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Paralisação da categoria demonstra força da Campanha pela Regulamentação da Jornada

Ontem, 15 de maio, os técnico-administrativos em educação da UFRGS paralisaram novamente em defesa da regulamentação da jornada de 30h e da autonomia universitária. A mobilização ocorreu em um momento decisivo: ontem a UFSCPA contava com a presença de reitores das universidades federais de todo país ao sediar o encontro do Conselho Pleno da Andifes, [...]

Ontem, 15 de maio, os técnico-administrativos em educação da UFRGS paralisaram novamente em defesa da regulamentação da jornada de 30h e da autonomia universitária. A mobilização ocorreu em um momento decisivo: ontem a UFSCPA contava com a presença de reitores das universidades federais de todo país ao sediar o encontro do Conselho Pleno da Andifes, cuja pauta era também a autonomia universitária e financiamento, e hoje, 16/05, ocorre a primeira reunião da Comissão de Estudo de Implantação da Flexibilização da Jornada de Trabalho.

Manifestação UFCSPA

Com o objetivo de sensibilizar os membros da Andifes, desde às 7h30 uma comitiva da ASSUFRGS fazia concentração em frente a UFCSPA, para a entrega de um manifesto com as proposições aprovadas durante a assembleia do dia 7 de maio, e que reforçava a importância da união dos servidores técnico-administrativos e reitores para manter a autonomia dentro da universidade. Durante a manifestação, a coordenação da Assufrgs garantiu junto à reitora da UFCSPA, Miriam da Costa Oliveira, e ao secretário da Andifes, Gustavo Henrique de Sousa Balduino, o acesso à reunião para uma intervenção. “Nos estranha que os órgãos públicos de controle tenham olhos sobre a universidade, que é o setor público melhor avaliado pela sociedade. Por isso a luta pela questão de 30h não é somente para a qualidade de vida dos técnicos, mas uma necessidade do próprio REUNI, que nos exige o funcionamento nos três turnos. Nós precisamos responder a essa demanda e temos base legal para isso”, ressaltou a coordenadora geral da ASSUFRGS Bernadete Menezes, que estava acompanhada pela coordenadora geral Rosane Souza e pelos dirigentes da Fasubra Janine Teixeira, Paulo Henrique Rodrigues, Antonieta Xavier e Rosângela Costa.

Seminário Autonomia Universitária

A partir das 9h, no auditório da Faculdade de Direito, teve início o Seminário sobre Autonomia Universitária, que debateu algumas questões atingidas pelo descumprimento a esse preceito constitucional, como a regulamentação da jornada de trabalho, o reposicionamento dos aposentados e financiamento. “Tirar a autonomia universitária do papel não envolve uma nova lei, mas sim a comunidade universitária, que deve se inserir em um projeto soberano” afirmou o professor convidado Carlos Alberto Gonçalves. Ele destacou, ainda, que “o ponto eletrônico é uma aberração pois compara o trabalho da universidade a uma empresa”. Também convidado a participar do evento, o professor Jorge Alberto Quillfeldt abordou a questão do financiamento e elogiou a iniciativa da ASSUFRGS: “a estratégia de organizar esse seminário no mesmo dia em que reitores de todo o país também discutem essa questão foi genial. Não há como discutir autonomia, sem passar pelo modelo de financiamento das nossas universidades, pois estes pontos são interligados”. Participaram da mesa de debates o coordenador de Finanças da Assufrgs, Mozarte Simões Costa e o membro do Conselho de Delegados, Frederico Duarte Bartz.

Comissão 30h

A reunião da comissão da UFRGS que discutirá a Implantação da Flexibilização da Jornada de Trabalho ocorre hoje, às 14h, na sala de reuniões da Reitoria. Participam as coordenadoras gerais da ASSUFRGS Bernadete Menezes e Rosane Souza, o presidente do Conselho de Delegados Rui Muniz e os representantes da CIS Silvio Correa e Daniel Moraes.

14 comentários para "Paralisação da categoria demonstra força da Campanha pela Regulamentação da Jornada"

  1. Luci Mari maio 16th, 2013 17:10 pm Responder

    Esteve bem representada a mesa ontem de debates sobre a jornada de 30 h na Fac. Direito, os painelistas foram muito claros em abordar o tema da Autonomia da Universidade e desafiar a UFRGS de não efetivar esse preceito constitucional e sim ficar na indecisão de não aplicar a paridade alegando o legalismo do tempo da ditadura militar que ainda impera nessa instituição de ensino.
    Fica todo mundo que assiste e ouve as explanações se perguntando até quando conviveremos com esses autoritarismos e subterfúgios esfarrapados que nos aplicam e nos mantém a cabresto deles sem a paridade vamos nos mobilizar para acabar com os 70X15X15.
    As universidades aqui do Sul já não aplicam mais esse Lei arbitrária e desgastada e sim respeitam a democracia interna, Santa Maria é um exemplo e Pelotas também e nós quando votaremos com igualdade quando será?
    Luci Mari
    Cons. Delegados do DAS.

  2. Diogo maio 17th, 2013 16:52 pm Responder

    “o ponto eletrônico é uma aberração pois compara o trabalho da universidade a uma empresa” Isso não faz o menor sentido. Tanto no Estado quanto em empresa a pessoa é contratada para trabalhar X horas, devendo respeitar o horário e o patrão do empregado tem o direito de cobrar, não é? Independente de ser o Estado ou uma Empresa privada. Qual o problema com o ponto? Alias, isso é a garantia que se trabalhe X horas, tanto por parte do empregado, quanto do empregador.

    1. Paulo Antoniolli maio 20th, 2013 16:11 pm Responder

      Qual a tua unidade, Diogo? Vc. é da UFRGS?

  3. Ana maio 19th, 2013 15:01 pm Responder

    Diogo

    Você trabalha aonde? Não vou listar os problemas que o ponto traria para nós servidores da UFRGS porque, ao que parece, no seu local de trabalho ele funciona maravilhosamente bem…

    Em vez de torcer contra nossa luta, estude, realize um concurso público e junte-se a nós!

    Ana

  4. sergio maio 20th, 2013 12:17 pm Responder

    Boa tarde!

    Acho que existe uma grande confusão, principalmente nas coisas que pretendemos.
    Nossa luta deveria ser contra o ponto eletronico, afinal a grande maioria dos servidores já assina o ponto ou tem algum controle.
    Estou a 25 anos na Ufrgs e sempre trabalhei 40hs, fui contratado para cumprir isso. Assino o ponto com 8 horas diárias.
    Se existe alguem que não cumpre, deverá ser avisado e vai ter pagar a diferença que recebeu a mais no salário.
    Existe um acordo para alguns casos fazer 30hs, são casos isolados.
    Pelo que eu sei, todos fazemos 40hs, então nossa luta deveria ser apenas contra o controle eletronico.

    Vamos acordar!!!
    Abraço!

  5. Rafael Cecagno maio 20th, 2013 13:27 pm Responder

    repito: login e senha IMEDIATAMENTE para responsabilizar politicamente e judicialmente os autores dos comentários.

  6. Rejane maio 21st, 2013 10:54 am Responder

    Nossaaaaaa qual foi dos comentários q gerou tanto terror…por favor…as pessoas são proibidas d colocar a sua opinião…as pessoas devem concordar com todos p/ agradar a maioria…ah, por favor né povo!!!
    Att.: Rejane Souza

    1. Rafael Cecagno maio 22nd, 2013 13:39 pm Responder

      para entendedor responsável e não-demagógico:

      APELAÇÃO CÍVEL -RESPONSABILIDADE CIVIL – INDENIZAÇÃO- DANOS MORAIS DEVIDOS – INFORMAÇÕES OFENSIVAS DIVULGADAS EM MEIOS ELETRÔNICOS – INTERNET -COMENTÁRIO ANÔNIMO OFENSIVO – RESPONSABILIDADE DO PROPRIETÁRIO DO MEIO DE COMUNICAÇÃO (BLOG) – DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADE QUE IMPLICA, POR SUA NATUREZA, RISCO PARA OS DIREITOS DE OUTREM – INTELIGÊNCIA DO DISPOSTO NO PARÁGRAFO ÚNICO DO ARTIGO 927 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – DEVER DE INDENIZAR CONFIGURADO – QUANTUM INDENIZATÓRIO [...]. (7675492 PR 767549-2 (Acórdão))

      qualquer dúvida, consultem a assessoria jurídica da AssufrgS.

  7. neco maio 22nd, 2013 13:30 pm Responder

    Chego a ter medo pelo futuro se alguns comentaristas desta pg um dia tenham um grande poder…

  8. carlos maio 22nd, 2013 14:25 pm Responder

    Não sou contra o ponto eletrônico, mas que sejam para todos(funcionários e professores).

  9. Paulo Antoniolli maio 27th, 2013 09:30 am Responder

    Logo que ouvi falar em ponto eletrônico na Ufrgs, de imediato pensei que SERIA PARA TODOS OS SERVIDORES! E quando digo todos os servidores, refiro-me aos técnicos administrativos e aos professores! Ou será que professor universitário de uma Universidade Federal não é servidor público também?
    Dá impressão que no inconsciente coletivo da maioria dos docentes da Ufrgs(não sei se o mesmo ocorre em outras Ifes), servidores são apenas os técnicos administrativos. Eles(a maioria dos docentes) pensam de si mesmos como uma casta superior, distinta aos “simples servidores”. Como se eles não estivessem sujeitos ao mesmo regime jurídico que nós, técnicos administrativos, estamos.
    Acho que se for implantado o tal do ponto eletrônico apenas para os técnicos administrativos, nessa malfadada e pernóstica Ufrgs, mais uma vez estará configurado o apartheid representativo e administrativo que vivemos nessa instituição pseudodemocrática. Configurará que existe a preponderância de uma categoria despótica, que domina a instituição, junto com seus asseclas “mamadores”, alçados dentre a categoria dos técnicos administrativos.

    E, mais uma vez, configurará o quanto a nossa categoria, inclusa Fasubra, ao longo da sua história, foi omissa na questão da paridade representativa.

    1. Gabriel maio 28th, 2013 11:37 am Responder

      Paulo, existe uma portaria (do MEC, se não me engano) que libera os professores do registro do ponto. Mas não de cumprir a carga horária, apesar do contrassenso. De qualquer forma, eles têm um amparo legal. Nós, por enquanto, ainda não.

      1. Paulo Antoniolli maio 28th, 2013 16:45 pm Responder

        Certo Gabriel. Agradeço a atenção da resposta.

        Bem, como vc. colocou, a portaria não desobriga os professores de cumprir carga horária.
        Mas para nós, técnicos, há algo que nos desobrigue de cumprir carga horária? A mesma não é implícita para todos os trabalhadores da Ifes? Sejam eles técnicos(inclusos os terceirizados) ou professores?

        Isso nos remete a uma questão que considero crucial: Por quê, numa mesma instituição, que tem na educação o seu mote principal, precisam haver procedimentos distintos, em termos de controle do tempo de trabalho, para os que a compõem? Isso configura desrespeito, desconsideração e menosprezo para com a categoria atingida com essas normas impostas. No meu entender, trata-se não só de uma incoerência, pois acirra ainda mais a discriminação já existente, como também configura a mais deslavada discricionariedade. Será mais uma afronta, entre tantas, a que a categoria dos técnicos administrativos é submetida.

        E tem ainda outra questão: os “peixes” dos chefes e assessores (senão os próprios), terão os mesmos procedimentos para com o ponto eletrônico, que os demais “servidores rasos(nós)” ?

        Não sei quanto ao resto da categoria, mas estou muito indignado com essa situação toda.
        A propósito: Por que o Tcu(ou Ministério Público, se for o caso) não questiona essa portaria que libera os professores do ponto?
        Se tiver que ser, que a paulada seja parelha. E não só nas cabeças “menos penteadas”.

  10. Milene maio 29th, 2013 00:09 am Responder

    Me contem, alguém descobriu quem ofendeu quem? Realmente não encontrei comentários ofensivos, apenas algumas opiniões divergentes.
    De qualquer forma vamos tomar cuidado com o que escrevemos, alguém que está acompanhando esta página está disposto a exigir indenização por danos morais e tentar lucrar uma grana (quem não precisa de dinheiro?). Como não sei o que ele entende por comentários ofensivos estou tomando cuidado…

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