Início > Notícias > Desenvolvimento na Carreira: teoria e prática
Desenvolvimento na Carreira: teoria e prática

Penúltima mesa de debate do I Seminário Repensando a Carreira d@s Técnico-administrativ@s em Educação debateu a Carreira na teoria e na prática, seus avanços e limites apresentados.

Teoria e prática do desenvolvimento na Carreira nortearam as discussões para o avanço das diretrizes da Carreira dos TAEs, na tarde de quinta-feira (11), no I Seminário Repensando a Carreira d@s Técnico-administrativ@s em Educação.  A mesa tratou de fazer uma análise do que se formulou sobre Carreira, e da prática permitida pela realidade quanto a política de desenvolvimento, expressa na Lei do PCCTAE e suas regulamentações.

 Tônia Duarte, Coordenadora Jurídica e Relações de Trabalho da ASSUFRGS, tratou dos princípios que fundamentam a carreira e o desenvolvimento com seus Programas de Capacitação, Avaliação de Desempenho e o Dimensionamento das Necessidades de Pessoal e Matriz de Alocação de Vagas. A Coordenadora Colocou a autonomia com democracia  no centro da preocupação quanto o papel estratégico dos trabalhadores em educação, – os quais  devem ser, juntamente com os cidadãos usuários,  sujeitos do pensar e fazer a Universidade Pública. Referindo-se à implementação do desenvolvimento previsto como uma mudança cultural afirmou “pensar a carreira e o desenvolvimento nosso como trabalhador em educação é pensar o desenvolvimento da Instituição. O processo de desenvolvimento e os instrumentos que previmos, no Plano, pretendem provocar uma mudança cultural”, e  completa que tais mudanças culturais “são mudanças lentas, são processos de vai e vem, e são processos de desinstalação de subjetividades construídas, de desinstalação de uma instituição que já tem seus padrões de funcionamento às vezes bem cristalizados, fixos. E , portanto, não é tarefa fácil. E ,por isso se vê distância ainda entre a teoria e a prática”, finalizou. Tônia ressaltou que a nova cultura está calcada no planejamento coletivo da Instituição como base para os processos de desenvolvimento- capacitação, avaliação e dimensionamento.

Tônia levantou, também, os principais problemas na Carreira dos trabalhadores, traçando rumos das lutas a serem desenvolvidas. “Temos grande dificuldade de fazer um estudo de dimensionamento das necessidades dos trabalhadores, este diagnóstico é uma tarefa que nenhuma universidade conseguiu fazer”, pontuou a coordenadora. Para ela, a escolarização da força de trabalho na Universidade é ponto importante para a cidadania e amplia a visão de trabalhador das Universidades que “deveria incluir os terceirizados, uma vez que há uma resistência da universidade em incluir o terceirizado na capacitação e planejamento – pois só o pensam no plano da execução do trabalho”, explicou Tônia.

Rebeca Donazar, da Escola de Desenvolvimento dos Servidores da UFRGS (EDUFRGS), iniciou  sua fala afirmando que  a carreira dos técnico-administrativos em educação se destaca do ponto de vista conceitual em relação às demais carreiras do serviço público federal, em especial  no que diz respeito à valorização do trabalhador e ao desenvolvimento. Apresentou os programas que integram o Plano de Desenvolvimento e a legislação sobre desenvolvimento dos trabalhadores em educação e dos servidores públicos em geral. Legislação essa que deu condições para criação da  Edufrgs, voltada para o desenvolvimento permanente. O trabalho da Edufrgs é “acompanhar o servidor na capacitação, ajudando a se desenvolver enquanto trabalhador”. Rebeca apresentou a estrutura e o funcionamento da Escola de Desenvolvimento, seus eixos e principais programas, esclarecendo que trabalha com servidores docentes e técnico-administrativos , o que pode provocar mudanças e aproximação nessa relação. Destacou como conceitos importantes o da capacitação como processo permanente e deliberado, pensado estrategicamente; e a descrição ampla que a legislação faz de capacitação englobando ações como  estágios, grupos formais de estudo, aprendizagem em serviço, intercâmbio, seminários, cursos. Rebeca, ainda, apontou a necessidade de aprofundarmos a análise sobre os conceitos de gestão de competências e suas variadas vertentes e interpretações, – uma vez que lidamos com esse conceito  a partir da legislação federal em nossas IFES.

 Ângela Fernandes, da Comissão Interna de Supervisão (CIS/UFRGS), resgatou os 10 anos de contribuição da CIS em defesa dos direitos dos trabalhadores, os embates com a Reitoria e o Consun frente a demandas tais como: recursos de enquadramentos, reposicionamento dos aposentados e plano de carreira, racionalização dos cargos, programa de avaliação de desempenho etc. A CIS/UFRGS  tem papel importante na defesa dos trabalhadores frente as avaliações de desempenho, bem como  estágio probatório; solicitações de permuta/remoção, auxilio ao encaminhamento dos servidores quanto à aposentadoria. Segundo Angela, a ultima ação do ano de 2014 da Comissão foi a elaboração da Carta dos Aposentados,  em conjunto com a Assufrgs, realizada no I Seminário sobre Reposicionamento dos Aposentados, em 22 de setembro.

Já Isabel Cristina Winter, da Comissão Interna de Supervisão (CIS) da UFCSPA, relatou que as dificuldades encontradas são as interpretações limitadas dos conceitos e atribuições da CIS na UFCSPA e o controle dos processos que, na maioria das vezes, não passam pela Comissão. 

Finalizando a mesa, o representante da CIS do Instituto Federal – Campus Porto Alegre, Douglas  Ricalde explicou o funcionamento da Comissão, em que cada Campus no Rio Grande do Sul tem sua organização de CIS (Caxias do Sul, Porto Alegre, Restinga, etc) com seus respectivos representantes das unidades, que se reúnem periodicamente em Colegiado para discutir questões mais gerais e amplas da categoria. Para Douglas há intransigência da instituição em relação ao afastamento para educação formal. “O IFRS Porto Alegre tem sido intransigente com os trabalhadores nos pedidos de afastamento para qualificação. Já tivemos três colegas que solicitaram liberação para tal e foi negado. A CIS interferiu neste processo e conseguimos liberação, ainda que com limitações”, conta Douglas que contrapõem a direção com os próprios direitos garantidos em lei. “Não nos oferecem nenhum apoio institucional para capacitação, e mesmo quando o técnico busca por fora aperfeiçoar seu trabalho para além da Instituição, é questionado e negado a ele”, finaliza. Conforme Douglas, o IFRS-POA teve conquista importante com a paridade entre alunos, técnicos e professores.

 

Veja aqui, outras matérias relativas ao Seminário:

 

Este post ainda não foi comentado. Seja o primeiro!

Deixe seu comentário

Veja também