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Deu na Mídia (RG) Greve nas universidades federais deve se prolongar

Entidades de classe seguem analisando o documento, a fim de elaborar uma contraproposta a ser apresentada na próxima reunião com o governo, marcada para o dia 23.

Greve nas universidades federais deve se prolongar, apesar de proposta do governo

Entidades representativas avaliam documento para apresentar contraproposta

 Crédito: Rádio Guaíba (RG)

Mesmo com a apresentação de uma proposta pelo governo federal, na sexta-feira, de um plano de carreira às entidades sindicais dos professores dos institutos e universidades federais, a greve que já atinge quase a totalidade das instituições do País está longe de terminar. Entidades de classe seguem analisando o documento, a fim de elaborar uma contraproposta a ser apresentada na próxima reunião com o governo, marcada para o dia 23.

 O presidente regional do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), professor Carlos Alberto Pires, explica que os principais pontos reivindicados pela categoria ainda não foram atendidos. Um deles é o fim das gratificações, que seriam incorporadas ao salário. Pela proposta, porém, 54% da remuneração ficaria composta por esses benefícios.

 O reajuste de até 45% para doutores e 27% para mestres, concedido em três etapas, sendo a primeiro em julho de 2013 e a última em 2015, desagrada os docentes, que pedem aumento imediato. A categoria, que recebe o piso de R$ 1.597, reivindica que passe para R$ 2.329, a fim de repor as perdas de 22,08% nos últimos três anos. O governo ofereceu R$ 1.853. Pires conta que, além de o reajuste ser menor, não há linearidade, como os professores desejam. Apesar de a exigência da diminuição de 17 para 13 níveis ter sido atendida, não é estabelecida diferença de 5% entre cada.

 Os docentes ligados ao Andes querem carreira única para os que trabalham em universidades e os professores de institutos federais, o que não é contemplado na proposta atual. A reivindicação, porém, contraria a opinião dos profissionais ligados ao Sindicato dos professores das Instituições Federais do Ensino Superior de Porto Alegre (ADufrgs), que tem maior representatividade na Capital. Para a presidente Maria Luiza Von Holleben, a apresentação de uma proposta de reestruturação de carreira já representa um avanço nas negociações.

 Apesar disso, segundo ela, alguns pontos precisam ser discutidos para que se chegue a um consenso. Apesar do encontro agendado para o dia 23, a ADufrgs pede que o governo antecipe uma nova reunião para esta semana, a fim de dar andamento ao processo de negociação. Ela afirma que o ideal seria um aumento maior, mas diz que é necessário trabalhar dentro da realidade.

 Maria Luiza ressalta que os professores não desejam causar prejuízos aos estudantes, mas admite que ainda não é possível estabelecer prazos para o fim da greve, decretada pelo sindicato no dia 6. Nesta semana, as universidades devem realizar assembleias para, junto às entidades representativas, avaliar os itens da proposta.

 Conforme a oferta do governo federal, o professor com doutorado e dedicação exclusiva deve ter salário inicial de R$ 8,4 mil. Para aqueles já atrelados à universidade, o valor pode subir de R$ 7,3 mil para R$ 10 mil. Os reajustes oferecidos vão de 24,4% e 45,1% para doutores. Atualmente, os professores universitários que atingem o topo da carreira recebem R$ 11,7 mil. Com a nova proposta, a remuneração chega a R$ 17,1 mil nos próximos três anos. Entre os mestres, a proposta sugere reajustes de 25% a 27%.

 No caso dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, é prevista progressão de titulação. A proposta prevê impacto de R$ 3,9 bilhões no orçamento federal, dividido nos próximos três anos: 40%, ou R$ 1,56 bilhão, em 2012, e os 60% restantes em 2013 e 2014.

 A greve nacional dos professores começou em 17 de maio e, além de 56 das 59 universidades, já atinge 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica do País. No Rio Grande do Sul, o movimento já paralisa as atividades nas universidades federais do Rio Grande do Sul (Ufrgs), de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), de Santa Maria (UFSM), do Rio Grande (Furg), de Pelotas (Ufpel) e do Pampa (Unipampa), além dos institutos federais.

 http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=443910

Um comentário para "Deu na Mídia (RG) Greve nas universidades federais deve se prolongar"

  1. josé julho 16th, 2012 02:57 am Responder

    Parem de colocar notícia de professores. Quem a assufrgs representa? Quais as perspectivas para a nossa negociação? chega de tchu tcha tcha vamos ser mais objetivos!!!

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