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Mulheres querem garantir o direito elementar de defender a vida

“O parto de uma nova sociedade, livre, fraterna e solidária tem passado historicamente pelo sangue, assim como o parto das mulheres. E nós assumimos o solene compromisso de, honrando essa memória, garantirmos as/os nossas/os filhas/os e netas/os o direito elementar de defender a vida.”

“O parto de uma nova sociedade, livre, fraterna e solidária tem passado historicamente pelo sangue, assim como o parto das mulheres. E nós assumimos o solene compromisso de, honrando essa memória, garantirmos as/os nossas/os filhas/os e netas/os o direito elementar de defender a vida.”

Assim, mulheres do campo e da cidade, finalizam o Manifesto do 8 de Março distribuído nesta quinta-feira nas ruas de Porto Alegre. A força destas palavras podem ser comprovadas nas expressões de suas faces e no poder de seus braços que por toda a caminhada carregaram seus filhos.

Segundo o documento, continua em curso no país um modelo de apropriação e exploração predatória da nossa terra. Este concentra a propriedade privada em mãos de interesses de grupos econômicos transnacionais, ignora o bioma pampa, desconsidera o equilíbrio ambiental e condena o entorno da sua exploração à improdutividade completa.

Unidade por uma sociedade livre e soberana

No Manifesto, elas conclamam a todas as mulheres do nosso estado e do nosso país, todas as pessoas de boa vontade, a se unirem num grande projeto de construção de uma sociedade livre e soberana. Não somente no papel, mas na vida de experimentação diária, de vitória sobre a miséria, a pobreza, o analfabetismo, a doença, a insegurança e o preconceito.

Também convocam os poderes públicos – Executivo, Legislativo e Judiciário – a recuperarem a sua referência própria de público no sentido de comum, de todas/os e não só de alguns ou algumas. De que administrar não significa ser proprietário, mas respeitar a soberania do povo (art. 1º, parágrafo único, da Constituição Federal), garantindo a todas/os gaúchas/os e brasileiras/os o poder-serviço que lhe é devido.

E por fim, chama a Defensoria Pública, o Ministério Público, as Universidades, as Ongs, os sindicatos, a OAB, a ABI, os partidos políticos e as Igrejas a vigiarem e lutarem politicamente com as mulheres, inclusive por ações constitucionais do tipo civis públicas, populares, mandados de segurança, contra o poderoso e solerte caminho que percorrem os grupos econômicos que nos vitimam, barrando a sua trajetória de exclusão social e de morte das/os nossas/os irmãs/os camponesas/es.

“É do nosso compromisso como trabalhadoras do campo e da cidade, como militantes da causa da vida e da natureza, como mães, como brasileiras e gaúchas, jamais cedermos às pressões do poder econômico-latifundiário ou da indiferença do Poder Público pelo respeito que é devido à nossa dignidade e à nossa cidadania.”

Que assim seja, pelo bem de toda a humanidade.

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