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Comissão da Câmara dos Deputados protesta contra fechamento de escolas do MST

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias divulgou, nesta quinta-feira, dia 19, nota oficial em protesto contra a decisão do governo do Rio Grande do Sul, com base em acordo com o Ministério Público do estado, de fechar escolas itinerantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).Segundo o presidente da comissão, deputado Pompeo de [...]

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias divulgou, nesta quinta-feira, dia 19, nota oficial em protesto contra a decisão do governo do Rio Grande do Sul, com base em acordo com o Ministério Público do estado, de fechar escolas itinerantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Segundo o presidente da comissão, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), a medida prejudicou cerca de 400 crianças que ficaram sem acesso ao ensino. Ele pediu à governadora Yeda Crusius para reconsiderar a decisão.

Polêmica

As escolas do MST foram criadas há 13 anos para atender as crianças acampadas, mas integrantes do Ministério Público alegaram que elas não seguem as diretrizes pedagógicas oficiais e implantam a ideologia socialista nos alunos.

O fechamento, que começou no dia 10, foi na avaliação de Pompeo de Mattos uma "decisão ideológica" para enfraquecer o MST. "Trata-se de uma clamorosa violação dos direitos humanos e do direito à educação como elemento fundamental de cidadania", ressaltou o deputado.

Pompeo de Mattos disse que o governo estadual deveria dar infra-estrutura a essas escolas, em vez de "agravar conflitos e estimular ódios e rancores".

Veja a íntegra da nota oficial

Fonte: Agência Câmara

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