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Em reunião, Reitoria da UFRGS sinaliza negociação efetiva sobre pauta interna

Representantes da Assufrgs destacaram que, para uma efetiva unidade da comunidade universitária em torno da pauta nacional de defesa da educação, é necessária uma negociação efetiva das questões internas. Uma nova reunião deve acontecer antes de 20 de setembro.

 

 

No fim da tarde desta segunda-feira (29 de agosto), a Reitoria atendeu à solicitação da Assufrgs no sentido de abertura de diálogo sobre a necessidade de defesa do serviço público, em especial da educação e da sobrevivência da universidade pública. 

Inicialmente, a Reitoria apontou para a unidade das forças políticas da comunidade Universitária, principalmente no sentido de barrar enormes cortes no orçamento público já sinalizados pelo governo golpista. 

A Assufrgs, representada por diversas forças políticas e independentes, colocou que sempre esteve e está disposta a atuar na defesa da universidade pública e, no mesmo sentido, buscar a garantia do financiamento e barrar os cortes. Contudo, os representantes dos técnico-administrativos destacaram que, para uma real unidade da comunidade universitária em torno da pauta nacional de defesa da educação, é necessária uma negociação efetiva das questões internas e que geram conflitos entre administração e técnico-administrativos.

A Assufrgs destacou três pontos de conflito que precisam ser efetivamente negociados:

a) o abono dos dias de paralisação;

b) avanço na autorização da jornada flexibilizada;

c) a suspensão do login com efetivação de negociação.

 O Reitor Carlos Alexandre Netto afirmou que o processo de flexibilização está em andamento e que nesta quarta mais nove planos vão ser assinados. Disse que está trabalhando em um “padrão UFRGS” para análise dos planos e que vai pessoalmente à reunião da COMFLEX da próxima semana para explicar esses critérios. O vice-reitor Rui Oppermann defendeu a necessidade da manutenção de um diálogo contínuo entre a Administração e a Assufrgs, de forma a melhor tratar das questões internas e externas que afetam a comunidade universitária.

Após conversações entre as partes, foi consenso entre os presentes a necessidade de continuidade da negociação. Foi observado pela Assufrgs que temos a necessidade de resolver a questão dos dias de paralisação e participação da categoria em Caravanas à Brasília, que tem como objetivo a defesa do ensino público. A Reitoria se propôs a avaliar essa questão, bem como de receber novamente a Assufrgs antes do dia 20 de setembro, para tratar da pauta interna e dos movimentos de defesa da Universidade.

Paralisação

Nesta próxima quarta-feira, 31 de agosto, é dia de paralisação e assembleia geral dos técnico-administrativos da UFRGS, UFCSPA e IFRS. Em pleno estado de greve da UFRGS, a categoria se reúne mais uma vez para traçar os próximos passos na luta contra os ataques aos direitos dos trabalhadores e do povo. A pauta interna também será discutida.

Na manhã do dia 31, os colegas são convidados a participar do lançamento da Frente Gaúcha Escola sem Mordaça, que ocorre na Sala 102 da FACED. A Frente tem por finalidade impulsionar atividades de esclarecimento e mobilização contra o chamado Projeto “Escola Sem Partido” que busca censurar os professores em sala de aula.

AGENDA DO DIA DE PARALISAÇÃO - 31 de Agosto (quarta-feira)

8h30min - Lançamento da Frente Gaúcha Escola sem Mordaça – Sala 102 da Faced

14h - Assembleia Geral – auditório da Economia
Pauta: Mobilização dos Servidores Publicos Federais, caravana para Brasília e delegados para plenária da Fasubra

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