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Dê um livro é lema proposto pela Unesco no Dia Mundial do Livro

Os brasileiros lêem muito pouco, uma média de 1,8 livros por ano. Já os franceses lêem sete livros em média, afirma o representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Vicent Defourny. Preocupada com o nível de leitura no Brasil, a Unesco escolheu o lema Dê um Livro para marcar o Dia Mundial do Livro, comemorado nesta segunda-feira (23).

Os brasileiros lêem muito pouco, uma média de 1,8 livros por ano. Já os franceses lêem sete livros em média, afirma o representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Vicent Defourny. Preocupada com o nível de leitura no Brasil, a Unesco escolheu o lema Dê um Livro para marcar o Dia Mundial do Livro, comemorado nesta segunda-feira (23).

“Acho que muitas pessoas não conseguem ler nenhum livro por ano. Acho que todos os brasileiros poderiam dedicar um dia especial para o livro. Por isso, a Unesco Brasil lançou o lema deste ano: dê um livro”, afirmou o representante da Unesco em entrevista à Rádio Nacional.

O representante da Unesco explica que 100 países comemoram o Dia Mundial do Livro, criado pela entidade em 1996. A idéia da organização, segundo Defourny, é que os países reconheçam a importância do livro na cultura, na educação e na transmissão de conhecimento.

Defourny contesta a afirmação de que no Brasil o baixo número de livros lidos se deve ao preço caro das publicações. Segundo ele, é importante que o preço permita o desenvolvimento sustentável das editoras. Por outro lado, os ministérios da Educação e da Cultura se esforçam para colocar bibliotecas em todos os municípios. Ele lembra que todos os municípios brasileiros têm hoje um arquivo de 2 mil livros, que são de acesso gratuito.

“Esse argumento do custo do livro não é argumento para não ler. Existem muitas formas de ler e muitos livros com acesso gratuito. E os que têm acesso à Internet também podem ler uma quantidade de material, de livros”, diz.

Para o representante da Unesco, a situação do Brasil em relação à leitura não é boa. Segundo ele, há uma defasagem muito grande em relação aos outros países no que se refere à educação, ao analfabetismo e à leitura. “Para os países que pretendem participar de uma economia globalizada, é importante que desenvolvam sua educação, suas possibilidades de leitura, de ascender ao conhecimento”.

Neste ano, o Dia Mundial do Livro coincide com a Semana de Educação para Todos, que tem como objetivo chamar a atenção para a meta assumida no Fórum Mundial de Educação em Dakar (Senegal), em 2000, de reduzir pela metade o número de analfabetos até 2015.

Fonte: Irene Lôbo/Agência Brasil

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