóia a CUT e com isso escolheram a participação à marcha.

Com um atraso de mais de uma hora o debate sobre “Modelo de Estado e Papel dos Trabalhadores do Serviço Público”, realizado na manhã de quarta, iniciou com cerca de 60% do auditório vazio. O motivo foi a realização de Marcha em favor do Salário Mínimo de 420 reais promovido pela Centrais Sindicais. Grande parte da representação dos trabalhadores presentes no Congresso apóia a CUT e com isso escolheram a participação à marcha.

Apesar do Auditório esvaziado, o convidado para falar sobre o assunto, Professor Mauri Carvalho (UFES) deu uma verdadeira aula de história aos congressistas. Para ele, enquanto existir exploração do homem pelo próprio homem não pode existir igualdade. Disse ainda que, a máquina chamada Estado, que diz que o poder emana do povo, não é confiável e que engana este mesmo povo.

A crença da maioria é que, atualmente, se vive num modelo de Estado Mínimo. Um Estado que vive baseado em prerrogativas liberais, que se exime de suas responsabilidades, ou seja, o Estado não precisa intervir no desenvolvimento da sociedade. Questionado sobre o modelo da FASUBRA, o Professor fez um desabafo dizendo que não entende a separação de técnico – administrativos e docentes. Mauri afirma que a única força capaz de mudar e fazer um processo de transição entre modelos de Estado é a união dos trabalhadores. “São os povos que fazem avançar a sociedade, pois não há ordem com progresso”.

O professor explica que há uma tese de que o socialismo pode ser conseguido através da tomada do poder do estado, e outra tese que diz exatamente o oposto. Questionado sobre um modelo de Estado ideal, a resposta foi enfática: “Não tenho a resposta correta, não tem uma receita para esse tipo de transição”. Mas, durante sua fala, acaba transparecendo sua opinião de que “sem revolução não há solução”. Isto porque, historicamente, todas as mudanças significativas aconteceram através de grandes revoluções. Mauri alerta que, enquanto a esquerda briga entre si, a direita agradece e escorrega furtivamente ao poder. Enquanto a divisão existir a burguesia se fortalece. O Estado sabe que o povo unido jamais será vencido e por isso, para o professor a direita incentiva a divisão para manter o sistema atual.

O debate segue e após três blocos de perguntas do plenário, o Professor Mauri continua sua explanação. “Quem encabeça a luta da classe trabalhadora é a própria classe trabalhadora”. A troca da greve pela negociação palaciana, segundo ele, é um absurdo. "Não pode existir acordo entre trabalhador e patrão. O mecanismo da greve é ainda a melhor forma de luta". O palestrante termina dizendo que os governos passam e o capitalismo passa e, se os trabalhadores acharem que o capitalismo é inexorável, não há tanta razão para seguir.

Fonte: Sintest-RN

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