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Metade Sul debate impactos das monoculturas no Pampa Gaúcho dias 18 e 19 de janeiro

Os impactos da monocultura de pinus e eucalipto e do arroz no Pampa Gaúcho serão tema de debate entre as comunidades da região. Nos dias 18 e 19 deste mês acontece, em Manoel Viana, Metade Sul do Estado, o 1º Seminário Regional do Bioma Pampa.

Os impactos da monocultura de pinus e eucalipto e do arroz no Pampa Gaúcho serão tema de debate entre as comunidades da região. Nos dias 18 e 19 deste mês acontece, em Manoel Viana, Metade Sul do Estado, o 1º Seminário Regional do Bioma Pampa.

Organizado pela Fundação Rio Ibirapuitã (Funrio), assentados da reforma agrária, catadores, pescadores e a prefeitura municipal, o evento deve reunir cerca de mil pessoas.

Jânio Lima, presidente da Fundação Rio Ibirapuitã, do município de Alegrete, relata que o seminário tem por objetivo estimular o debate sobre os efeitos das monoculturas que vem sendo implantadas na região. O Pampa Gaúcho, bioma tipicamente do Sul da América, abrange o Rio Grande do Sul e parte da Argentina. Jânio lembra que a vegetação e a fauna que ocupam o local são típicas desse tipo de bioma, e que qualquer alteração pode provocar danos irreparáveis na sua biodiversidade.

"O seminário que estamos organizando é para falar sobre os impactos ambientais das monoculturas, principalmente das de árvores, sobre os impactos aos recursos hídricos, fauna e flora. Inclusive as próprias lavouras de arroz, que causam um impacto muito grande na região através da irrigação. Nós, como ambientalistas, estamos preocupados porque sabemos que, com a monocultura de árvores, principalmente, haverá mudança climática e alterações nos recursos hídricos", diz.

A programação conta com a presença dos professores Ludwig Buckup, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e Antônio Philomena, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), para falar sobre os impactos das monoculturas na fauna, flora e nos recursos hídricos no Pampa. João Manoel Bicca, secretário executivo do Programa Pró-Rio Uruguai, abordará o Aqüífero Guarani e Glaisson Bencke, da Fundação Zoobotânica, falará sobre a biodiversidade da fauna e da flora do bioma. A atividade ainda terá a presença de ambientalistas e de entidades de agricultores familiares da região, da Associação Gaúcha de Empresas Florestais, a Ageflor, e da multinacional de celulose Stora Enso, que tenta se instalar na região.

O Seminário acontece nos dias 18 e 19 de janeiro no Piquete Tropilha Gaviona, em Manoel Viana. A segunda parte das atividades será nos dias 22 e 23 de março, no mesmo local. A participação no seminário é gratuita. Quem quiser certificado precisará pagar R$ 5,00 para o custo de impressão. 

Fonte: Chasque – Agência de Notícias

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