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Policiais da capital e região metropolitana param dia 1 e 2 de outubro

“É assombroso a governadora e seus secretários perceberem um aumento de 143%, em meio à maior denúncia de corrupção já acolhida pela Justiça, e nós termos salários congelados por mais um ano”, espanta-se Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm.

Longe da Ugeirm duvidar da realidade que assola o cotidiano dos agentes policiais gaúchos. Não custa, todavia, lembrar razões para a paralisação das delegacias da capital e da região metropolitana nos dias 1º e 2 de outubro. Nas visitas às diversas repartições, com o objetivo de mobilizar os colegas e distribuir cartazes, nunca os diretores da Ugeirm mediram temperatura tão alta como nas últimas semanas. O nome da governadora queima como brasa na língua de todos. Todos.

No quesito salarial, nenhuma novidade no front. Yeda Crusius remeteu proposta de orçamento para 2009, onde o funcionalismo é contemplado, por mais um ano, com índice zero de reajuste. “É assombroso a governadora e seus secretários perceberem um aumento de 143%, em meio à maior denúncia de corrupção já acolhida pela Justiça, e nós termos salários congelados por mais um ano”, espanta-se Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm.

Nos contracheques do mês de setembro, nenhuma novidade. As horas-extras, cortadas em 100% desde julho, não apareceram. O governo? Mudo, não dá um pio. Talvez seja porque é melhor o silêncio do que outra justificativa técnica falsa, como a apresentada pela ekipekonômica da Sefaz em março deste ano: data na qual as horas-extras foram cortadas em 50%. Yeda faz mais com menos!

O boletim regimental n° 59, com a lista de candidatos a promoção, está pronto há horas. Yeda fez-se de morta, deu uma volta pela Inglaterra, voltou, vestiu-se de prenda no 20 de setembro e… faz mais com menos! A repercussão financeira total das promoções para os agentes policiais (na última lista, foram menos de cem colegas promovidos) “custa” aos cofres públicos cerca de 15 mil reais. Leia-se: menos do que o salário de Yeda.

Plano de Carreira

Nosso plano de carreira? Não custa ler a nota de Taline Oppitz, publicada na segunda-feira, dia 29, no jornal Correio do Povo, apurada junto a fontes do governo. Segue na íntegra (grifos e comentários nossos):

“Proposta em estudo no Piratini sobre plano de carreira será concluída e encaminhada à Assembléia em novembro. Além de corrigir distorções, o projeto deverá estabelecer a concessão de benefícios ao funcionalismo com o cumprimento de metas, como ocorre hoje em Minas Gerais. A prática por lá tem obtido sucesso e a intenção é adequar o modelo à realidade gaúcha. Além do novo plano de carreira, matéria tratando do pagamento de subsídio a carreiras ainda não contempladas – como a Defensoria – também irá para análise dos parlamentares no mesmo mês. Na prática, duas sugestões do Executivo somente entrarão em vigor em 2010, mas prevendo de antemão intensa polêmica em relação aos temas, o governo quer proporcionar tempo às discussões. Garante que não fugirá do debate e que emendas de deputados e categorias poderão ser incluídas nos projetos originais. Obviamente, desde que não representem ameaça ao ajuste fiscal e ao equilíbrio de contas”.

Comentamos: Minas Gerais é o Estado onde o governador tucano enfrentou greve de policiais em 2007, sendo forçado a aprovar lei da aposentadoria especial. O governador tucano de São Paulo enfrenta está chegando ao 15° dia da greve de policiais, por pagar salários ainda menores que os nossos. Yeda pretende, sim, deixar você com salário congelado até 2010. Boazinha que só, ela “quer proporcionar tempo” às discussões do plano mirabolante do Piratini. Registre-se que a nota menciona subsídios para a Defensoria. E, nós, da segurança pública? Pelo visto, somos uma ameaça ao equilibrado plano de ajuste de Yeda.

Site Ugeirm Sindicato

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