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Em Porto Alegre, trabalhadores condenam PL das terceirizações em ato cultural no 1º de maio

Milhares de trabalhadores se reuniram em ato marcado por intervenções culturais na tarde desta sexta-feira, 1º de maio, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. Entre as principais pautas estava a exigência de que o Senado impeça a aprovação da lei das terceirizações, o PLC 30/2015 (antigo PL 4330/2014). A atividade foi chamada por diversas entidades e coletivos, encabeçados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e Coordenação dos Movimentos Sociais do Rio Grande do Sul.

 

 

Antes de se dirigirem à Usina do Gasômetro, militantes da CTB se concentraram no Largo Zumbi dos Palmares, onde foram queimadas fotos dos deputados que votaram a favor do PL 4330/14. Depois, se reuniram aos demais no Gasômetro.

“Eu tenho um documento com 30 assinaturas de senadores que se comprometeram a tentar barrar o PLC das terceirizações”, garantiu ao público o senador Paulo Paim (PT-RS) no microfone do carro de som. Caso o projeto vá a votação em Plenário, são necessários 41 votos contrários para que a lei não seja aprovada. Antes disso, o projeto deve passar pelas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); de Assuntos Econômicos (CAE); de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e de Assuntos Sociais (CAS). Paim também afirmou estar confiante de que, mesmo que o PLC passe no Senado, a presidenta da República, Dilma Rousseff (PT), irá vetá-lo.

Em meio às faixas que condenavam as terceirizações, o presidente da CUT/RS, Claudir Nespolo, anunciou que a central está convocando um protesto nacional para derrotar o PLC 30/2015, que deverá ocorrer no dia 29 de maio. “A democracia só será completa quando os trabalhadores tiverem seus direitos assegurados”, destacou.

Durante o evento, bandas e artistas intercalaram-se ao microfone com líderes das entidades que convocaram o ato. O apoio aos professores do Paraná, que sofreram forte repressão nos protestos da quarta-feira (29) e o repúdio à tentativa de redução da maioridade penal foram comuns na maioria das falas. “Os capitalistas querem ver os jovens na cadeia, e não nas escolas”, disse Deoclécio Lorenzi, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia. Também foram feitas manifestações pela criminalização da homofobia, pelo fim do fator previdenciário, pela democratização da mídia e pela taxação de grandes fortunas.

Texto: Gabriela Féres do Jornalimo B

Fotos: Assessoria CUT e CTB e Gabriela Féres

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