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Caxias do Sul lança comitê em defesa da Uergs

Caxias do Sul se mobiliza em defesa da universidade pública. Organizações sociais, sindicatos, parlamentares, professores e estudantes criaram o Comitê Pró-Uergs na cidade.

A situação precária do pólo da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, fez com que a comunidade se mobilizasse. Organizações sociais, sindicatos, parlamentares, professores e estudantes criaram recentemente o Comitê Pró-Uergs na cidade.

A primeira ação do grupo será um ato público no próximo dia 27 de Março, em frente à sede da instituição, a fim de divulgar para a população os problemas que a Uergs enfrenta. A unidade de Caxias do Sul abriga dois cursos, Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia e o Curso de Tecnologia em Agropecuária: ênfase Agroindústria, que não realizam vestibular desde 2003. Os estudantes, que no início eram quase 80, foram reduzidos para no máximo 25, já que não ocorreram novos ingressos.

A técnica em Agroindústria Andréia Gaike Forlin, que se formou na Uergs em Novembro de 2007, relata que a falta de verba da universidade também é um problema grave. A turma de Andréia foi a única a ser criada no curso técnico da unidade.

“A verba vem diminuindo ano após ano. Eles prometem e não cumprem. A gente fez uma reunião em Caxias com o reitor, que prometeu vestibular e até agora nada. Só nos enrolou durante a audiência. Caxias está provisória desde que foi criada”, diz.

No entanto, a Uergs de Caxias do Sul tem uma questão mais urgente a enfrentar: a falta de professores. Em Abril, com o final dos contratos emergenciais e temporários, a universidade deverá ficar com apenas um professor, que hoje está licenciado para fazer uma pós-graduação no exterior. Dois professores de carreira estão emprestados pela unidade de Bento Gonçalves, cidade vizinha à Caxias.

A Universidade também não possui unidade própria no município. A prefeitura de Caxias já disponibilizou R$ 120 mil reais para a reforma de um prédio antigo, mas a reitoria da Uergs não tomou nenhuma providência.

Para Andréia, o comitê precisa pressionar o governo estadual para que assuma a universidade de vez. “Que a universidade comece a ser levada a sério, porque tem qualidade, apesar de todos os problemas. A maioria dos meus colegas estão empregados. É uma universidade que é pública, é gratuita, 50% das vagas é destinada para estudantes pobres. E que esse comitê dê força a essa luta”, diz.

O comitê pró-Uergs ainda pretende realizar mobilizações em cada unidade no Rio Grande do Sul e uma grande audiência em nível estadual. Parlamentares também querem criar na Assembléia Legislativa a Subcomissão da Uergs para debater a situação da universidade.

Agencia Chasque

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