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Marcha Estadual dos trabalhadores rurais pressiona reforma agrária no RS

Nesta terça-feira (22), iniciou a Marcha Estadual por Reforma Agrária no Rio Grande do Sul. Cerca de 600 trabalhadores rurais Sem Terras e mais 150 crianças saíram do acampamento de Nova Santa Rita pela manhã.

Nesta terça-feira (22), iniciou a Marcha Estadual por Reforma Agrária no Rio Grande do Sul. Cerca de 600 trabalhadores rurais Sem Terras e mais 150 crianças saíram do acampamento de Nova Santa Rita pela manhã.

A Marcha pretende chegar em Porto Alegre até a próxima sexta-feira (25), quando vai se encaminhar ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Segundo o integrante do Movimento Sem Terra (MST), Gilson de Almeida, os trabalhadores devem fazer a primeira parada ainda na terça-feira, no Sindicato dos Metalúrgicos, em Canoas, onde será debatido o projeto de reforma agrária.

Gilson afirma que a marcha quer pressionar o Incra para que cumpra o Termo de Ajuste de Conduta (TAC), que assinou há oito meses. O documento também foi assinado pelo Ministério Público Federal, no encerramento da Marcha à Fazenda Guerra. Pelo acordo, deveriam ser assentadas mil famílias até Abril e outras mil até o final deste ano.

“O Incra, mais do que nunca, é tarefa dele, está na constituição, fazer o processo de reforma agrária. Então, nós queremos cobrar o acordo feito de assentar duas mil famílias, até agora foram assentadas apenas 30 famílias e isso já fazem oito meses”, diz.

Para o MST, se as duas mil famílias estivessem assentadas e produzindo, o trabalhador urbano não estaria enfrentando os altos preços dos alimentos. Os trabalhadores rurais exigem a desapropriação das fazendas Guerra, Southall e a Granja Nenê para assentar as famílias.

A Marcha também denuncia a criminalização dos movimentos sociais pela Governadora Yeda Crusius. Segundo o MST, o seu governo utiliza métodos violentos da Brigada Militar para defender os interesses de empresas estrangeiras como a Stora Enso, ilegalmente instalada na faixa de fronteira.

Ao chegar em Porto Alegre, os trabalhadores rurais vão marcar audiência com o Incra para saber como está o processo de assentamento das famílias.

A reportagem entrou em contato com o Incra, mas a sua assessoria de imprensa informou que o órgão não vai se manifestar até se encontrar com os trabalhadores da Marcha.

Fonte: Agência Chasque

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