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Greve geral nesta quarta critica pacote econômico de Yeda Crusius

Trabalhadores e sindicalistas ligados às centrais sindicais, CUT, Conlutas e Intersindical, e movimentos sociais realizam, nesta quarta-feira (7), uma greve geral contra o pacote econômico enviado pela governadora Yeda Crusius à Assembléia Legislativa gaúcha.

Trabalhadores e sindicalistas ligados às centrais sindicais, CUT, Conlutas e Intersindical, e movimentos sociais realizam, nesta quarta-feira (7), uma greve geral contra o pacote econômico enviado pela governadora Yeda Crusius à Assembléia Legislativa gaúcha. Além das paralisações em empresas e fábricas, trabalhadores também realizam atos públicos e caminhadas em todo o Rio Grande do Sul. As mobilizações se concentram nas 16 regiões gaúchas, entre elas Palmeira das Missões, Passo Fundo, Erechim, Santana do Livramento, Caxias do Sul e Santa Rosa.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul (CUT), Celso Woyciechowski, relata que os trabalhadores também vêm mantendo um amplo diálogo com deputados da Assembléia, a fim de que não aprovem o pacote, que deve ser votado até o final de Novembro. "Chamamos a responsabilidade dos deputados para o desenvolvimento, a economia e a geração de empregos no RS. Sensibilizamos os parlamentares para que rejeitem o pacote", diz.

Para criticar o chamado Plano de Recuperação do Estado, da governadora Yeda Crusius (PSDB), os trabalhadores se baseiam nos prejuízos gerados pelo aumento de impostos durante o governo de Germano Rigotto (PMDB). De acordo com Celso, a elevação de 25% para 30% nas alíquotas de combustível, telefonia e energia elétrica pelo ex-governador reduziu de 80 a 100 mil postos de trabalho no Estado em 2005. Na época, Rigotto, assim como anuncia a governadora Yeda, afirmou que o aumento seria temporário, o que não ocorreu. Ele cortou ainda investimentos nas áreas sociais e atrasou, algumas vezes, o salário dos servidores estaduais, mas o rombo de R$ 1,8 bilhões no caixa estadual não foi combatido.

Celso teme que o pacote proposto pela governadora, que é ainda mais pesado em tarifas do que o do governo anterior, torne a economia gaúcha refém da guerra fiscal. Para o sindicalista, há saídas para o quebra de R$ 1,3 bilhão previsto no orçamento de 2008, que não seja aumento de impostos.

"E há alternativas visando o desenvolvimento e a retomada do crescimento e do equilíbrio financeiro que não são o aumento de impostos e nem a venda de patrimônio público. Hoje, segundo dados da Secretaria da Fazenda, o Estado deixa de arrecadar R$ 6,6 bilhões ao ano em função das desonerações e dos incentivos fiscais. Elementos esses que poderiam estar, tranqüilamente, equilibrando as finanças do Estado. Além disso, o Estado deixa de arrecadar R$ 1,5 bilhão em função da sonegação. E quando se tem aumento de impostos, obviamente que a sonegação aumenta ainda mais", afirma.

Os policiais civis, agentes penitenciários e peritos iniciam as mobilizações da categoria já nesta terça-feira, dia 06. As demais categorias irão concentrar suas atividades na quarta-feira. O Plano de Recuperação do Estado da governadora Yeda Crusius prevê aumento de 17% para 18% na taxa básica de ICMS e ainda aumentos que chegam a 5% para energia elétrica e combustível. O projeto também determina o corte de até 700 cargos de confiança, venda de imóveis que não estão sendo utilizados pelo governo e a criação de uma Lei de Responsabilidade Fiscal estadual.

Fonte: Raquel Casiraghi/Agência Chasque

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