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Entidades solicitarão intermediação da bancada federal gaúcha para demandas de servidores

Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia encaminhará à bancada federal gaúcha solicitação de que haja empenho na intermediação junto ao governo federal e ministérios, no sentido de que as pautas dos servidores sejam debatidas, negociadas e atendidas.

 

As Comissões de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia e de Segurança e Serviços Públicos realizaram audiência conjunta, na manhã desta segunda-feira (13), para debater a greve dos servidores de instituições federais de ensino no Estado. Os grevistas querem a intermediação da bancada federal gaúcha.

O presidente da Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia, deputado Nelsinho Metalúrgico (PT), comunicou ao final da reunião  que encaminhará à bancada federal gaúcha solicitação de que haja empenho na intermediação junto ao governo federal e ministérios, no sentido de que as pautas dos servidores sejam debatidas, negociadas e atendidas. Também encaminhará aos ministérios do Planejamento e Educação os resultados da audiência pública.

O parlamentar ressaltou a importância do papel das universidades e institutos federais junto à sociedade brasileira, que ”vão além das questões salariais reclamadas pelos servidores”. O papel da universidade, sublinhou, ”é produzir conhecimento para a transformação social, na busca da superação dos dilemas e do atraso que afetam os brasileiros”, reafirmou.

Manifestações da entidades

Mozart Simões da Costa Júnior, coordenador-geral da Associação dos Servidores da Ufrgs UFCSPA e IFRS, destacou que o contingenciamento de recursos, promovido pelo governo federal, atingirá todas as instituições de ensino do país e que a Ufrgs, UFCSPA e os IFRS igualmente serão afetados. “A consequência será a precarização da própria educação”, advertiu.

Para Mozart, a greve é o único recurso disponível para que os servidores pressionem o governo central objetivando uma reposição salarial capaz de garantir não somente as perdas inflacionárias, mas também algum ganho real de salário.

A presidente do Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior de Porto Alegre (ADUFRGS-Sindical), Maria Luiza Ambros von Holleben, que também representou o Proifes-Federação,  manifestou total apoio à greve dos servidores das instituições federais de ensino no Estado e destacou que o movimento é justificável para que a educação seja vista não como despesa, mas como investimento no país.

A coordenadora da Associação dos Servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Assufrgs), Bernardete Menezes, destacou a importância das instituições federais para o próprio desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Ela criticou o corte de recursos, protagonizado por Brasília, às instituições de ensino, salientando que a atitude determina a precarização do próprio ensino, “pois atingem não só a manutenção estrutural, mas também os investimentos em programas de pós-graduação e pesquisas”.

O diretor-geral do Instituto Federal RS, da Restinga, professor Gleisom Samuel do Nascimento, solidarizou-se com a greve dos servidores e defendeu que a educação seja colocada sempre como prioridade dos governos.

Segundo o representante da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), professor Carlos Alberto Gonçalves, existem hoje no pais 41 instituições de ensino federais em greve e defendeu o reajuste salarial superior à inflação projetada para o período, além de ganhos reais. Igualmente defendeu a manutenção da carreira docente, com a realização de concurso público e dedicação exclusiva dos professores.

Ele sublinhou que as universidades públicas possuem 11% dos alunos do ensino superior do país, mas que estas instituições produzem 90% das pesquisas desenvolvidas no Brasil. “Isto, por si só, justificaria todo o investimento realizado”, apontou.

O representante do diretório do Centro Acadêmico da Ufrgs, Juliano Marchant, ponderou que as instituições federais de ensino superior passaram de um período de expansão para o colapso, onde os cortes implementados pelo governo federal precarizam toda a vida acadêmica e afetam a produção do conhecimento no país. Para ele, a greve dos servidores não é apenas uma questão trabalhista, mas também dialoga com a qualidade e os rumos da educação pública e gratuita no Brasil.

Laura Zahr, representante do diretório do Centro Acadêmico da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), alertou para os reflexos dos cortes das verbas governamentais para a educação e a sua consequente precarização. Ela declarou solidariedade à greve dos servidores das instituições federais de ensino no Estado.

 

Fonte: Agência de Notícias ALRS

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