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Nota de repúdio à ação violenta da BM no Campus Olímpico

O Comando Local de Greve da ASSUFRGS repudia a intervenção da polícia militar ocorrida na madrugada de sábado (19) no Campus Olímpico, durante atividade do 98º Conselho Nacional de Entidades de Estudantes de Enfermagem. Sob a justificativa de atender a reclamações de moradores sobre o alto volume do som, os policiais entraram ilegalmente no campus, [...]

O Comando Local de Greve da ASSUFRGS repudia a intervenção da polícia militar ocorrida na madrugada de sábado (19) no Campus Olímpico, durante atividade do 98º Conselho Nacional de Entidades de Estudantes de Enfermagem. Sob a justificativa de atender a reclamações de moradores sobre o alto volume do som, os policiais entraram ilegalmente no campus, agrediram e prenderam de forma arbitrária os estudantes que organizavam o evento. Repudiamos essa ação truculenta da Brigada Militar contra o movimento estudantil. Entendemos que essa atitude reflete um comportamento das polícias em todo o Brasil contra os movimentos sociais e as comunidades pobres, tomando caráter de repressão política aos que lutam. Dessa forma, o Comando Local de Greve solicita audiências com o Governador do Estado e com a Reitoria da UFRGS, Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Segurança Universitária a fim de esclarecer os fatos. Destacamos que a BM não tem jurisdição na Universidade e que não podemos tratar com normalidade a intervenção da polícia estadual na Universidade Federal, que deve ser um espaço para a livre manifestação de ideias e culturas.

Comando Local de Greve da ASSUFRGS

7 comentários para "Nota de repúdio à ação violenta da BM no Campus Olímpico"

  1. Luther Blisset abril 23rd, 2014 11:24 am Responder

    Por que nem Reitoria, nem ESEF e tampouco o DCE não publicaram uma nota de repúdio a essa invasão agressora e ilegal da Brigada Militar?
    A Reitoria, e por consequência a ESEF, segue a política de colocar panos quentes, de dourar a pílula e principalmente de escamotear qualquer acontecimento que não seja positivo, afinal de contas vivemos no melhor dos mundos possíveis.
    Quanto o atual DEE, que saudou os 50 anos da “Revolução de 64″, deve ter aprovado essa “ação afirmativa” (em nome da paz, da ordem e dos bons costumes).

  2. LUIZ JORIS abril 23rd, 2014 13:20 pm Responder

    Lamentavelmente o histórico de festas no âmbito dos campi registra acontecimentos preocupantes envolvendo álcool, drogas e as inevitáveis consequências dos excessos cometidos em tais eventos,
    quanto ao procedimento da Brigada Militar, trata-se de uma ação ilegal pois é notório que esta não possui jurisdição em área federal, cabe o seguinte esclarecimento:
    - Quem autorizou a realização do evento ?
    - Quem permitiu o acesso da BM ?

  3. Marco A T Vianna abril 23rd, 2014 17:20 pm Responder

    A Brigada Militar não tem jurisdição sobre uma propriedade federal. Essa competência é da Polícia Federal. A brigada não tem direito de interferir em aérea federal, assim como os estudantes não tem o direito de interferi no sono/descanço das pessoas que moram nos arredores. Se a brigada agiu foi por reclamação de vizinhos, certamente. O correto seria, uma vez feita a reclamação de vizinhos quanto ao barulho, e a Lei dá o direito de reclamação quando alguém se sente incomodado, é a Brigada Militar acionar a Polícia Federal que, prudentemente, nas suas atribuições legais, acessaria o local e pediria para abaixar o volume de modo a não incomodar a vizinhança. É claro, se houvesse recusa, por parte dos estudantes, aplicar as sanções prevista em Lei. Barulho incomoda sim, não se trata de criminalizar ou não movimentos sociais, trata-se: primeiro de respeito a jurisdição de cada um, depois de respeito a convivência social e não prática do abuso do direito.

  4. washington abril 24th, 2014 07:19 am Responder

    Da forma como o País está sendo desgovernado, tudo leva a crer em um contrôle total das vontades do povo, pois já houveram tantos desmandos, tantos desatinos, tanta roubalheira, e, ainda com decisões de nossos magistrados apadrinhados e beneficiados pela esfera federal não vamos poder nos reunir daqui há pouco nem para tomar cerveja.

  5. Mozarte Simões abril 24th, 2014 08:52 am Responder

    O concurso publico para vigilante orgânico da UFRGS não acontece desde 1994, em pouco tempo não teremos mais vigilantes concursados atuando na UFRGS, e quem irá realizar a segurança nos campi da UFRGS será a vigilância terceirizada, e quem vai atuar no gerenciamento de crise vai ser a PM, igual o que aconteceu na ESEF vai ser a realidade em toda UFRGS.
    A Assufrgs através do GT segurança tem feito várias reuniões tanto a nível de UFRGS inclusive com o MEC e MPOG, mostrando a violência dentro dos campi das universidades federais e solicitando a abertura de concurso publico para vigilante, o GT segurança já provou através de diversos documentos que o cargo de vigilante não esta extinto, mas até agora não obtemos êxito, então a PM nos campi da UFRGS em pouco tempo passara ser uma realidade.
    Quanto a atuação da PM na ESEF deixo para as autoridades “PM e UFRGS” as respostas.

    1. Carlos abril 26th, 2014 17:12 pm Responder

      VIGILANTE ? o cargo que foi extinto e no entanto foi premiado com a mudança para a Classe D nível médio, com exigência de ensino fundamental para ingresso ???

      Nossa seria mais uma piada do nosso tão consagrado CG Carreira ??

  6. Carlos abril 26th, 2014 17:08 pm Responder

    Parabéns, agora querem a policia federal abandonando seus inquéritos, investigaçôes etc…para perder tempo com pessoas que não respeitam os limites dos outros.Aproveitam-se de uma legislação falha para cometer absurdos e atrapalhar a comunidade que ao invés de aliar-se a luta, começa ver com outros olhos,absurdos, desordem e a falta de respeito em relação a coisa pública. UMA VERGONHA !!!!

    Parabéns por censurar os comentários, sou servidor e parei de participar devido esta visão tão deturpada de direito, logo vão perder cada vez mais apoio….parabénssss.

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