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Movimentos e entidades fazem vigília por um Brasil sem transgênicos

Com o objetivo de alertar a sociedade sobre a importância de se manter o Brasil livre do milho geneticamente modificado, trabalhadores e trabalhadoras rurais, integrantes de ONGs (Organizações Não-Governamentais) ambientalistas e entidades da sociedade civil promovem desde a manhã desta quarta-feira (13) uma vigília em frente ao local onde acontece a última reunião do ano da CNTBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), em Brasília.

Com o objetivo de alertar a sociedade sobre a importância de se manter o Brasil livre do milho geneticamente modificado, trabalhadores e trabalhadoras rurais, integrantes de ONGs (Organizações Não-Governamentais) ambientalistas e entidades da sociedade civil promovem desde a manhã desta quarta-feira (13) uma vigília em frente ao local onde acontece a última reunião do ano da CNTBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), em Brasília.

A ação, organizada pela Via Campesina e pela Campanha Por Um Brasil Livre de Transgênicos, se estenderá até amanhã (14) à tarde, quando termina o encontro do órgão responsável por avaliar a biossegurança no país.

Atualmente, existem cinco pedidos de liberação comercial de milho transgênico aguardando a avaliação da CTNBio. Na pauta dessa reunião, serão analisados dois deles: um da Bayer e outro da Monsanto. O pedido feito pela Bayer é para comercializar um milho resistente ao agrotóxico gluofosinato de amônio (Liberty Link). Já o pedido da Monsanto é para a comercialização de um milho com propriedade inseticida (Guardian Bt).

“Não se pode brincar com a saúde da população brasileira. Esse mesmo milho que tentam aprovar aqui foi proibido na Áustria e não é plantado comercialmente em nenhum país da União Européia. A quantidade de resíduo de agrotóxico no milho transgênico é, comprovadamente, muito maior do que a do grão convencional. Há documentos que apontam para o risco de aparecimento de ervas daninhas resistentes ao agrotóxicos, bem como a possibilidade de contaminação de lavouras convencionais por milho transgênico”, afirma Maria Rita Reis, advogada da ONG Terra de Direitos, que participa da campanha.

“Existem sérias evidências científicas sobre os impactos que a liberação do milho transgênico poderia trazer para o meio ambiente brasileiro”, diz Gabriela Vuolo, do Greenpeace Brasil. “Estamos aqui para acompanhar de perto as decisões da CTNBio e ter certeza de que a biodiversidade, os agricultores e os consumidores serão protegidos”, completa.

Os trabalhadores e as trabalhadoras rurais entregarão aos membros da Comissão uma carta pedindo que o governo proteja a agro-biodiversidade brasileira e impeça a introdução do milho transgênico no país.

“O que está em jogo é, sobretudo, a nossa soberania alimentar. Estamos correndo o risco de termos os agricultores reféns de empresas multinacionais na produção de sementes e no uso de agroquímicos”, alertou o deputado federal Adão Pretto (PT-RS), um dos parlamentares que devem visitar o acampamento.

Fonte: www.mst.org.br

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