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Educadores e estudantes protestam contra corrupção no Governo Yeda

Educadores e estudantes protestam contra corrupção no Governo Yeda

Esta sexta-feira 13 foi dedicada à realização de atos públicos contra a corrupção no Governo Yeda Crusius, do PSDB. Pela manhã, estudantes protestaram pelas ruas do Centro, finalizando o ato no Banrisul.

À tarde foi a vez dos trabalhadores estaduais da educação, com a participação dos estudantes, sindicalistas e partidos de esquerda darem continuidade ao movimento. Além da ética na política, o ato público cobrou mais investimentos na educação e nos serviços públicos. A coordenadora geral da Assufrgs Bernadete Menezes participou da manifestação.

Os cerca de 2 mil manifestantes movimentaram as ruas de Porto Alegre pedindo “Fora Yeda/Feijó”. Eram bandeiras, cartazes, adesivos e músicas que embalavam a caminhada que partiu do CPERS/Sindicatos em direção à Praça da Matriz, local atualmente bastante freqüentado por gaúchos e gaúchas que exigem explicações e punições aos envolvidos na fraude do Detran.

O protesto iniciou às 14h. A caminhada partiu do Cpers-sindicato, na avenida Alberto Bins, avançou pela Salgado Filho, percorreu a avenida Borges de Medeiros, desembocando na Praça da Matriz.

A falta de investimentos na educação foi muito criticado. Desde que assumiu, Yeda cortou em 30% os gastos na área, aumentou o número de estudantes em salas de aula, fechou turmas e escolas, afirmando terem pouca demanda, e transferiu professores do Ensino Médio e das turmas especiais para cobrir a falta de professores no Ensino Fundamental. Os professores ainda reclamam do baixo aumento salarial dado no ano passado.

Durante todo o ato foi frisada a necessidade de unidade dos movimentos sociais na luta contra a corrupção no estado e contra as políticas do novo jeito de sucatear implementado pelo Governo Yeda desde que assumiu, em janeiro de 2007.

Carro de som

Agora tem sido prática da polícia militar gaúcha reter carros de som usados nos atos públicos contra o governo do Estado. Pela terceira vez no ano, o carro de som locado pelo CPERS/Sindicato foi retido. Desta vez o argumento foi o de "perturbação da paz". O mesmo procedimento foi adotado em recente manifestação organizada pela CUT-RS.

Segundo o blog rsurgente.net, em recente ato da Via Campesina, o fotógrafo Ronaldo Franco de Oliveira flagrou o momento onde um homem da Brigada Militar esvazia os pneus do carro do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), minutos antes de o coronel Mendes ordenar que os cacetetes, bombas de gás e balas de borracha entrassem em ação.

Com informações do Cpers-Sindicato

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