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Expansão de megaempresas altera perfil do ensino privado gaúcho

A expansão da empresa paulista Anhanguera no Rio Grande do Sul está preocupando professores do Estado. O grupo já comprou as Faculdades Atlântico Sul, em Pelotas e Rio Grande, em 2007, e a Faculdade Planalto, em Passo Fundo, no começo do ano. Agora, sua próxima aquisição pode ser o Centro Universitário Ritter dos Reis (Uniritter), que tem unidades em Porto Alegre e região metropolitana.

A expansão da empresa paulista Anhanguera no Rio Grande do Sul está preocupando professores do Estado. O grupo já comprou as Faculdades Atlântico Sul, em Pelotas e Rio Grande, em 2007, e a Faculdade Planalto, em Passo Fundo, no começo do ano. Agora, sua próxima aquisição pode ser o Centro Universitário Ritter dos Reis (Uniritter), que tem unidades em Porto Alegre e região metropolitana.

A diretora do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Sinpro), Cecília Farias, conta que já existem rumores de que a UniRitter foi vendida à Anhanguera. Mas como a empresa é uma sociedade anônima, ainda não é possível confirmar a informação.

Caso a venda da UniRitter aconteça, Cecília afirma que a qualidade do ensino pode decair. A Anhanguera, que também está inserida em outros estados, costuma aumentar consideravelmente o número de alunos em sala de aula.

“Estudos na área da pedagogia indicam que a educação precisa ser feita de forma que o educador possa trabalhar com a individualidade dos alunos. Ela também não pode desconsiderar que um número grande de alunos na mesma sala de aula é um forte indício que se perde em qualidade de ensino”, diz.

Além disso, Cecília defende que um grupo com perfil empresarial prejudica a qualidade do ensino, porque ele encara a educação como mercadoria.

“A instituição tem um preço x por aluno e o seu capital é colocado na Bolsa de Valores. Nós ainda temos muito dificuldade de associar educação e comércio. É uma situação com a qual não temos proximidade e discordamos, porque entendemos que a educação não pode ser vista como um negócio”, diz.

Cecília também afirma que a preocupação é com a qualidade do ambiente de trabalho dos professores. Por ser uma megarede, a categoria não vai mais estar próxima da direção da instituição, o que pode prejudicar o cumprimento dos acordos coletivos.

Fundada em 1994, a Anhanguera transformou-se em entidade com fins lucrativos em 2003. Há cinco anos, possuía três unidades de ensino. Hoje, conta com unidades em 33 cidades no país.

Fonte: Paula Cassandra/Agência de Notícias Chasque

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