Início > Notícias > Entidades manifestam apoio à ação das mulheres da Via Campesina
Entidades manifestam apoio à ação das mulheres da Via Campesina

Entidades manifestam apoio à ação das mulheres da Via Campesina

Entidades de vários cantos do país e do exterior manifestaram apoio à ação das trabalhadoras da Via Camponesa. As declarações também repudiam a ação policial que reprimiu violentamente o ato das mulheres trabalhadoras, ferindo muitas delas. Confira a seguir o que dizem as entidades.

Companheiras lutadoras da Via Campesina do Rio Grande do Sul
Do Grito dos Excluídos

A coordenação Continental do Grito dos Excluidos/as integrada por companheiros e companheiras de 23 países das Américas Latina, Central e Caribe, manifesta total apoio a legitima e justa ocupação que fazem da área que, ilegalmente, pertence à empresa sueco finlandesa Stora Enso.

Somos solidários/as na luta contra o deserto verde. Somos parceiros/as de caminhada na defesa da vida, das pessoas e do meio ambiente.

Estamos atentos à ação e denunciaremos toda e qualquer arbitrariedade que possa vir a ser cometida contra as combativas companheiras.

Saudações de força e de luta!

Coordenação Continental do Grito dos Excluídos/as – Por trabalho, justiça e vida
Luiz Bassegio e Luciane Udovic, secretaria continental
Gerardo Cerdas Vegas, Costa Rica – coordenador regional do Grito Mesoamérica
Pedro Franco, Santo Domingo – coordenador regional do Grito Caribenho
Carlos Juliá, Argentina – coordenador regional do Grito Cone Sul
Juan Carlos Balderas, Bolívia – coordenador regional do Grito Andino

Carta de apoio às mulheres da Via Campesina
Da Terra de Direitos

A Terra de Direitos, organização de Direitos Humanos, com sede em Curitiba/PR, vem, diante das irregularidades cometidas pela Stora Enso em território brasileiro, prestar solidariedade às mulheres da Via Campesina que nessa manhã (04/03/08) ocuparam área da empresa multinacional Stora Enso, no município de Rosário do Sul- RS.

A ocupação objetivou denunciar as ilegalidades cometidas pela empresa sueco finlandesa, que vem adquirindo terras no Rio Grande do Sul, próximas da fronteira com o Uruguai, onde a empresa também tem plantios de eucaliptos. A transnacional objetiva formar uma base florestal abrangendo mais de 100 (cem) mil hectares e implementar fábricas no estado gaúcho.

Importante frisar que a multinacional está infringindo a legislação brasileira, pois adquire terras em faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros países, o que é proibido pela Constituição Federal.

Diante desta situação, e considerando que as mulheres da Via Campesina têm por objetivo lutar em defesa da vida e do meio ambiente, bem como em defesa da soberania alimentar, reiteramos nosso apoio à luta das mulheres da Via Campesina.

Curitiba, 04 de março de 2008.

Apoio à ação da Via Campesina
Da Conlutas

A Conlutas gostaria de expressar a sua solidariedade e apoio incondicional a luta das companheiras da Via Campesina contra o agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população brasileira.

Nota de solidariedade
Carlos Neder – vereador (PT/SP)

O mandato do vereador Carlos Neder expressa sua solidariedade às mulheres da Via Campesina no Rio Grande do Sul. A ocupação das terras da multinacional Stora Enso, adquiridas em desacordo com a legislação brasileira, foi um ato de coragem que cumpriu a necessária da tarefa de denunciar essa ilegalidade, bem como as agressões do latifúndio e do agronegócio aos homens e mulheres do campo e ao meio-ambiente. O Dia Internacional da Mulher merece ser marcado por lutas como essa.

Destacamos, também, nosso repúdio à violenta repressão por parte da polícia e do governo do estado. Somos contrários à criminalização dos movimentos sociais e, principalmente, contrários à violência contra as mulheres.

Moção de apoio à Via Campesina
Da PJR – Pastoral da Juventude Rural

A Pastoral da Juventude Rural- PJR, declara total e imprescindível apoio as mulheres da Via Campesina, que com coragem e determinação mostram mais uma vez aquilo que o Governo tenta esconder do Povo brasileiro, a sua subordinação as multinacionais que irregularmente compram terra em nosso pais, que passam a destruir o restante de nossas riquezas deixando ao povo brasileiro a poluição, os problemas ambientais.

Nossa solidariedade a essas mulheres que determinadamente assumem cada dia mais a tarefa de combater esse tipo de política excludente, que ignora a vida do povo em detreminação aos lucros de empresas multinacionais.
Repudiamos a atitude hipócrita da polícia e do estado que a serviço dessas empresas humilha as trabalhadoras/es obstruindo os direitos humanos.

Nosso fraterno, solidário abraço a todas essas camaradas que seguem a luta, sem medo de ser mulher.

Nota de solidariedade às mulheres da Via Campesina
Da Marcha Mundial de Mulheres

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, um dia de luta para mulheres de todo o mundo, as companheiras da Via Campesina cumprem o importante papel de denunciar a toda a sociedade gaúcha e brasileira os desmandos que o latifúndio e as transnacionais promovem no campo, numa ação que destaca o protagonismo das mulheres na luta por igualdade, autonomia e soberania popular.

Ao ocupar área ilegal de uma poderosa transnacional (Stora Enso), a ação das mulheres da Via Campesina questiona o sistema capitalista, que concentra terra e riquezas e aprofunda a miséria no campo e na cidade. A ação denuncia a ordem capitalista e machista que não reconhece e não valoriza o trabalho das mulheres no campo, relegando-as a um lugar de subordinação.

Repudiamos a ação da brigada militar gaúcha sob ordens do governo do estado do Rio Grande do Sul, comandado por Yeda Crusius, que agiu violentamente a serviço da ilegalidade operada pela transnacional. E exigimos a libertação da companheira Irma Ostroski, detida covardemente ao realizar exames de corpo de delito, após ser agredida na ação violenta da polícia.

Apoiamos as companheiras da Via Campesina: pela anulação da compra ilegal de terras pela Stora Enso na faixa de fronteira e sua expropriação para fins de reforma agrária; e pela retirada do projeto, da Câmara e do Senado, que propõe a redução da faixa de fronteira.

Dizer não à ação das transnacionais e ao agronegócio, é uma tarefa inadiável de todas e todos que lutam por um mundo de igualdade.

TOTAL SOLIDARIEDADE A LUTA DAS MULHERES DA VIA CAMPESINA!

Solidariedade às Mulheres da Via Campesina
Isabel Aparecida Pinto Alvarez – Professora do Centro Universitário Fundação Santo André

Venho expressar total solidariedade com a luta da Via Campesina, em especial das mulheres que ocuparam a fazenda Tarumã em 04 de março último, contra os interesses do agronegócio e a favor de melhor distribuição de terras, da soberania e justiça alimentar em nosso país e da preservação ambiental. Pela anulação da compra de terras pela Stora Enso! Nenhuma punição ao movimento de ocupação!

Moção de Apoio às Mulheres da Via Campesina RS
Coordenação Nacional da FEAB – Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil

A Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB) apoia a louvável ocupação de terras ilegais pertencentes à transnacional Stora Enzo, realizada pelas mulheres da Via Campesina do RS. Acreditamos na legitimidade da luta contra o modelo do Agronegócio e na luta pela soberania alimentar e territorial da população brasileira, que passa pela defesa das nossas sementes, águas e solos. Repudiamos a postura do governo do RS que demonstrou sua opção no apoio aos interesses das transnacionais que expropriam os recursos naturais do país e os utilizam como mercadorias. A Stora Enso, que ocupa área brasileira de forma ilegal, é um exemplo deste saqueio. Prestamos nossa solidadriedade à estas mulheres que, nesta semana do 8 de março, provaram mais uma vez sua coragem na defesa de um projeto popular para a classe trabalhadora.

Compañeras y compañeros del MST
Gimena Echeverriborda – militante de Comisión de Apoyo por Tierra y de la Universidad

Desde Uruguay, quiero hacerles llegar mi fraterno apoyo y total solidaridad ante la movilización en contra de empresas multinacionales, quienes a través de testaferros, y violando leyes, se instalan impunemente en Río Grande do Sul.

Nos comprometemos a seguir trabajando esta problemática en nuestro país para articular a futuro posibles movilizaciones y denuncias. Les mando un fuerte abrazo compañero y combativo. ¡¡Arriba los que luchan!!!

Às Companheiras da Via Campesina
Da Coordenação Estadual MNCR

Nós Catadores organizados no MNCR estamos com nossos braços estendidos e todo apoio a ação que a Via fez na fazenda Tarumã. Luta e Solidariedade!

Declaração de apoio
Iolanda Toshie Ide – Vice-presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Lins (SP)

Apoiamos Manifesto da Mulheres da Via Campesina a respeito da área ilegal da Stora Enso no Rio Grande do Sul.

Moção de apoio à ação da Via Campesina

Em nome do diretor executivo da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE), Jorge Eduardo Durão, bem como dos demais integrantes desta entidade, escrevemos para declarar apoio total à ação política coletiva e legítima da Via Campesina no Rio Grande do Sul, ocupando área ilegalmente adquirida pela multinacional Stora Enso. Nos dispomos desde já a repercutir a posição da Via Campesina, que sem dúvida encontra eco nos demais movimentos sociais brasileiros, em nossos veículos de comunicação.

Atenciosamente
Fausto Oliveira
Jornalista da Fase

Às Amigas da Via Campesina
De Marcos Arruda – Pacs – Rio de Janerio

Plena solidariedade com a ocupação da área tomada ilegalmente pela Empresa Stora Enso. Abraços e coragem, bravo às mulheres lutadoras, estamos com elas.

Nota de apoio
Da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos

A Rede Social de Justiça e Direitos Humanos se solidariza com as mulheres da Via Campesina que lutam contra a expansão dos monocultivos e pela preservação da agricultura camponesa. A ocupação da fazenda Tarumã representa uma denúncia contra a destruição de árvores nativas e sua substituição pelo chamado Deserto Verde. Grandes empresas se apropriam de nossas melhores terras, água e biodiversidade, deixando como resultado a destruição ambiental. A sociedade brasileira precisa acordar para este problema e a luta das mulheres camponesas tem contribuído para este debate. A Rede Social condena a repressão aos atos de protestos e envia sua
solidariedade e apoio às mulheres da Via Campesina.

MAB repudia ato de violência contra as mulheres da Via Campesina
Da Coordenação Nacional do MAB

O MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), repudia a atitude e a subordinação da governadora ao interesse de uma multinacional que adquiriu terras ilegais em território brasileiro, utilizando uma “empresa laranja”. Os mais de 45 mil hectares comprados em nome dessa empresa deveriam ser destinados à reforma agrária e à produção de alimentos que sustentam a vida dos brasileiros, à preservação do meio-ambiente, e não à plantação de eucaliptos para o lucro de empresas multinacionais.

Prestamos nossa total solidariedade às mulheres que lutam contra o agronegócio e em defesa da soberania alimentar; que resistem à toda e qualquer violência praticada contra elas e seus filhos; que tentam impedir que multinacionais se apropriam de nosso território e saqueiem nossas riquezas, seja na plantação de eucaliptos, da cana e da construção de barragens. Viva a coragem das mulheres que fazem a luta de resistência para produzir alimentos, preservando o meio ambiente e colocando a continuidade da vida dos seres humanos em primeiro plano.

Água e energia não são mercadorias!

Carta de apoio à luta das Mulheres – RS
Da Coordenação Nacional do MNDH

O MNDH (Movimento Nacional de Direitos Humanos) se solidariza com a luta justa das mulheres; repudia e condena a violência da polícia, a forma como são tratados os trabalhadores e trabalhadoras e a criminalização e desmoralização dos movimentos e das lutas sociais feita pela grande mídia e pelas autoridades.

O MNDH também se solidariza com as mulheres na luta pela anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na faixa de fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária. Também apóia a retirada dos projetos que tramitam no Congresso Nacional propondo a redução da faixa de fronteira, medida provocada pela pressão das empresas de celulose e
outros grandes interesses econômicos.

Brasília, 05 de março de 2007.

Solidariedade às Mulheres da Via Campesina
De Heloísa Fernandes – socióloga, professora (aposentada) da USP e professora da Escola Nacional Florestan Fernandes

A Polícia Militar do Rio Grande do Sul enfrentou com bombas de efeito moral, balas de borracha, cães e cavalos, mulheres e crianças da Via Campesina! Mulheres e crianças desarmadas ousaram denunciar que o capital multinacional está adquirindo enormes extensões de terras brasileiras ao arrepio da lei para arrasá-las com suas plantações de eucaliptos! Mulheres e crianças perigosos, porque têm a coragem de enfrentar este capitalismo selvagem, que degrada o meio ambiente e ameaça a nossa sobrevivência! Mulheres e crianças perigosos, porque querem as terras para plantar alimentos! Proponho que neste mês da mulher, façamos uma homenagem especial às mulheres da Via Campesina pois graças à sua coragem e ao seu espírito cívico, podemos acreditar que algum dia nosso país ainda vai ter jeito!

Declaração de apoio às Mulheres da Via Campesina
Da Rede Deserto Verde Espírito Santo

A Rede Deserto Verde do Espírito Santo vem prestar sua solidariedade às mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul, agredidas pela polícia do Estado e pela multinacional Stora Enso, quando defendiam seus direitos à terra, à agua, à soberania alimentar, seriamente ameaçadas pela expansão do plantio de eucalipto em larga escala para produção de celulose. Eles fecham suas fábricas no Norte e transferem pra cá a poluição e os graves impactos sociais.
Estamos atentos aos graves desdobramentos dessa violência empresarial e estatal contra as mulheres camponesas, e colocamos nosso apoio e solidariedade às companheiras.

Diga Não Ao Deserto Verde!

Em solidariedade à ação da Via Camponesa
Do Fazendo Média

As corporações de mídia entraram na cobertura, mas pela linha da criminalização das camponesas. É sempre bom ressaltar que nossa crítica vaiem direção ao sistema de comunicação tal como ele se apresenta hoje: concentrado em poucas mãos e a serviço da exploração do povo brasileiro. Os repórteres, de modo geral, são bem intencionados e têm apenas sua força de trabalho para vender. Entretanto, algumas vezes eles fazem de tudo para satisfazer seus patrões e esquecem qualquer compromisso com a ética profissional. No Jornal do STB de hoje, o apresentador disse o seguinte: "Se essas mulheres acham que estão fazendo algo defensável, por que usam lenços sobre o rosto? Deviam fazer isso de cara aberta". O apresentador em questão não é mulher, não é camponês e não sabe o que é viver sem ter onde morar e trabalhar. Não conhece o significado da palavra "sem-terra". Além de nunca ter passado por essas necessidades (ou sentido os preconceitos por viver numa sociedade machista, no caso das mulheres), o apresentador, de uma sala com ar-condicionado, aceita alegremente fazer o jogo do patrão, cujos interesses são muito parecidos com os interesses dos donos da Stora Enso e dos governantes do Rio Grande do Sul. Ele pede para ver a cara daquelas mulheres, que ousaram lutar para fazer valer seus direitos básicos – previstos na Constituição – e, para isso, colocando em risco a vida dos próprios filhos. Mas o apresentador não tem idéia do que isso significa. Nem nunca terá. Será sempre um medíocre, vassalo das corporações multinacionais, escravo de seu tão alto quanto indigno salário e um covarde, que jamais diria o que disse na frente de uma daquelas camponesas. Não precisava ser mais de uma pra dar conta de um cretino adestrado como esse; um pulha, um rato, que além de tudo ofende todos os jornalistas que procuram fazer seu trabalho com correção e em observância ao juramento profissional: "A Comunicação é uma missão social. Por isto, juro respeitar o público,
combatendo todas as formas de preconceito e discriminação, valorizando os seres humanos em sua singularidade e na luta por sua dignidade"

Às Mulheres da Via Campesina
Dos Amigos do MST Suécia

Estamos juntos com as amigas de Via Campesina e sentimos muita vergonha de estar do mesmo pais como esta empresa. Firmes!

Contra os desertos verdes todas as ações são legítimas
De Paulo Henrique Martinez – professor de História da Universidade Estadual Paulista/Assis

A instalação de empreendimentos para a produção de papel e celulose no Rio Grande do Sul oferece risco de desequilíbrios sociais indesejáveis, desnecessários e danos irrecuperáveis ao meio ambiente da região sul do Brasil. Ali estão localizados o aqüifero Guarani e os pampas, dois importantes patrimônios ambientais, além de um singular patrimônio cultural do Brasil. A indiferença ou a omissão das nossas autoridades governamentais devem ser condenadas e ações da sociedade civil são formas legítimas para denunciar e impedir a degradação da vida e da natureza. As mulheres da Via Campesina e seus apoiadores tomaram uma iniciativa corajosa e exemplar. Elas merecem o apoio incondicional e irrestrito de todos aqueles que querem um futuro e um país melhor.

Apoio às Mulheres da Via Campesina
Do Grupo Motim de Teatro

Nós, do Grupo Motim de Teatro, entendemos o sofrimento que é viver cercado por monoculturas de eucaliptos. Além de empobrecimento do solo, agride nossas culturas. Queremos levar nosso apoio a ação da mulheres da Via Campesina que bravamente ocuparam a área sobre domínio ilegal da transnacional Stora Enso. Essa empresa que, junto com a Aracruz, são as grandes destruidoras do Meio Ambiente no ES, e breve vão fazer o mesmo no RS. Parabéns pela a Ação e não nos calemos diante dessas ameaças do império do lucro e dinheiro.

Cariacica, ES, 05 de março de 2008.

Fonte: MST

Veja também