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Feijoada Afirmativa e Matrícula de cotistas na UFRGS: no fim da fila

Estudante da UFRGS (que pede para ter sua identidade preservada) envia relato sobre problema ocorrido dias atrás na matrícula do curso de Nutrição

Na quarta-feira 24/06 foi comemorado os dois anos de aprovação do programa de Ações Afirmativas na UFRGS. Às 11h30 foi preparada uma “Feijoada Afirmativa” em frente a Faculdade de Educação (Campus Centro),  visando também rearticular os apoiadores dessa política e continuar a batalha pela sua implementação efetiva.

O programa de cotas ainda tem muito para avançar nos seus objetivos. A comissão de acompanhamento aos alunos cotistas ainda padece com a falta de estrutura e apoio institucional da Universidade; os dados sobre o programa não vem sendo repassados pela Administração Central à Comissão de Acompanhamento; não foi constituída uma ouvidoria para casos de preconceito e assédio moral;  e o ponto de corte uniforme no concurso vestibular (que não observa a reserva de vagas como critério) permanece um importante limitador do acesso de estudantes pobres e negros à universidade.

A atividade foi promovida pelo Fórum de Ações Afirmativas, Diretório Central dos Estudantes, com apoio do GT Antiracismo da Assufrgs.

Com Informações e foto DCE-Ufrgs

Matrícula de cotistas na UFRGS: no fim da fila

Estudante da UFRGS (que pede para ter sua identidade preservada) envia relato sobre problema ocorrido dias atrás na matrícula do curso de Nutrição:

“Ocorreu um problema bastante sério no que diz respeito aos alunos cotistas. Já entrei em contato com o DCE, mas pelo que vi não há muito o quê fazer. Não sei que procedimento foi adotado, mas os alunos não cotistas, cotistas da escola pública e das cotas étnicas fizeram matrícula na mesma sala, mas em faixas de horários diferentes (separados de acordo com a forma de ingresso). As colegas afrodescendentes ficaram por último para fazer a matrícula, gerando constrangimento evidente. As 5 meninas ficaram na última faixa de horário, enquanto todos os outros faziam suas matrículas. A situação foi tão absurda que mesmo os alunos não cotistas perceberam o mal estar causado pela situação. Não bastasse o estigma que os cotistas sofrem, eles já são discriminados na própria matrícula”.

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