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Marcha e debate encerram Semana da Consciência Negra de Porto Alegre

Dois grandes eventos marcam o encerramento da 12ª Semana da Consciência Negra de Porto Alegre (Secon), hoje, 20, data da morte do líder Zumbi dos Palmares, em 1695: o “1º Encontro Municipal das Comunidades Quilombolas Urbanas e Rurais – resistência e estratégia contra a retirada de direitos”, das 13h30 às 16h30, no Galpão Crioulo do [...]

Dois grandes eventos marcam o encerramento da 12ª Semana da Consciência Negra de Porto Alegre (Secon), hoje, 20, data da morte do líder Zumbi dos Palmares, em 1695: o “1º Encontro Municipal das Comunidades Quilombolas Urbanas e Rurais – resistência e estratégia contra a retirada de direitos”, das 13h30 às 16h30, no Galpão Crioulo do Parque Maurício Sirotsky Sobrinho (Harmonia), e a 2ª Marcha Zumbi dos Palmares, com saída do Largo Glênio Peres, às 17h, até o Largo Zumbi dos Palmares.

Após a marcha, às 18h, tem início a "3º Escambo – Feira de trocas de cultura e conhecimento". Em seguida, começam os shows: Maracatu Truvão, Banda da Saldanha, BFN – Banca Forte da Norte, Revolução RS, Manos da Periferia, Grupo Ganga Zumba.

Organizada pelo Núcleo de Políticas Públicas para o Povo Negro, da Coordenação de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana (SMDHSU), e com apoio da Secretaria Municipal da Cultura, neste ano, a Secon enfoca a discussão sobre as comunidades quilombolas urbanas e rurais. Segundo pesquisa feita pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Ufrgs, em maio deste ano, Porto Alegre tem 172 famílias (veja quadro) remanescentes de quilombos.

Objetivo – “O objetivo desse encontro é transformar a legislação acessível para essas comunidades, informando quais são os processos legais”, afirma a coordenadora do Núcleo de Políticas Públicas para o Povo Negro da SMDHSU, Letícia Nunes Almeida. Segundo Letícia, das cerca de três mil comunidades quilombolas em todo o Brasil, “menos de 10% conseguiram até agora resolver o problema da titulação da área”.

“São comunidades que se identificam muito mais com a resistência a processos de opressão histórica sobre as populações afro-descendentes do que a grupos de escravos fugidos no período da escravidão”, explica o estudo da Ufrgs. Em Porto Alegre, são quatro comunidades, em uma população estimada de mais de 600 pessoas: Quilombo da Família Silva (Bairro Três Figueiras), Areal da Baronesa (Comunidade do Guaranha), Quilombo dos Alpes (nos altos do Morro dos Alpes, no Bairro da Glória) e Quilombo da Família Fidélix (na Cidade Baixa).

Comunidade          Famílias                 %
Alpes                          56                         32,6
Areal                           71                         41,3
Família Fidélix          30                         17,4
Família Silva             15                            8,7
Total                         172                         100

Fonte: Pesquisa sobre Comunidades Remanescentes de Quilombos em Porto Alegre – 2008 / Ufrgs

Breve histórico dos Quilombos em Porto Alegre e programação. Leia mais sobre pesquisa da população afro-brasileira.

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