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Manifestação contra genocídio na Faixa de Gaza reúne mil pessoas em Porto Alegre

Cerca de mil pessoas lotaram o Plenarinho da Assembléia Legislativa na manhã desta terça-feira (13), durante o relançamento oficial do Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino. O ato contra o genocídio patrocinado por Israel na Faixa de Gaza reuniu centrais sindicais, sindicatos, entre eles a Assufrgs, partidos políticos, movimentos sociais e colônias de palestinos do Rio Grande do Sul.

Cerca de mil pessoas lotaram o Plenarinho da Assembléia Legislativa na manhã desta terça-feira (13), durante o relançamento oficial do Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino. O ato contra o genocídio patrocinado por Israel na Faixa de Gaza reuniu centrais sindicais, sindicatos, entre eles a Assufrgs, partidos políticos, movimentos sociais e colônias de palestinos do Rio Grande do Sul.

"Sou palestino, não faço guerra, defendo a minha terra" foi uma das palavras de ordem mais entoadas durante o protesto, que foi seguido de caminhada até a Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre.

O Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino do Rio Grande do Sul divulgou documento com informações que remontam à origem do conflito na Faixa de Gaza e à atual ofensiva promovida pelo exército de Israel, convocando a população a denunciar e combater o genocídio promovido por aquele Estado com o apoio dos EUA.

O Comitê exige o fim imediato dos ataques e agressões ao povo palestino; a retirada incondicional das tropas israelenses e o levantamento do cerco a Gaza; a abertura de passagens para ajuda humanitária; o fim da ocupação militar no território palestino e a garantia de um Estado Palestino livre, laico, soberano e viável.

Leia o documento na íntegra:

Em 1947 o Conselho de Segurança da ONU aprovou a partilha que dividiu a histórica Palestina em dois estados (Israel e Palestina). Quase 800 mil palestinos foram expulsos de forma brutal e sangrenta de suas terras, vilas e lares. Sessenta anos após, o povo palestino continua resistindo à ocupação israelita-sionista. Mesmo condenado a sobreviver em campos de concentração dentro de 17,2% do que lhes restou de suas terras, ou a ser cidadãos de segunda categoria dentro das fronteiras de Israel.

O que acontece na Palestina?

A nação palestina sofre um verdadeiro regime de Apartheid: cidades cercadas por muros e arames farpados, mais de 600 postos de controle que impedem a livre circulação, servindo como instrumentos de castigo coletivo à população. A construçao promovida por Israel de assentamentos ilegais, os mais de 10 mil presos políticos nos cárceres israelenses, a "ocidentalização" de Jerusalém Oriental, mostram que Israel ocupa a Palestina, militar, econômica e politicamente.

Quem são os Palestinos?

Os palestinos são aproximadamente nove milhões. Quatro milhões vivem na Jordânia, Síria, Líbano e outros paises árabes onde sobrevivem em campos de refugiados. Um milhão de palestinos encontra-se em diáspora nos mais diferentes países. Mais quatro milhões vivem nos territórios ocupados da Palestina, Cisjordânia, Faixa de Gaza e Israel.

Os palestinos vivem sob a política segregacionista do governo de Israel, que detém o controle do fornecimento de água, eletricidade e combustíveis. A movimentação dos palestinos é severamente controlada por 600 barreiras militares, muro da vergonha com 700km de comprimento e 8m de altura, que corta e cerca a Palestina.

Israel controla todas as fronteiras, não permitindo o retorno dos palestinos. A Faixa de Gaza é a área de maior densidade populacional do planeta, com cerca de quatro mil habitantes por quilômetro quadrado.

O massacre

Desde o dia 27 de dezembro de 2008, o exército de Israel vem promovendo um novo massacre. Não podemos chamar de guerra esta carnificina, onde o quarto maior exército mundial executa indistintamente crianças e mulheres com o pífio argumento de que combate as forças do Hamas. Esta agressão criminal é contra o povo palestino, suas casas, escolas, mesquitas, hospitais, crianças, mulheres e anciões.

Terrorismo, para Israel, é qualquer ato de resistência, é qualquer árabe que não se submeta aos ditames dos invasores.

As verdadeiras razões da barbárie

Às vésperas das eleições em Israel, o governo sionista lança os violentos ataques ao povo palestino com a intenção de promover eleitoralmente seus partidos às custas do sangue de inocentes. Ao mesmo tempo que busca, através da força, dividir a nação palestina e seus representantes, para impedir a criação de um Estado Palestino livre e soberano.

O Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino – RS convoca

A todos os democratas do mundo a denunciar esta monstruosidade e combater, de todas as formas possíveis, as atrocidades do governo de Israel e seu comparsas imperialistas , os EUA, com sua política de dominação opressiva, massacrando povos do oriente médio, como Iraque, Afeganistão, Palestina, Líbano…

1- FIM IMEDIATO DOS ATAQUES E AGRESSÕES AO POVO PALESTINO

2- RETIRADA INCONDICIONAL DAS TROPAS ISRAELENSES E LEVANTAMENTO DO CERCO A GAZA

3- ABERTURA DAS PASSAGENS PARA AJUDA HUMANITÁRIA

4- FIM DA OCUPAÇÃO MILITAR DO TERRITÓRIO PALESTINO

5- POR UM ESTADO PALESTINO LIVRE, LAICO , SOBERANO E VIAVÉL.

Entidades Participantes do comitê:

Centro Brasileiro de Defesa da Soberania dos Povos e Luta Pela Paz – CEBRAPAZ, Federação das Associações Árabe-Palestinas do Brasil FEPAL, Sociedade Árabe Palestina do RS – SOPAL, PSOL, PCdoB, PCB, PSTU, PT, Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes, Movimento Revolucionário, Mov. Avançando Sindical, Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Juventude Avançando, Comitê pela Libertação da Palestina, União da Juventude Socialista, União da Juventude Comunista, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, União Brasileira dos Estudantes, Sociedade Palestina, SEMAPI, CPERS, SINDISPREV, CUT RS, CTB RS, CONLUTAS RS, INTERSINDICAL, OAB RS, SINDIPETRO RS, Associação Cultural José Martí, Associação de Médicos e Amigos de Cuba, Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União das Associações de Moradores de Porto Alegre, Clube de Cultura, Sindicato dos Assistentes Sociais.

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