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Coordenação da Auditoria Cidadã da Dívida se solidariza com Servidores Públicos

Coordenação da Auditoria Cidadã da Dívida lança Nota de Solidariedade aos Servidores Públicos

Confira abaixo a Nota de Solidariedade aos Servidores Públicos:

Dívida Pública: mais sacrifício para os servidores

Em 2007, mais uma vez o governo priorizou os gastos com juros e amortizações da dívida, em detrimento dos gastos sociais e com os servidores públicos. De janeiro até 2 de dezembro, enquanto gastou R$ 222 bilhões com juros e amortizações das dívidas interna e externa, o governo federal gastou apenas R$ 112 bilhões com os servidores públicos. Ou seja: todos os gastos com pessoal representaram apenas a metade do que é destinado aos credores financeiros do Estado brasileiro.

Além disso, com o fim da CPMF, o governo assegurou, em diversas entrevistas públicas, que será mantida a meta do superávit primário e, em contrapartida, rompeu o acordo de reajuste salarial já negociado com diversas categorias de servidores. Dessa forma, o governo evidenciou a prioridade da destinação orçamentária: o grande capital financeiro, que não perderá um centavo em 2008, mesmo com o fim da CPMF. Para 2008, estão previstos R$ 248 bilhões para o pagamento dos juros e amortizações da dívida federal, enquanto apenas serão destinados R$ 48 bilhões para a saúde, R$ 26 bilhões para a educação e R$ 5 bilhões para Reforma Agrária. Os R$ 248 bilhões previstos para a dívida em 2008 representam mais de 6 vezes a arrecadação prevista da CPMF. Porém, o governo prefere cortar os gastos com servidores a cortar os gastos com a dívida.

Ao mesmo tempo em que controla a conta-gotas os gastos com os servidores, não há controle sobre os custos da atual política monetária e cambial exercida pelo Banco Central, que anualmente vem acumulando prejuízos crescentes, enquanto o setor financeiro privado contabiliza, no Brasil, os maiores lucros da história mundial. Apenas de janeiro a outubro de 2007, o prejuízo do Banco Central, decorrente dessa política econômica que privilegia os investidores privados, foi de R$ 58,5 bilhões, ou seja, o dobro da arrecadação da CPMF no mesmo período. E quem cobre este prejuízo? O Tesouro Nacional, o mesmo que paga os salários dos servidores públicos.

Apresentamos nossa solidariedade às categorias de servidores que se encontram mobilizadas para defender seus justos salários e convidamos todas as entidades representantes dos servidores públicos a se juntarem à Campanha Auditoria Cidadã da Dívida, inserida na Rede Jubileu Sul Brasil, fortalecendo a luta pela disputa de recursos orçamentários em favor dos interesses do Estado brasileiro, seus servidores e da sociedade. Do outro lado estão os interesses predatórios de rentistas e especuladores.

Coordenação da Auditoria Cidadã da Dívida

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