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Mulheres da Via Campesina protestaram na reitoria da UFRGS

Manifestantes cobraram informações sobre protocolo entre universidade e Aracruz

Após protesto na frente do Palácio Piratini, as mulheres ligadas à Via Campesina seguiram para a Reitoria da UFRGS. Uma comissão formada por representantes das mulheres, do DCE e da Assufrgs foi recebida pelo reitor José Carlos Hennemann. Eles foram cobrar informações sobre protocolo de pesquisa envolvendo a empresa Aracruz Celulose e a Faculdade de Agronomia.

Conforme Hennemann, o protocolo foi suspenso em função de manifestações do próprio Diretório Central de Estudantes da universidade. O reitor afirmou que o tema não entrará na pauta do Conselho Universitário sem antes ter sido amplamente debatido pela comunidade universitária.

Campanha por alimentos saudáveis

Após a reunião, a manifestação seguiu do lado de fora do prédio da reitoria com o lançamento da campanha de produção de alimentos saudáveis. O objetivo é mostrar que enquanto o agronegócio produz desertos verdes, a reforma agrária e a agricultura camponesa geram comida, trabalho e vida digna no campo e alimentos de qualidade para as populações urbanas.

As mulheres da Via Campesina realizaram durante toda a semana a Jornada Nacional de Luta das Mulheres da Via Campesina que este ano teve como lema "Mulheres na luta por Soberania Alimentar, contra o Agronegócio". 

Fonte: Katia Marko (Engenho Comunicação e Arte Ltda.)
Foto: Sandra de Deus

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