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Novo presidente do BB diz que vai reduzir juros de forma agressiva

O novo presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, afirmou que o banco irá reduzir as suas taxas de juros e o "spread" bancário de forma agressiva, mas dentro dos padrões de qualidade na análise do crédito. Bendine assume o cargo oficialmente no próximo dia 23, em substituição de Antonio Francisco de Lima Neto. "Não [...]

O novo presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, afirmou que o banco irá reduzir as suas taxas de juros e o "spread" bancário de forma agressiva, mas dentro dos padrões de qualidade na análise do crédito.

Bendine assume o cargo oficialmente no próximo dia 23, em substituição de Antonio Francisco de Lima Neto.

"Não é para imaginar que vamos entrar abaixando o ‘spread’ de forma de forma desorganizada. O banco vai ser mais agressivo, a gente sempre teve taxas mais competitivas. Isso vai ser mantido", afirmou Bendine nesta segunda-feira (13/04) durante teleconferência com analistas do mercado financeiro.

O novo presidente do BB afirmou também que o banco manterá suas exigências para concessão de crédito de forma a não provocar um aumento da inadimplência.

"Vamos manter o nosso rigoroso padrão de análise de crédito e vamos trabalhar a fim de evitar qualquer descolamento no aumento da inadimplência. Nossa agressividade não será no recuo da análise de crédito. É alavancar o crédito, mas com responsabilidade".

Apesar de ter negado na semana passada que tenha qualquer vínculo com o PT, Bendine foi questionado sobre a motivação política relacionada à sua indicação. Ele afirmou que o governo, como controlador da instituição, é quem indica o presidente do BB e confirmou o compromisso de baixar os juros.

"Eu assumi perante o ministro da Fazenda uma política mais agressiva no desbravamento da disponibilidade do crédito e de manter essas taxas competitivas para que o BB possa ocupar novos espaços no mercado".

Ipea mostra a disparidade entre A taxa de juros real praticada por bancos internacionais na matriz e no Brasil

A taxa de juros real praticada por bancos internacionais na matriz e no Brasil é um absurdo, indica um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta terça-feira, 7. A disparidade aparece quando se compara os números de outros países.

O HSBC cobra, em média, 6,6% ao ano no Reino Unido e 63,42% no Brasil. O juro do Santander na Espanha é de 10,81%. Já no Brasil, é de 55,74%. O Citibank cobra dos clientes norte-americanos 7,28% ao ano, mas, dos brasileiros, 60,84%.

De acordo com o levantamento do Ipea, houve redução na participação das regiões mais pobres nas operações de crédito e nos depósitos bancários entre 1997 e 2006. A Região Sudeste manteve-se durante o período como responsável por 72% dos depósitos, enquanto o Norte diminui a participação de 1,2% para 1,1% e o Nordeste, de 7,6% a 5,3%.

Foi no Sudeste também que foram concedidos mais empréstimos (59,5% em 1997 e 70,6% em 2006). Já no Norte, o porcentual desceu de 1,9% para 1,7% e, no Nordeste, de 13,6% para 6,1%. A entidade comparou a taxa de juros média anual paga pelo brasileiro e por norte-americanos e europeus. Em 2008, a pessoa física pagava no Brasil 60,4% ao ano, enquanto nos EUA a porcentagem chegava a 13,96% e, na Zona do Euro, a 6,38%. Para pessoa jurídica, a taxa média era de 38,1% no Brasil, 4% nos EUA e 5,45% na Europa.

Os pesquisadores usaram como base para a análise informações do Banco Central (BC). De 1996 a 2007, o número de instituições financeiras diminuiu de 230 para 156. Houve diminuição na quantidade de instituições públicas – de 32 para 13 – e privadas – de 198 para 143.

Fonte: Agência Estado

Fonte: Folha News.

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