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Estudantes ocupam reitoria da UFSM na noite desta quarta-feira

Cerca de cem estudantes ocuparam, na noite desta quarta-feira, a reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A exemplo dos protestos realizados em universidades de São Paulo, os estudantes gaúchos reivindicam mais verbas do Ministério da Educação para as instituições federais e para assistência estudantil.

Cerca de cem estudantes ocuparam, na noite desta quarta-feira, a reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A exemplo dos protestos realizados em universidades de São Paulo, os estudantes gaúchos reivindicam mais verbas do Ministério da Educação para as instituições federais e para assistência estudantil. Eles defendem a ampliação do restaurante universitário e maior democracia nas eleições internas.

Igor de Bearzi, integrante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFSM, afirma que continuarão no local até que o reitor dialogue com os estudantes. Eles também querem manter público o Prédio de Apoio da universidade. Localizado no centro de Santa Maria, o local abriga cursos e atividades culturais para cerca de 900 moradores carentes da cidade.

"Esse prédio de apoio a reitoria tem alegado que pode ser vendido devido a não existir mais, nesse espaço, cursos da universidade. O que nós temos defendido é que o prédio não pode ser privatizado, porque lá funcionam os serviços de fonoaudiologia, coral universitário e outras atividades culturais. Também existe lá um pré-vestibular popular e existe a demanda para a criação de um outro cursinho pré-vestibular", diz.

Os estudantes também têm reivindicações ao governo federal. As principais são o aumento das verbas para a educação e o fim do veto colocado pelo governo de Fernando Henrique ao artigo do Plano Nacional de Educação que destina 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país para o setor.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) anunciou que novas ocupações em reitorias de todo o País devem ocorrer na próxima terça. Na UFSM, além dos estudantes, os servidores estão em greve desde a última segunda. Eles reivindicam melhorias no plano de carreira e pagamento de benefícios e criticam o projeto de lei que regulamenta a greve dos servidores públicos.

Fonte: Raquel Casiraghi/Agência Chasque 

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