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Petroleiros iniciam paralisação no RJ e discutem greve nacional

A greve, prevista para durar cinco dias, reivindica o pagamento do dia de desembarque. Esse pleito está sendo negociado há mais de 10 anos com a Petrobrás, até agora sem sucesso.

O Sindipetro-RJ apóia a greve dos trabalhadores da Bacia de Campos, vinculados ao Sindipetro-Norte Fluminense, iniciada à zero hora desta segunda-feira, 14/7. A greve, prevista para durar cinco dias, reivindica o pagamento do dia de desembarque. Esse pleito está sendo negociado há mais de 10 anos com a Petrobrás, até agora sem sucesso. Os petroleiros embarcados trabalham em escala. Ficam 14 dias direto no trabalho, mas não recebem remuneração pelo "15º dia", quando costumam ficar à disposição da empresa, nas unidades produtoras, até retornarem para suas casas.

Mas a greve tende a crescer, ampliando-se para toda a categoria petroleira. A reivindicação que unifica os petroleiros de todo o país é o pagamento da PLR – Participação nos Lucros e Resultados. O diretor do Sindipetro-RJ, Edson Munhoz, disse que os sindicatos da Frente Nacional Petroleira (FNP), dentre os quais o Sindipetro-RJ, se reúnem esta semana, provavelmente na quarta, 16, para avaliar a participação na greve, em torno do pagamento da PLR.Os sindicatos vinculados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) se reúnem na terça, 15, com o mesmo objetivo.

Munhoz afirma que, enquanto a empresa anuncia recordes de produtividade e lucratividade, vem reduzindo o pagamento da PLR para a maioria dos trabalhadores e, paradoxalmente, está pagando a mais apenas para quem ocupa cargos de direção e gerência.

Com 42 plataformas, a Bacia de Campos é responsável por 80% da produção brasileira de petróleo cru de 1,8 milhão de barris/dia, ou cerca de 2% do suprimento mundial. O Sindipetro-NF avalia que, nos cinco dias de greve, a Bacia de Campos deixará de produzir cerca de 7,5 milhões de barris de petróleo.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias
www.apn.org.br

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