Início > Notícias > Procuradoria bloqueia pagamento das empresas para quitar salários atrasados dos terceirizados
Procuradoria bloqueia pagamento das empresas para quitar salários atrasados dos terceirizados

A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu bloquear, na Justiça, mais de R$ 50 mil em pagamentos de duas empresas que prestavam serviço de segurança, limpeza e manutenção dos prédios da instituição no Rio Grande do Norte (RN). O objetivo é saldar dívidas de salários e de benefícios dos funcionários terceirizados, atrasados há três meses. De [...]

A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu bloquear, na Justiça, mais de R$ 50 mil em pagamentos de duas empresas que prestavam serviço de segurança, limpeza e manutenção dos prédios da instituição no Rio Grande do Norte (RN). O objetivo é saldar dívidas de salários e de benefícios dos funcionários terceirizados, atrasados há três meses. De acordo com o processo, as empresas Sena Vigilância Inteligente e Transporte de Valores Ltda. e a Santa Isabel Empreendimentos de Serviços Ltda., também descumpriram outras cláusulas contratuais como falta de funcionário e material na quantidade exigida no contrato. 

Ao constatar o problema, a Procuradoria da União no Rio Grande do Norte (PU/RN) solicitou judicialmente que os pagamentos feitos pelo serviço fossem bloqueados e utilizados para sanar as dívidas trabalhistas. Os advogados da União também solicitaram acesso aos valores relativos ao seguro garantia, feitos por exigência do edital de licitação, bem como requereram a extinção do contrato. De acordo com a PU/RN, foram efetuadas diversas tentativas de entrar em contato com os representantes das prestadoras de serviços, sem resultados. Por isso, a alternativa que restou foi acionar o Poder Judiciário para solucionar o caso. Também foi constado que as empresas estavam com problemas em outros órgãos Federais para os quais prestavam serviço.

O advogado da União que atuou no caso, Gilberto Soares, explicou que a finalidade das ações propostas pela procuradoria, além de buscar um alcance social, foi a de adotar uma medida pró-ativa para antecipar possíveis reclamações trabalhistas. "Em casos como os de que ora se trata, o comum é os trabalhadores ingressarem com ação judicial contra as empresas e, subsidiariamente, contra a União, que, ao final, termina arcando com o pagamento das obrigações trabalhistas que as empresas deixaram de pagar", ressaltou.
Tanto a 7ª Vara Federal do Rio Grande do Norte quanto a 2º Vara do Trabalho do Estado concordaram com os argumentos da AGU e bloquearam os valores. As empresas foram condenadas a pagar multas e tiveram o contrato suspenso. De acordo com a Justiça, se depois de quitados os débitos trabalhistas, restar dinheiro, as empresas poderão solicitar a retirada junto a União.

A PU/RN é uma unidade da Procuradoria-Geral da União, órgão da AGU.

Por Uyara Kamayurá

Fonte AGU

Veja também