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Professores estaduais declaram greve por tempo indeterminado

Cerca de dez mil educadores reunidos em assembléia geral, dia 14, no Gigantinho, decidiram entrar em greve.
O objetivo da paralisação é barrar os ataques do governo à educação e aos educadores. A categoria exige a retirada imediata da Assembléia Legislativa do projeto que cria um piso regional que ameaça os planos de carreira dos professores e funcionários.

Reunidos em assembléia geral na tarde de sexta-feira 14, no Gigantinho, em Porto Alegre, os trabalhadores em educação decidiram entrar em greve. A assembléia reuniu aproximadamente dez mil educadores, que, por ampla maioria, votaram pelo início imediato da paralisação para barrar os ataques do governo à educação e aos educadores.

A categoria exige a retirada imediata da Assembléia Legislativa do projeto que cria um piso regional que descaracteriza a lei federal que criou o Piso Salarial Nacional e ainda ameaça os planos de carreira dos professores e funcionários.

  
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O projeto de R$ 950,00 proposto pelo governo não é básico, pois considera todas as vantagens da carreira. Já o piso nacional, em janeiro de 2010, terá que ser aplicado como básico da carreira, incidindo sobre ele todas as vantagens.

Após a assembléia, os educadores realizaram uma caminhada até o Palácio Piratini, onde entregaram um documento comunicando a decisão da assembléia geral e exigindo a retirada do projeto que se encontra na Assembléia Legislativa.

O sentimento de força e unidade contagiou a todos que estiveram na atividade. O apoio manifestado pela população fez aumentar a energia e a disposição de luta de todos que participaram das atividades.

Agora é hora de paralisar todas as escolas no Estado e forçar o governo e a Assembléia Legislativa nenhum projeto que ataque à escola pública e os educadores. Cada região estará organizando o seu comando de greve, procure seu Núcleo e participe da luta.

João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato


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