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Eleições para Reitor

CONSUN APROVA PESO DE 70% PARA DOCENTES

Apesar do protesto de alguns membros representantes dos Técnico-Administrativos em Educação e dos estudantes, o Conselho Universitário da UFRGS (CONSUN) aprovou dia 13 de abril, às normas que regerão a consulta à comunidade universitária com vistas à indicação dos novos reitor e vice para o próximo período.

Pela primeira vez, na história recente, em flagrante retrocesso o CONSUN sacramentou na norma o odioso e anti-democrático peso de 70% dos votos para a categoria docente.

Abertamente ninguém defendeu este percentual, mas alguns alegaram o respeito à lei federal imposta por FHC. O que se discutiu porém, foi no uso da Autonomia Universitária, a proposta de não explicitar estes percentuais no regimento eleitoral, o que possibilitaria a contagem de forma mais democrática e até paritária como já fizeram várias universidades Brasil afora.

Resultado, a supressão do artigo que tratava do tema (70/15/15) foi rejeitada pela maioria, ou seja, os TAEs e estudantes que votarem terão peso ínfimo na escolha da nova administração central.

Não é mais possível aceitarmos, muitas vezes impassíveis, que em pleno século 21 a grande maioria da comunidade da UFRGS, seja alijada na prática de sua gestão através de normas absolutamente autoritárias.

Não ao retrocesso!
Paridade Já!

 

Neco - Representante dos TAES no CONSUN.

                              

4 comentários para "Eleições para Reitor"

  1. Silvia Fernanda Peçanha Martins abril 16th, 2012 18:01 pm Responder

    Eu imagino que a única maneira de não aceitarmos esta imposição seria que nós, Técnico Administrativos em Educação e os alunos não participassemos da eleição, ou seja não vamos votar, se nosso voto não vale nada.

  2. Rafael Cecagno abril 16th, 2012 18:15 pm Responder

    Sigo não votando na eleição para Reitor. Gostaria que fosse publicado o nome dos colegas presentes à reunião, juntamente com seus respectivos votos. Agradeço caso alguém publique, para que a categoria saiba como se posicionam seus representantes…

  3. Arthur Bloise abril 16th, 2012 19:40 pm Responder

    É preciso que se faça um resgate histórico desde os anos 70/80 para apresentarmos à sociedade a luta de técnicos, estudantes e uma parte dos docentes em prol da democracia na gestão da Universidade. Mostrar como nos envolvemos em cada eleição, sempre procurando democratizar a instituição. A Universidade tem que ser de excelência também na gestão democrática! Mostrar que sempre negociamos, flexibilizamos e estamos dispostos a ampliar a participação, nunca restringir. A UFRGS precisa ousar. Ousar aprofundando na crítica madura aos programas para o ensino superior, ousar propondo idéias novas, ousar sendo exemplo de gestão participativa, democrática e qualificada. Modernidade e excelência é saber dirigir uma instiutição chamando seu corpo funcional a tocá-la com planos, metas e debates críticos. Os avanços da UFRGS nos últimos oito anos são oriundos quase que exclusivamente, por um lado, das verbas federais que aumentaram e possibilitaram expansão física, por outro, da realização de concursos públicos que possibilitaram a chegada de docentes e técnicos e finalmente, dos projetos de inclusão e expansão de cursos (REUNI, Cotas, etc) propostos pelo governo federal. E a ousadia da comunidade da UFRGS, cadê? Cadê a efervescência de uma universidade de ponta? Cadê uma gestão que assuma a tarefa desta pequena revolução nas universidades brasileiras?

  4. Alperi Martins abril 20th, 2012 13:14 pm Responder

    Estou de acordo com a colega Sílvia. De que adianta nós, técnicos-administrativos e os alunos votarem se a decisão está e sempre estará nas mãos dos docentes?! Que poder nós temos de decidir alguma coisa na Universidade?

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