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Monocultura do eucalipto é tema de seminário em Porto Alegre

Organizações civis, sindicatos, movimentos sociais do campo e da cidade, indígenas e quilombolas realizam nesta quarta-feira, dia 16, em Porto Alegre, o seminário: “Deserto Verde: os impactos da monocultura do eucalipto para os povos”.

Organizações civis, sindicatos, movimentos sociais do campo e da cidade, indígenas e quilombolas realizam nesta quarta-feira, dia 16, em Porto Alegre, o seminário: "Deserto Verde: os impactos da monocultura do eucalipto para os povos".

A atividade inicia às 9h no Salão de Atos da Ufrgs (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e segue durante todo o dia, encerrando-se às 16h. A expectativa é de mil participantes de várias regiões do RS.

O seminário tem por objetivo aprofundar o debate sobre as conseqüências ambientais, econômicas e sociais que a expansão da monocultura das árvores exóticas e a instalação em massa das indústrias papeleiras estão provocando e tendem a se intensificar no Rio Grande do Sul. Dirce Suertegaray, pesquisadora da Ufrgs, ressalta o enorme impacto sócio-ambiental que as monoculturas ocasionam no bioma Pampa. "As exóticas consomem muita água e degradam o solo, afugentando animais e comunidades locais", explica. Os aspectos jurídicos e a cobertura da mídia sobre o assunto também serão discutidos.

Além de estudar o tema, o seminário pretende apontar, em conjunto, alternativas econômicas e ambientais à Metade Sul do Estado. A monocultura do eucalipto é colocada hoje pelos governos como alternativa para o desenvolvimento regional. No entanto, as conseqüências para as populações locais são ignoradas. Indígenas do Espírito Santo e camponeses latino-americanos depõem sobre a degradação da natureza e da organização dos povos provocadas pelo setor. Somente no RS, Aracruz, Votorantim e Stora Enso já compraram, juntas, mais de 200 mil hectares para o plantio de exóticas.

Promovem o seminário a Via Campesina do Rio Grande do Sul, Núcleo de Economia Alternativa (Nea/Ufrgs), Pós-graduação da Geografia/ Ufrgs, Pró-Reitoria de Extensão (Prorext/Ufrgs), Marcha Mundial de Mulheres, CUT-RS, Federação dos Metalúrgicos/RS, Federação dos Sapateiros/RS, Federação dos Trabalhadores em Indústrias de Alimentação/RS, Cpers, Conselho Indigenista Missionário (Cimi/RS), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Movimento Nacional de Direitos Humanos/RS, Profetas da Ecologia, Terra de Direitos, AGAPAN, CETAP, Diretório Central dos Estudantes (DCE/ Ufrgs), Diretório da Biologia (DAIB/Ufrgs), Grupo de Apoio à Reforma Agrária (GARA/Ufrgs), Centro Acadêmico do Direito do IPA, ATTAC/Poa, Centro de Educação Popular (CAMP), CECA, CEBI/RS, Fian Brasil, Cáritas/RS, ESTEF, Congregação dos Capuchinhos/RS e as pastorais sociais Operária e Afro do RS.

Programação:

9h – Os impactos sócio-econômicos e ambientais do Deserto Verde

Expositores: Dirce Suertegaray (pesquisadora da Pós-graduação de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Francisco Milanez (Conselheiro da AGAPAN e secretário geral da ECOFUND, Fundação pelo Desenvolvimento Ecologicamente Sustentável)

11h – Os aspectos jurídicos e o papel da mídia na expansão do Deserto Verde

Expositores: Domingos Silveira (Ministério Público Federal) e Pedrinho Guareschi (Escritor e professor da PUC/RS)

13h30 – Apresentação do grupo teatral "Ói Nóis Aqui Traveiz"

14h30 – Testemunhos dos impactos do deserto verde na vida dos povos

Expositores: representante de comunidade indígena do Espírito Santo, integrante de organização camponesa latino-americana e Via Campesina Brasil

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