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Polícia Civil pode entrar em greve até o final do ano

UGEIRM aponta paralisação de 100% nas repartições da Polícia Civil em Porto Alegre./ Crédito: Divulgação/UGEIRM Policiais civis de Porto Alegre e região metropolitana iniciaram nesta quarta-feira (01) uma paralisação de 48 horas. Trabalhadores reclamam que em quase dois anos de governo, foram recebidos apenas uma vez. Delegacias estão sem computador e com problemas de higiene.

Policiais civis do Rio Grande do Sul podem entrar em greve até Dezembro. O principal motivo é a falta de condições de trabalho que está levando à inviabilidade das atividades nas delegacias. Segundo os relatos, em algumas cidades os policiais precisam levar computadores para conseguirem trabalhar. Prédios também estão em más condições de infra-estrutura e de higiene. No ano passado, em Santa Maria, policiais adquiriram leptospirose devido à infestação de ratos.

O vice-presidente do sindicato da categoria, o UGEIRM, Luiz Felipe Teixeira, conta que os policiais denunciam a situação precária desde 2007, mas o governo não tomou nenhuma atitude. Nem mesmo conseguem marcar audiências. Em quase dois anos da gestão da governadora Yeda Crusius, foram recebidos apenas uma vez, no início deste ano.

"Principalmente as condições de trabalho. A gente está vendo a criminalidade aumentar cada dia. Temos quase dois milhões de inquéritos que não conseguimos enviar para a Justiça, número de homicídios e furtos aumentando. Isso é fruto da falta de condições do trabalho dos policiais, da falta de investimento na segurança pública", diz.

Os policiais também reclamam das questões financeiras. Estão há três meses sem receber pela hora-extra e pelo sobreaviso. Também reivindicam reajuste, criação do plano de carreira e pagamento do salário como subsídio, mas não tiveram retorno sobre as propostas.

Nesta quarta-feira (01), policiais de Porto Alegre e região metropolitana iniciaram uma paralisação de 48 horas, que vai até às 18h de quinta-feira. Manifestação semelhante ocorreu nas delegacias do interior no início de Setembro. Os policiais esperam que o governo se sensibilize e negocie com os trabalhadores. "Não tem nenhum secretário que esteja autorizado a negociar em nome do governo e a governadora não nos recebe. Então nos restou outra alternativa do que fazer esses alertas", afirma.

Novas paralisações devem ocorrer em Novembro.

Reportagem: Raquel Casiraghi
Agência Chasque

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