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Presidente do Sindicato dos camelôs morre assassinado em SP

O presidente do Sindcisp (Sindicato dos Camelôs Independentes São Paulo), Afonso José da Silva, morreu no final tarde desta quarta-feira (15) após ser baleado por volta das 17h na sede do sindicato no Brás, região central de São Paulo. Ele levou três tiros. A Secretaria Municipal da Saúde confirmou a morte do sindicalista por volta das 18h. [...]

O presidente do Sindcisp (Sindicato dos Camelôs Independentes São Paulo), Afonso José da Silva, morreu no final tarde desta quarta-feira (15) após ser baleado por volta das 17h na sede do sindicato no Brás, região central de São Paulo. Ele levou três tiros. A Secretaria Municipal da Saúde confirmou a morte do sindicalista por volta das 18h.

Informações iniciais apontam que viaturas da Polícia Militar foram acionadas para atender ocorrência de disparo de arma de fogo no local. O Corpo de Bombeiros também recebeu chamado para atender ocorrência de sindicalista baleado. Uma viatura do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi para o local. Silva foi socorrido e levado para Hospital Municipal do Tatuapé.

Segundo um funcionário do sindicato, ninguém havia sido preso até as 19h. A Polícia Militar estava no local no final da tarde desta quarta-feira, preservando indícios do local do crime para realização da perícia.

A Polícia Militar (PM) informou que uma testemunha ouviu um grito de assalto e logo depois o som de tiros. 

Outro caso
Outro sindicalista do Estado de São Paulo foi morto nesta quarta. O sindicalista Wellington Wagner Espagnol, de 45 anos, foi assassinado com dois tiros na cabeça no bairro São João, em Sertãozinho (SP). Ele era tesoureiro do Sindicato de Montagens Industriais de Sertãozinho e Região (Sintramus) e estava sozinho no escritório no momento do crime.

"Ele era ameaçado 24h por dia"

Carlos Berliana Costa, secretário do Sindcisp (Sindicato dos Camelôs Independentes de São Paulo), afirmou à reportagem do R7, na manhã desta quinta-feira (16), que o presidente da entidade Afonso José da Silva, assassinado na quarta-feira (15), recebia ligações diariamente com ameaças.

– Ele era ameaçado 24 horas por dia, por causa de política, sindicalistas e vereadores. Ele não tinha medo, mas uma equipe [de seguranças] andava com ele o tempo todo. No dia do assassinato, ele estava brincando com o cachorro na sede do sindicato.

O secretário afirmo que trabalha no sindicato há nove anos e que sempre teve uma boa relação com o presidente.

– Ele era atencioso com todos. Não trava ninguém como amigo, nem era patrão. Tratava a gente como irmão.

O corpo do presidente está sendo velado desde as 8h desta quinta-feira (16) na sede do sindicato, no Brás, região central de São Paulo. Ele será enterrado em Pernambuco, sua terra natal. Segundo o secretário, o corpo deve sair do sindicato para ser embalsamado por volta das 20h, e segue ainda nesta quinta para o Estado onde nasceu. 

Silva foi morto dentro da sede do sindicato, após ser baleado por volta das 17h de quarta-feira (15). Ele levou três tiros e foi socorrido no Hospital Municipal do Tatuapé, onde não resistiu aos ferimentos.

Investigação

A Polícia Civil de São Paulo trabalha com a hipótese de que o assassinato do representante tenha sido motivado por conflitos da classe. Segundo a delegada divisionária de homicídio, Elisabete Sato, as informações são ainda preliminares, mas integrantes do sindicato mencionaram um conflito de território dos comerciantes ambulantes.

– As informações preliminares dão conta de alguma questão ligada aos camelôs, deram notícias de indivíduos que estão tomando os locais das bancas dos sindicalizados.

Porém, a delegada afirmou que nenhuma hipótese do que teria motivado o crime pode ser descartada. A delegada também disse que uma testemunha relatou que o suspeito gritou "assalto" antes de fazer os disparos. Ela ressaltou que a sede do Sindcisp, que fica no Brás, não tem objetos de valor.

– Não tem nada para ser levado aqui.

Elisabete disse também que foram feitos três ou quatro disparos. Um projétil foi encontrado no local e deve ser periciado. Não era possível determinar o calibre da bala, de acordo com a delegada. Ninguém havia sido preso a manhã desta quinta.

Publicado por Igor Corrêa Pereira
Fonte: Portal R7

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