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Falta de segurança na Ufrgs preocupa a Assufrgs

Na madrugada do dia 6 foi assassinado um trabalhador terceirizado na entrada do Campus do Vale. A Assufrgs entende que este não é um fato isolado e sim produto do aumento da violência no conjunto da sociedade. No entanto, a falta de segurança nos Campi da Universidade tem crescido e preocupado a entidade.
Para debater o assunto, a Assufrgs convidou representantes da Adufrgs e do DCE para uma reunião no dia 8, na Prefeitura do Campus do Vale com as presenças do Prefeito do Campus do Vale, Engº Rui Muniz, e do Chefe da Segurança da Ufrgs, Daniel Augusto Pereira.

Na madrugada do dia 6 foi assassinado um trabalhador terceirizado na entrada do Campus do Vale. A Assufrgs entende que este não é um fato isolado e sim produto do aumento da violência no conjunto da sociedade. No entanto, a falta de segurança nos Campi da Universidade tem crescido e preocupado a entidade.

Para debater o assunto, a Assufrgs convidou representantes da Adufrgs e do DCE para uma reunião no dia 8, na Prefeitura do Campus do Vale com as presenças do Prefeito do Campus do Vale, Engº Rui Muniz, e do Chefe da Segurança da Ufrgs, Daniel Augusto Pereira.

Rui Muniz salientou que as dificuldades são grandes já que o campus do Vale é maior que 400 prefeituras do RS. Informou das medidas tomadas quanto à infra-estrutura como a colocação de lâmpadas, cercamento, cinco estacionamentos novos e cancelistas. Também foi solicitado apoio à Brigada para a ronda no anel viário e Bento. Disse que tem tido apoio da administração, mas que falta pessoal, pois não há concurso público a mais de 10 anos e que em 8 anos não haverá mais nenhum funcionário da manutenção do quadro da Ufrgs.

“O problema de segurança não é exclusivo da universidade, é reflexo do crescimento da crise social. Neste sentido, a Prefeitura tem tido a preocupação de ter políticas para a comunidade em frente ao campus, que é muito carente”, salientou. Relatou um projeto de coleta de lixo seletiva em conjunto com a comunidade da Vila Augusta.

Daniel informou que a segurança também tem problemas de pessoal, mas tem tido apoio da administração. Acaba de receber 50 rádios e que os vigilantes terão treinamento para sua utilização. Que se houver monitoramento está comprovado que diminuiu bastante os problemas de segurança. “A UFMG tinha ocorrência de 20 a 25 carros roubados por ano, depois de colocar câmeras no campus baixou para 4. Em 2006 prendemos a quadrilha que roubava carros baixando para um roubo neste ano”, informou.

Segundo Daniel foi solicitado o apoio da Polícia Civil, “Mas vimos que eles estão pior do que nós. Tem 17 policiais e quatro equipes responsáveis por atender todos os roubos de carros da cidade. Para se ter uma idéia do sucateamento, a impressora deles é matricial”. O chefe da Segurança acredita que tem aumentado os roubos na Ufrgs também devido ao seu crescimento. “No Fundão (Ufrj) são 100 roubos/ano. A UNB também. Santa Catarina, 30. No Vale, em 2005 foram cinco e em 2006 foram seis. No entanto, em 2006 tivemos 1.355 ocorrências. 60% delas foram de portas ou janelas abertas ou com as chaves nas portas”.

A vigilância, além de suas atividades normais, atende o posto de saúde e acompanha estudantes nas aulas nas matas ao redor do campus. O último concurso foi em 1991. São somente 105 vigilantes, mais 220 terceirizados, para cobrir 2.200 hectares. Se forem divididos pelos turnos, são 100 vigilantes por dia. A média de idade é a mesma da Prefeitura, 49 anos. Têm vigilantes com mais de 60 anos. São 963 horas de afastamento por doença.
O representante da Adufrgs falou que tiveram uma audiência com o reitor onde propuseram duas medidas: 1. Iluminação 2. Guarita na escada central.

Rui destacou que tem somente três pessoas que cobrem postes aéreos, 16 subestações de chão, 600 postes, 5 mil metros de fiação. Não tem gente para cobrir tudo. Que a guarita já foi colocada, mas não tem efetivo para colocar lá.

Segundo o representante do DCE, foi realizado recentemente um encontro para debater o tema e que nas eleições a questão mais levantada foi segurança. Os estudantes também estão defendendo propostas como maior iluminação e contratação de vigilantes.

A coordenadora geral da Assufrgs Berna Menezes destacou que a entidade está preocupada com o crescimento da violência e que tomou a liberdade de chamar aquela reunião com as entidades que representam a maioria da comunidade universitária e os setores onde poderia ter dados concretos sobre a segurança no Vale. “A morte do colega terceirizado não foi um fato isolado e também estamos solicitando uma audiência com o reitor”. As entidades deliberaram que marcariam uma audiência conjunta com o reitor.

O reitor informou à Assufrgs que foi formada uma comissão especialmente para cuidar deste tema e que nos dirigíssemos direto a ela, pois teriam autoridade para encaminhar as questões levantadas por nós.

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