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Deu na mídia (RG) Servidores em greve devem cumprir ordem judicial para deixar o CPD da Ufrgs

Notificado com pedido judicial de reintegração de posse, grupo deve transferir vigília para outro prédio, não divulgado

07/08/2012 18:34 – Atualizado em 07/08/2012 19:17

Servidores em greve da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), que completaram uma semana de ocupação no Centro de Processamento de Dados (CPD), na Capital, decidiram deixar o local, nesta quarta-feira, depois de receber uma notificação judicial para reintegração de posse, solicitada pela reitoria da universidade. O documento dá prazo de 24 horas para saída e prevê multa de R$ 50 mil por dia de descumprimento.

 A coordenadora-geral da Associação dos Servidores da Ufrgs e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) (Assufrgs), Rosane Souza, ressaltou que os funcionários não entraram no local, mas fazem protesto na rua, e que ninguém é impedido de ingressar no prédio. Mesmo assim, o sindicato avaliou a ordem judicial, junto à assessoria jurídica, durante uma reunião do comando de greve, e optou pelo cumprimento da medida.

 Rosane adiantou que CPD deve ser desocupado à tarde, mas que a vigília vai ser transferida para outro prédio da Ufrgs, não divulgado pelo sindicato. Sobre a proposta feita pelo governo federal em reunião nessa segunda-feira, em Brasília, a Assufrgs ainda espera orientação do comando nacional para ser analisada em assembleia nesta quarta-feira.

 O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão ofereceu reajuste de 15%, em três parcelas entre 2013 e 2015, em encontro com a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) e o Sindicado dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). Serão atingidos 182 mil técnico-administrativos das universidades e institutos federais. O impacto para o governo federal é estimado em R$ 1,7 bilhão em três anos no orçamento da União.

 Após o encontro, a Fasubra se manifestou contrária à aceitação e afirmou que o avanço foi muito pequeno, não garantindo segurança aos profissionais, já que o índice pode não concretizar ganho real até 2015.

 Entre as principais reivindicações está reajuste salarial de 22,8%, com piso de três salários mínimos (R$ 1.866) – hoje o valor é de R$ 1.304. Conforme as entidades, servidores das 59 universidades federais e dos 40 institutos tecnológicos do País aderiram total ou parcialmente à paralisação, que já dura 57 dias.

 

 Fonte: Camila Kila/Rádio Guaíba

 

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