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Governo Yeda mostra fraqueza diante de denúncias do PSOL

Chama a atenção a tíbia reação da governadora Yeda Crusius (PSDB), até a manhã desta sexta-feira,dia 20, diante das graves acusações feitas pelo PSOL. Afinal de contas, ela foi acusada de ser integrante de uma quadrilha que estaria roubando o erário público. Simplesmente isso.Os acusadores não apresentaram provas, o que justificaria um enérgico e indignado [...]

Chama a atenção a tíbia reação da governadora Yeda Crusius (PSDB), até a manhã desta sexta-feira,dia 20, diante das graves acusações feitas pelo PSOL. Afinal de contas, ela foi acusada de ser integrante de uma quadrilha que estaria roubando o erário público. Simplesmente isso.

Os acusadores não apresentaram provas, o que justificaria um enérgico e indignado pedido de reparação e de apresentação das mesmas. No episódio recente da campanha dos sindicatos de servidores contra o governo, Yeda anunciou rapidamente um processo contra os responsáveis. Agora, silencia. Esse silêncio pode ser entendido no contexto da dúvida instaurada acerca da existência das provas. Ou elas existem, ou não existem. É simples assim. Se não existem, os denunciantes são uns desvairados. Se existem, quem é acusado, pode pensar duas vezes antes de pedir a apresentação das mesmas. O pedido pode ser atendido.

No final da noite de ontem, dia 19, várias manifestações indicavam um clima de apreensão entre os aliados políticos mais experientes do atual governo. Embora o PSOL não tenha apresentado provas, as denúncias são de tal modo detalhadas – e ligadas com outros episódios relacionados ao escândalo do Detran – que assumem um ar de fio desencapado para os atuais ocupantes do Piratini. A misteriosa morte de Marcelo Cavalcante, que, aliás, precipitou a entrevista coletiva do PSOL, agrega um ingrediente explosivo a esse quadro. Além da proximidade com Yeda, Cavalcante era amigo de Lair Ferst que, segundo o PSOL, é autor das gravações (em áudio e vídeo) que mostrariam práticas não muito republicanas nos porões do “novo jeito de governar”. A situação da governadora é muito delicada. E seus aliados sabem disso.

A resposta do Palácio Piratini

No início da noite, a assessoria de imprensa da governadora Yeda Crusius divulgou uma curta e lacônica nota sobre as denúncias do PSOL, afirmando:

"Em resposta às demandas recebidas da imprensa, o Palácio Piratini informa que as declarações que o PSOL deu em entrevista coletiva foram desmentidas pelo Ministério Público Federal".

Até as 20h40min, a nota sequer havia sido publicada no site do governo do Estado, onde um dos destaques era "a reprodução do link dentro da Agência de Fotos de onde se poderá baixar as fotos posadas com a Governadora".

A nota divulgada pela assessoria de imprensa do procurador da República, Adriano Raldi, não se refere, na verdade, ao conteúdo das denúncias. Na referida nota, Raldi nega que o PSOL tenha tido acesso a qualquer informação do processo junto ao órgão (o que é confirmado pelo próprio PSOL, que alega ter outras fontes).

Além disso, nega que tenha ocorrido um acordo de delação premiada com Lair Ferst e Marcelo Cavalcante no inquérito da Operação Rodin, que investigou a fraude no Detran (os integrantes do PSOL sugeriram que esse acordo se deu após a conclusão do inquérito). E diz desconhecer as provas que o PSOL afirma estarem em poder do MPF. Por fim, nega que estava marcado um depoimento de Marcelo Cavalcante. Já a esposa do mesmo disse que ele estava muito apreensivo e nervoso com um depoimento que deveria prestar no dia 27 de fevereiro.

Fonte: Marco Aurélio Weissheimer/Blog RS Urgente

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